1º Festival Internacional de Música do Norte Alentejano

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Meio-dia. O sol a prumo cai ardente
Doirando tudo… Ondeiam nos trigais
D’oiro fulvo, de leve, docemente…
As papoilas sangrentas, sensuais …
Andam asas no ar; as raparigas,
Flores desabrochadas em canteiros,
Mostram, por entre o oiro das espigas,
Os perfis delicados e trigueiros…
Tudo è tranquilo, e casto, e sonhador…
Olhando esta paisagem que é uma tela
De Deus, eu penso então : Onde há pintor,
Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela,
Mais delicada e linda neste mundo?
“O Meu Alentejo”
(Florbela Espanca)

E foi neste belo Alentejo, o Alentejo da Florbela, que teve lugar de 15 a 20 de Julho o 1º Festival Internacional de Música do Norte Alentejano (FIMNA). Um festival que foi pensado e proposto pelo professor Quitó de Sousa e que o teve ainda como director artístico.

Evento único no seu género, pois pretende associar a música, a pintura, o artesanato e a gastronomia, o FIMNA contou com a participação dos municípios de Alter do Chão, Fronteira, Elvas e Ponte de Sôr nesta sua primeira edição,

O concerto de abertura do FIMNA teve palco no Cineteatro de Alter do Chão, comarca que tem na sua equipa dirigente uma das pessoas que mais empurraram para que a coisa fosse possível: a vice-presidente da câmara Mafalda Sadio

Fronteira albergou o FIMNA no seu segundo dia, no Auditório da Biblioteca Municipal e o terceiro dia foi de novo em Alter do Chão. Quarto dia em Elvas, com um concerto ao ar livre, pois teve lugar na Praça da República e o concerto da cerimónia de encerramento do evento aconteceu em Ponte de Sôr, no Anfiteatro da Zona Ribeirinha. Em Ponte de Sôr esteve outro dos impulsionadores do FINAM, Luís Langeira, que é vereador da cultura na câmara desta cidade.

Os artistas convidados, habituados aos palcos internacionais, descobriram aqui um público virgem, entusiasta e curioso, que não hesitou a mostrar o seu apreço, tanto pelo repertório tradicional como também pela música erudita, agradecendo sem regatear com estrondosos aplausos.

Foi assim que, através da Orquestra Guitar’Essonne (Paris), da Orquestra Dionisio Aguado (Madrid), do Coral Polifónico de Alter, do acordeonista Duarte Graça e do Duo Horizons (França/Portugal), o público presente pôde regalar-se com a música de Albeniz, de De Falla, de Lopes-Graça, de Vivaldi, de Piazzolla, etc.

No concerto de cerimónia de encerramento, os jovens Artur Antunes de 8 anos, no fagote e o Robin Antunes de 14 anos, no violino, vieram juntar-se ao acordeão do Duarte Graça, ao violoncelo da Sylvie Duvivier e às duas orquestras de guitarras, para interpretarem o ” Libertango ” de Astor Piazzolla, dedicado a Ingrid Bettancourt, homenageando a liberdade.

Quitó de Sousa acalenta a esperança de que com o apoio da AMNA (Associação de Municípios do Norte Alentajano) e das estruturas oficiais como o conservatório Regional de Portalegre, este evento, que associa as artes e o turismo, traga um certo destaque a esta magnifica região, onde, segundo ele, “a calma seduz, as cores resplandecem, a grandeza impressiona, a hospitalidade espanta e a música encanta.”

Manuel Saraiva.

DICAS PARA VOCE

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Quando você abre a porta de sua geladeira e sente um cheiro desagradável, a primeira idéia que vêm a cabeça é procurar algum alimento estragado. Mas, se você não encontra nada, a melhor maneira de resolver o problema é a seguinte: Faça uma solução de 1 litro de água morna e uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Retire os alimentos da geladeira, deixe descongelar e passe a solução em todas as gavetas, prateleiras, inclusive no congelador.

Depois lave bem na água limpa e deixe a porta de geladeira aberta por uma ou duas horas: o cheiro desaparecerá completamente. Nunca use desinfetante, pois eles podem modificar o sabor dos alimentos durante vários meses

Açorda de petinga à Moda de Olhão

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

INGREDIENTES

600 g de sardinhas pequenas,

1 cebola,
2 dentes de alho,
1 pimento verde,
1 folha de louro,
2 tomates maduros,
0,5 dl de azeite,
Cerca de 1 L de água,
200 g de pão duro tipo caseiro,
Sal e pimenta qb.

PREPARAÇÃO

Amanham-se as sardinhas (recomenda-se escamar, retirar as cabeças e tripas).

Num tacho, leva-se ao lume o azeite com a cebola e os dentes de alho picados, o pimento cortado aos quadrados e a folha de louro.

Refoga um pouco e misturam-se os tomates sem peles nem sementes, que fervem até desfazer.

Adiciona-se a água. Quando levantar fervura, juntam-se as sardinhas, temperam-se com sal e pimenta, tapa-se o tacho e deixam-se cozer, o que é rápido.

Numa terrina, sobre o pão cortado às fatias finas, deita-se o caldo e as sardinhas.

Santa Maria da Feira albergou 1ª Convenção Mundial das Comunidades Portuguesas

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Alfredo Henrique, António Braga, José Morais e Augusto Santos

A APE (Associação dos Portugueses Emigrados), em colaboração com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, organizou nesta cidade a sua primeira convenção na qual participaram individualidades com alguma notoriedade na política como na sociedade civil portuguesas.

A convenção contou, entre outros, com a presença de António Braga, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Manuela Aguiar, Ex-SECP, Carlos Luís, ex-deputado pela emigração, Drª Beatriz da Rocha Trindade, cientista especialista internacional da emigrações, Rita Gomes, presidente da Associação da Mulher Migrante e ex-presidente do Instituto das Emigrações. Hove muitas outra presenças e participações, tantas que me seria impossível citar toda a gente. Quanto à câmara da Feira, estiveram a representá-la o seu vice-presidente Sá Correia e o responsável do Gabinete de Apoio à Emigração, Roberto Carlos. O presidente da câmara, Alfredo de Oliveira Henrique, presidiu a cerimónia de encerramento.

Sem esquecer que uma grande parte dos intervenientes vieram de países longínquos, como dos EUA – onde está radicado o presidente da APE, José Morais), do Canadá, do Brasil, da Venezuela e da África do Sul, assim como de vários países da Europa.

Os temas mais focados durante os três dias foram a crise no associativismo, o interesse que há em preservar a memória deste, a promoção da língua portuguesa, programas de apoio às comunidades da diáspora e as geminações.

Foram muitos os que tomaram a palavra e não os citarei todos, não teria espaço suficiente. Por isso, começo por me referir ao dirigente José Machado, ex-emigrante em França, que por cá foi sempre um dirigente associativo eficaz de quem o associativismo português neste país já sente terrivelmente a falta.

Na sua primeira alocução, José Machado fez referência a um grande amigo das comunidades, um senhor que já nos deixou e que deve ser tido como exemplo. O Dr. José Augusto Seabra, pessoa que sempre foi dedicadíssima às comunidades portugueses, afirmando que este tipo de convenções nas comunidades fora de sua autoria e disse também que seria muito bom que outros seguissem o seu exemplo. Tive a honra de conhecer José Augusto Seabra e corroboro perfeitamente com as palavras do ex-emigrante bom conhecedor da nossa causa.

Ao Portugal Sempre, José Machado deixou duas palavras sobre o voto presencial, dizendo que “o voto presencial aceita-se, mas não nas comunidades, para as quais defende o voto por correspondência e outras formas de votar que incrementem a participação eleitoral.”

José Machado é um dos que melhor conhece o associativismo em França e, como não podia deixar de ser, dissertou sobre os seus problemas e necessidades e ficou apalavrado que em breve escreverá um artigo a publicar no Portugal Sempre cujo tema será a emigração e a problemática do voto presencial. Ainda sobre o associativismo, José Machado disse-nos ainda que “para que as associações se modernizem é necessário que as suas direcções se rejuvenesçam.”

Ainda no que diz respeito à crise no associativismo, José Machado referiu o dever que o Governo tem em ajudar na luta contra essa crise, dizendo que “se nada se fizer, nós arriscamo-nos a perder milhares de associações portuguesas que existem no Mundo inteiro” e acrescentou que o associativismo ajuda a promover a imagem de Portugal no Mundo e que só por isso merecia melhor atenção da parte de Portugal.

Machado também se referiu ao Museu da Emigração, um assunto pelo qual se tem vindo a empenhar com muita força e diz que o museu será a certeza da preservação de uma parte da memória.

O discurso de Manuela Aguiar também foi interessante e outros também o foram, mas, mais coisa menos coisa, havia alguma semelhança entre alguns deles.

No âmbito da convenção, foi homenageada uma pessoa que muito obrou em prol das comunidades: Augusto Santos, que foi presidente da Federação de Folclore Português. Augusto Santos ajudou, ou melhor, ensinou a muitos folcloristas como se deve fazer para não se ser ridículo. Folcloristas muito honestos e cheios de boa vontade, mas a quem faltava o saber. Sobre o homenageado, José Machado diz que Augusto Santos formou

folcloristas e cidadãos, por que na sua maneira de ensinar estava sempre presente a ideia de fazer evoluir as pessoas a quem ajudava.

Ao ouvir as palavras de Roberto Carlos, responsável do Gabinete de Apoio à Emigração no Concelho da Feira, fiquei a perceber melhor porque é que a 1ª Convenção da APE teve lugar em Santa Maria da Feira. A Câmara Municipal da Feira tem uma política de apoio á emigração que se pode dizer ser do que melhor se pode arranjar em Portugal. Talvez não seja demais avisar que esta comarca ajuda monetariamente qualquer projecto associativo das comunidades feirenses no Mundo cujo dossiê seja fiável. É uma ajuda concedida consoante a dimensão do projecto e até ao limite de 5 mil euros.

A Convenção teve arcaboiço e a prová-lo está a presença de órgãos da comunicação social, como rádios, televisão e jornais, tanto nacionais como regionais, entre estes o Portugal Sempre, que nunca volta as costas às causas da comunidade, mesmo que isso lhe custe alguns dissabores.

Agora falta ver como é que a APE vai funcionar, se vai ser útil às comunidades ou se vai ter a mesma utilidade que desde há 5 anos tem vindo a ter o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). (Mais nulo do que aquilo… morres!)

Eu acredito na utilidade da APE. Olhando à idoneidade das pessoas que tem à sua volta, é de crer que a APE vai trabalhar unicamente em prol das comunidades e não à procura de medalhas…

António de Oliveira

Schwarzenegger quer que tabaco possa ser visto nos Filmes

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

O governador do estado norte-americano da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, afirmou que as crianças devem conhecer os perigos do consumo de tabaco para a saúde, mas a indústria cinematográfica não deve sentir-se pressionada a retirar cigarros dos ecrãs de cinema.

“Pessoalmente não acredito que se deve apagar os cigarros dos filmes. Penso que devemos lembrar sempre as pessoas e as crianças sobre os perigos do fumo”, disse o governador republicano.

Esta foi a reacção de Arnold Schwarzenegger ao anúncio da inclusão de alertas anti-tabaco em vários DVD dirigidos ao público mais jovem, numa campanha à qual aderiram estúdios como a Walt Disney, Paramount Pictures, Sony Pictures Entertainment, 20th Century Fox, Universal Pictures e Warner Bros.

Vários estudos indicam que as cenas dos filmes que focam personagens a fumar podem induzir os mais novos a pegar num cigarro.

No entanto, Arnold Schwarzenegger considera que os realizadores necessitam de liberdade artística para criar, em particular quando retratam cenários históricos.

O governador é um consumidor de charutos, mas explicou aos jornalistas que sempre que fuma alerta os quatro filhos para os perigos do consumo de cigarros ou charutos.

“Mesmo que me vejam a acender um charuto com alguma frequência, eu alerto-os para que não experimentem”, acrescentou Schwarzenegger.

Will Smith fait de son costume de “Hancock” une seconde peau

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Will Smith aurait-il l’esprit de conservation? L’acteur vient d’avouer qu’il avait gardé le costume de superhéros qu’il portait dans son dernier film, “Hancock”.

Mais le pire, c’est qu’il le met aussi à la maison! Alors, est-ce pour amuser les enfants? Non, c’est pour sa femme! Will explique:

“J’ai pris le costume à la maison et je le porte pour faire plaisir à ma femme (…) Il faudrait que nous allions voir un film d’horreur, ça la met dans un état plutôt intéressant pour moi.”

Lisboa deve ser protegida das chamas

1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Há exactamente 20 anos, ardeu o Chiado, num incêndio que, dado o estado em que se encontravam uma macheia de prédios, era previsível. Já lá vão 20 anos, foi no dia 25 de Agosto de 1988 e, portanto, nada foi feito para que o mesmo não voltasse a acontecer noutros bairros e até noutras cidades onde as gentes vivem à pinha, como Porto, Coimbra, Funchal e outras. Como ninguém se dignou tomar medidas para que um tal desastre não pudesse acontecer, aconteceu mesmo. E o que mais é, na Av. da Liberdade, em plena Baixa de Lisboa! Ao ver o incêndio da Av. da Liberdade, toda a gente recordou a tragédia do Chiado e os políticos vieram todos a terreiro. Os que estão no executivo prometem que vão tratar do assunto como deve ser e os que estão na oposição fazem exigências. É o habitual, mas dentro de alguns meses, quando a poeira já tiver baixado, toda a gente vai esquecer e a vida continuará no seu tralálá empedernido. E os que agora exigem acções de renovação da parte do Governo, quando ganharem o poder, o que até pode não tardar, farão exactamente como os de agora, o que quer dizer… nada As grandes cidades portuguesas estão cheias de prédios ao abandono, uns que podem ser recuperados e outros que só podem ter como destino a destruição. Se o Chiado era, e é, um emaranhado de ruas e ruelas, a Av. da Liberdade é a principal artéria de Lisboa. A principal rua de Lisboa com um prédio devoluto já era pouco normal, mas agora sabe-se que aquela rua tem uma mancheia doutros prédios no mesmo estado do ardido. O que quer dizer que um desastre pode ali acontecer sem que ninguém o provoque ou encomende. Na minha modesta opinião, o Estado nem sequer precisa de desembolsar, antes pelo contrário, vai buscar as taxas que os renovadores terão de pagar e verá postos de trabalho a serem criados. Basta que legisle para obrigar os proprietários a resolverem o assunto, renovando ou vendendo a quem queira renovar. Lisboa está cheia de prédios vazios e ao lado estão famílias à procura de casa.

O que quer dizer que há qualquer coisa de errado que pode ser corrigido. Para isso bastará criar leis de apelo ao arrendamento e medidas fiscais fortes, que aumentariam com o tempo em que os prédios estivessem sem serem renovados. E nisto devem ser incluídos os prédios que estejam arrendados em estado de degradação. Num primeiro tempo seriam as medidas fiscais a massacrar a bolsa do proprietário e num segundo seria a obrigatoriedade de renovar ou vender para renovação. Mas o carácter das cidades deve ser preservado, não deixando que os especuladores destruam à toa. As cidades precisam de história e só a podem ter se preservarem os seus prédios antigos. São eles que dão vida à história e apelam turistas. E há um outro pormenor a ter em conta.

Os proprietários dos prédios em ruínas nunca moram nas imediações. Alguns até estão anos e anos sem se aproximarem desses bens. Por isso, quando acontece um desastre, eles estão tranquilos nas suas casas, lá na província ou em zonas residências da cidade, em prédios de luxo e sem risco. São os outros, os que não podem escolher onde morar que riscam acordar no meio das chamas ou dos destroços. Se cada um tem direito a ser dono do que lhe pertence, ninguém deve ter o direito de fazer correr a outrem riscos só por ganância de especulação.

Os governos e as câmaras municipais devem encarar a preservação das cidades de Portugal como uma prioridade. É urgente, meus senhores! Nós queremos morar em cidades seguras.

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