Se Portugal merecia ganhar à Dinamarca, Deco é o que menos merecia perder

16 septembre 2008 por admin 

Depois de termos vencido Malte, perdemos com a Dinamarca. Não na Dinamarca mas em Portugal, no estádio Alvalade.

Como é que se pode admitir que estando em vantagem aos 83 minutos de jogo se acabe por perder? Quem é que pode admitir que um grupo formado por jogadores de tão elevado nível se deixe ultrapassar no marcador nos últimos minutos de um jogo que dominava quase por completo?

Por aquilo que se viu, também vi o jogo na televisão, a selecção portuguesa jogou que se fartou e teve milhentas oportunidades de marcar, mas acabou por perder um jogo muito importante pois a Dinamarca tem as mesmas pretensões que nós.

Carlos Queiroz já deve andar a explicar aos jogadores os motivos que os levaram a esta derrota caseira, falta de frieza e excesso de empolgamento. Mas foi uma derrota que não estava nos planos de ninguém, incluindo Queiroz e os dinamarqueses.

Ensinar os seus pupilos a saberem guardar uma vitória, deve ser uma das prioridades do seleccionador da selecção portuguesa, uma selecção que tem capacidade para vencer qualquer selecção do Mundo e ainda mais qualquer uma das suas rivais no grupo. Depois do 2-1, notou-se em alguns jogadores a ânsia de marcarem mais um golo, alguns de forma atabalhoada e sem qualquer hipótese. Portanto, era de caras que o mais importante era garantir a vitória. A gulosice é a mãe da intranquilidade e a intranquilidade é a mãe de todos os desastres.

O que aconteceu neste jogo é de lamentar, mas nada está definitivamente perdido, porque da mesma maneira que eles vieram ganhar a Portugal, nós podemos ir ganhar a casa deles.

Mas cuidado, esta derrota transformou o próximo jogo, na Suécia, numa autêntica bomba para a equipa de todos nós, que perdeu quando menos esperava e que agora tem de ganhar a todo o custo

O jogo de 10 de Setembro em Alvalade foi um jogo dos mais intensos até hoje disputados em Portugal. Se no final do jogo o marcador afixasse três ou quatro golos a nosso favor ninguém gritaria ao escândalo, mas a pontaria dos portugueses foi um desastre. Os falhanços de Simão (51 m), Nani (56 m), Hugo Almeida (65 m), Danny (74 m) e Nuno Gomes (77 m), puseram a nossa selecção a fazer contas à vida muito cedo.

Por que é que em vez de fazer entrar Moutinho, Carlos Queiroz não optou por Bruno Alves? Teria sido, a meu ver e ao ver de muitos, mais em conformidade com o querer guardar um resultado que nos era favorável.

Não, a nossa selecção não merecia perder, mas não foi por acaso que perdeu.

Mas se há alguém que merecia que Portugal saísse vitorioso, esse alguém dá-se pelo nome de Deco, que numa forma impressionante foi pulmão, coração e cérebro da Selecção das Quinas. Um autêntico Mestre de Cerimónia!

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