Céline luavista
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Bombocas
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Luso-descendente integra lista da UMP de Sarkozy
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

Cristela de Oliveira com Michel Barnier, cabeça de lista da União para um Movimento Popular pela Île-de-France.
A luso-descendente Cristela de Oliveira integra a lista da UMP, do Presidente francês Nicolas Sarkozy, às eleições europeias, e embora considere “difícil” que venha a ser eleita, promete “um combate até ao fim”.
Em declarações à Agência Lusa, Cristela de Oliveira, que ocupa o 14.º lugar da lista da União para um Movimento Popular (UMP) pela Île-de-France, liderada por Michel Barnier e Rachida Dati, ministros do Governo Sarkozy, considera, por isso, “difícil” vir a ser eleita.
No entanto, a autarca de origem portuguesa (é vereadora na Câmara de Corbeile-Essonnes) e Conselheira Nacional da UMP diz-se “pronta a levar o combate até ao fim”.
Segundo a luso-descendente, a lista que integra é, “à imagem da sociedade francesa, uma lista da diversidade, com pessoas de todas as idades, de todos os meios políticos e sociais”.
“São candidatos bem motivados”, diz Cristela de Oliveira.
Numa fase da campanha eleitoral em que todas as sondagens dão a entender que o desinteresse pelas eleições para o Parlamento Europeu é uma característica comum a todo o espaço Europeu e que a abstenção em França pode atingir valores próximo dos 50 por cento, a candidata defende que “cabe aos políticos fazer crescer, junto dos eleitores, o interesse pelo processo eleitoral que se avizinha”.
“É o nosso trabalho ir para o terreno mobilizar as pessoas. Explicar os projectos e as nossas reformas. É preciso despertar o interesse para irem votar”, afirma, manifestando a convicção que “a comunidade portuguesa se vai interessar porque tem direito de voto”.
Como diferenças de discurso eleitoral entre a UMP e os principais rivais, a luso-descendente aponta “o facto de a oposição estar a tentar erradamente usar as eleições europeias para sancionar o Presidente Nicolas Sarkozy”.
A UMP, diz, “avança com propostas europeias, com uma lista europeia, de gente da Europa e que se preocupa com as questões europeias”.
“Somos responsáveis políticos, faço política no interesse geral e procuro resolver os problemas que os franceses enfrentam” na Europa, refere.
Sobre o desempenho de Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, Cristela de Oliveira não tem dúvidas: “Barroso fez um trabalho extraordinário”.
“Espero que (Durão Barroso) continue. Para mim é essencial que Barrosos continue. Só posso dizer bem dele. Fez um trabalho extraordinário. Deu uma grande imagem dos portugueses. Tenho orgulho”, refere.
Sobre a sua inclusão na lista da UMP pela circunscrição de Île-de-France, Cristela de Oliveira diz que decorreu de uma proposta que fez ao Senador e Presidente da Câmara, Serge Dassault.
“Sou muito europeia, sou francesa e portuguesa. Ao darem-me esta oportunidade considero que se trata de um reconhecimento a mim e aos meus pais”, conclui.
Cristela de Oliveira, que é ainda conselheira das Comunidades nomeada pelos autarcas de origem portuguesa na Europa, tem 30 anos e nasceu em França, tendo obtido a nacionalidade francesa aos 16 anos.
Os pais, oriundos de São Pedro de Alva, concelho de Penacova, emigraram para França no final da década de 1960.
Ministro elogia fábrica de conservas que exporta totalidade da produção
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O ministro da Agricultura visitou a fábrica de conservas Seafood Investments Portugal, em Peniche, considerado um exemplo de uma empresa que está a reagir bem à crise, mantendo a liderança dos mercados inglês e francês.
“Apesar da crise internacional e da desvalorização da libra inglesa, a crise ainda não chegou à fábrica que continua a exportar”, disse aos jornalistas o ministro Jaime Silva, sublinhando a importância desta indústria na área da transformação do pescado no país e estrangeiro.
Na Seafood Investments Portugal, os 75 milhões de latas de conserva de cavala e sardinha são dirigidos à exportação, detendo as marcas “H Parmantier”, “Petit Navir” e “John West”, que continuam a ser líderes de mercado no Reino Unido e França.
Face à posição de mercado, a sua facturação anual da fábrica cresceu de 20 para 45 milhões de euros, empregando mais de meio milhar de trabalhadores.
A fábrica pretende investir dois milhões de euros na criação de uma unidade de produção de saladas de atum e prevê criar uma centena de novos postos de trabalho.
Contudo, face à sua dimensão, a unidade está impedida de recorrer aos fundos comunitários no âmbito do Fundo Europeu das Pescas.
Ao considerar tratar-se de um “projecto importante que vai criar cem postos de trabalho”, Jaime Silva prometeu “estudar se através de outros fundos será possível dar apoio para que o investimento venha para Peniche”.
Na deslocação a Peniche, o ministro inaugurou o sistema de venda de pescado online na Lota de Peniche, onde pagou simbolicamente uma factura de 146 euros na compra de safio, choupa, imperador e peixe espada.
Com esta nova tecnologia, pretende-se “trazer os pequenos compradores”, como restaurantes e supermercados à lota, reduzindo assim o número de intermediários e, consequentemente, o preço do peixe junto do consumidor.
“Aqui pagamos o peixe a um ou dois euros o quilo e depois os consumidores compram a 24 e 34 e por isso há uma enorme diferença”, disse.
Ao mesmo tempo, espera-se que haja uma maior valorização e procura do pescado, para que o sector se possa tornar mais competitivo.
ONU e OEA preocupadas com declarações do Governo contra a imprensa
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Os relatores para a liberdade de expressão da ONU e da OEA manifestaram-se preocupados com as declarações de “altas autoridades do Governo da Venezuela” contra a imprensa, nomeadamente o canal televisivo Globovisión.
Segundo a imprensa venezuelana os relatores Frank La Rue e Catalina Botero, da Organização das Nações Unidas e e da Organização dos Estados Americanos, respectivamente, emitiram um comunicado onde sublinham que as declarações do Governo contra os meios de comunicação social “geram um ambiente de intimidação, no qual se vê seriamente limitado o direito à liberdade de expressão”.
Por outro lado, consideram que “os funcionários públicos, especialmente os que ocupam as mais altas posições do Estado, têm o dever de respeitar a circulação de informações e opiniões, mesmo quando estas são contrárias aos seus interesses e posições”.
Os dois relatores fizeram “uma chamada de atenção ao Estado da Venezuela para que mantenha a plena vigência do direito à liberdade de expressão estabelecido nos instrumentos internacionais, adoptados pelo Estado e para proteger de maneira adequada as garantias internacionais nos processos contra os meios de comunicação privados, neste caso contra a Globovisión”.
Tal como a sociedade, a imprensa venezuelana está polarizada com os jornais, rádios e televisões privados a manter uma linha crítica ao regime de socialismo do século XXI que o Presidente Hugo Chávez pretende instaurar no país. Mais que noticiosos, os canais estatais transformaram-se em defensores da “revolução bolivariana”.
As divergências são tais que nas conferências de imprensa é comum ver-se os jornalistas divididos em dois grupos, afectos e opositores do regime, sem que entre eles exista qualquer diálogo.
Por outro lado, são constantes as denúncias de agressões verbais e em alguns casos físicas, contra os jornalistas cujo principal alvo de interpelação são entidades oficiais ou simpatizantes do Presidente Hugo Chávez.
Há um mês, o presidente da Câmara Municipal de Libertador, Jorge Rodríguez, apareceu nas televisões prometendo procurar “até debaixo das pedras” por Nelson Bucaranda, um jornalista que se “atreveu” a escrever uma coluna onde indicava a escola de natação frequentada pelos filhos daquele.
Fontes não oficiais dizem que a Globovisión poderá ser encerrada nos próximos três meses para ser substituida por um novo canal de televisão, o Venotícias.
O próprio Presidente da República já sentenciou o fim do canal, sublinhando que em caso contrário deixaria de chamar-se Hugo Chávez Frías.
Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima em Argenteuil
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
A associação portuguesa de Argenteuil, Centro Pastoral Português, presidida por Deolinda Ribeiro, promoveu a sua tradicional festa em honra de N. S. de Fátima sábado 16 e domingo 17 de Maio últimos. No sábado houve terço e procissão e no domingo, nos espaços do Centre de Loisirs Les Pieux, teve lugar a festa propriamente dita.
Estes festejos têm vindo a ser realizados desde há aproximadamente 25 anos - tantos quantos a associação tem de idade - e de ano para ano a sua nomeada ganha corpo, porém, por ser realizada ao ar livre, esta festa depende das condições atmosféricas do momento. Sim, é o tempo que dita a sua lei. Se está seco há multidão, se está molhado… nem tanto. Ora, como nos dias que antecederam a festa o tempo estava péssimo, a organização chegou a temer o pior, mas o céu acabou por se desanuviar e as coisas compuseram-se. Anos melhores virão…
Os festejos do domingo começaram com uma missa campestre celebrada pelo padre Montovani - vindo de Portugal - e depois da Missa houve serviço de restauração para quem quis. Apesar da frescura do tempo, ainda foram numerosos os que decidiram abancar-se à mesa.
O grupo Cordas Soltas, o Rancho Folclórico de Soisy-sous-Montmorency e o grupo de danças modernas Christomania asseguraram a animação.
Para o ano há mais…
António de Oliveira
Algo está a mudar e a crise está a “ajudar”!…
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

Do Luxemburgo - Crónica de Luís Barreira
Pode parecer contraditório afirmar que, de alguma forma, a actual crise está a ajudar-nos.
No entanto, se considerarmos que a difícil situação que o mundo atravessa era inevitável, face à falta de controlo do nosso sistema económico-financeiro, que se afundava num mar de astúcias especulativas, o retomar da discussão sobre a moral social e as suas responsabilidades, que começa a ser o tema predominante das discussões públicas, acaba por ser um bom sinal.
Com efeito, se alguns pensavam que, com alguns retoques “cosméticos”, a situação poderia recompor-se, hoje, avaliada a dimensão dos problemas e a forma de os evitar, não deixa alternativas que não passem pela moralização das nossas sociedades, respectivas instituições e pessoas.
No caso português isso é notório. Os três pilares da nossa democracia: o poder legislativo, executivo e judicial, estão debaixo de “fogo”!
Se antes, os “inocentes” programas do tipo “Big Brother”, entretinham o público curioso e ávido de voyerismo, com actores do “jet set” e candidatos à mesma palermice, hoje, o apetite devorador do grande público e dos media em geral, está centrado nos actores sociais do poder e nas suas novelas de interesses pessoais.
Se os escândalos de má utilização do poder são a ordem do dia dos jornais, rádios e televisões, não é menos verdade igualmente que, para alguns destes fazedores de opinião, interesses menos dignificantes e oportunistas, acabam por atirar para o “tribunal da opinião pública”, ansioso por apontar culpados, muitas acusações inconsistentes e sem fundamente.
Mas enfim, como “não há bela sem senão” e independentemente do efeito perverso do sensacionalismo que, levado à exaustão, pode conduzir-nos a uma total descrença em tudo e em todos, as pessoas estão muito mais atentas e críticas aos males da sociedade e de quem a dirige e, isso, é muito bom!
É salutar para a saúde da nossa cinzenta sociedade, ouvirmos, vermos e lermos políticos, juristas, intelectuais, religiosos, pensadores de toda a natureza e até o Sr. “Francisco do café”, clamarem pela necessidade de reafirmarmos valores de referência, essenciais à nossa consciência colectiva e vivência comum.
Finalmente e pelo eco da nossa imprensa livre, uma das felizes consequências de Abril de 74, a população portuguesa começa a detectar o que tem estado na origem de tantos dos nossos problemas (não todos, claramente…) e a desenhar o quadro da personalidade e carácter daqueles que nos devem dirigir e a repudiar, sem excepção, todos os comportamentos criticáveis, quer dos responsáveis pelo funcionamento das nossas instituições, quer pelos disfuncionamentos das mesmas.
Expressões como “Ele rouba, mas faz obra…” têm de ser banidas do nosso léxico, sempre que se trata de avaliar o desempenho dos nossos dirigentes.
O “poder”, numa sociedade democrática, seja ele pessoal, partidário ou de qualquer instituição, só se justifica se for exercido em função do bem colectivo. Os partidos, os dirigentes e respectivas instituições são uma emanação da sociedade e não o seu contrário.
Nenhuma razão, não afectando outros povos, pode inviabilizar a solução dos problemas do nosso povo, nomeadamente as de carácter eleitoral, perca de poder pessoal, de grupo ou de simples notoriedade pública. O “poder” deve subordinar-se causa pública e ser assumido com modéstia, honestidade, entrega, dinamismo e espírito de abertura aos restantes actores sociais. Nenhum cargo público ou partido político, mesmo maioritário, pode arrogar-se da exclusividade da verdade e nenhum homem ou mulher, detentor de responsabilidades no seio de uma instituição, deve reagir de forma autista à sua consciência ética, para obedecer cegamente à disciplina partidária.
A elevação moral da nossa sociedade e dos seus agentes é uma urgência!
Saibamos nós tirar as devidas leituras do que nos tem acontecido (e não tem acontecido…), para que a mudança das nossas atitudes, do mais simples cidadão ao mais elevado dirigente, possam conduzir a nossa sociedade, a um estatuto de maior dignidade e desenvolvimento.
Muitas vozes (e não são “vozes de burro”…) começam a publicitar as suas ideias sobre o tema. É preciso que elas se multipliquem e “varram” o País como uma lufada de ar fresco, afastando as nuvens poeirentas que ensombram a vida dos portugueses.
Metade dos franceses não têm presidente!
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

Presidente que continua a ditar a lei no partido que o elegeu, rejeita todas as outras sensibilidades.
Enquanto Nicolas Sarkozy não deixar de ser o chefe real e omnipresente do partido (UMP) que o levou à presidência da França, enquanto ele não se puser, como os seus antecessores fizeram, a ser unicamente Presidente da República e não chefe de partido, só os seus adeptos têm presidente. Isto apesar de ele ter dito em campanha: “Eu quero ser o Presidente da República de todos os franceses”.
Mas não é só neste aspecto que Sarkozy falha em relação às promessas que fez durante a campanha eleitoral, pois entre promessas e mais e mais promessas, ele disse: “Eu quero ser o presidente do pleno emprego.” E ainda, “eu quero ser o presidente do poder de compra.” Dois pontos importantes do seu discurso na corrida à presidência que são manchas negras na sociedade francesa.
Nada de nada! Viagens e palhetas, galhofadas e falhanços, submissão aos poderosos, arrogância e falta de respeito. Em suma, todo o necessário para cozinhar um presidente nulo.
Esta é a minha opinião em relação a Sarkozy, uma opinião que, certamente, esbarra na de outros que pensam o contrário e que eu tenho o dever de respeitar. Porém, com todo o respeito que tenho pelos seus adeptos, alguns ferrenhos, é de caras que o presidente da França está a lidar com a França como se estivesse a lidar com uma quinta sua propriedade.
Para se aperceber que ele entende que isto é tudo dele, basta ver o caso de Bernard Tapie, que viu o seu litígio com o Crédit Lyonais acabar por ser resolvido não em tribunal, mas sim por uma não sei qual comissão, uma comissão nomeada a pedido do grande chefe para que o caso fosse resolvido in loco com a maior brevidade possível e, não sejamos ingénuos, com muito benefício para o antigo homem de negócios e dirigente desportivo
Que a comissão arbitral tinha ordens para dar muita nota a Tapie, está escarrapachado no resultado final
Foi, sem qualquer dúvida, a maior vergonha deste presidente: O Estado foi convidado a pagar a Bernard Tapie a soma de 289 milhões de euros, dos quais 45 a título de prejuízo moral.
Quarenta e cinco milhões de euros por prejuízo moral! Quanto tempo esteve Tapie na cadeia e em que condições? Pouquíssimo e certamente faustosamente instalado, no maior conforto e com direitos que os outros prisioneiros nunca tiveram nem terão: questão de poder ou não poder pagar.
Se bem me lembro, um rapaz que esteve encarcerado inocentemente mais de dez anos recebeu como indemnização à volta de 300.000 euros, uma mixaria ao lado dos 45 milhões com que Tapie se abotoou. Mas Tapie traiu os seus amigos para apoiar a candidatura de Sarkozy e essa coisa de trair é (quase) sempre bem paga.
Um presidente da república digno do seu posto, não faz política de “bas étage”, fazendo favores aos seus amigos e aos que traíram para o apoiar. Fazendo favores a este e àquele, um presidente fá-lo em detrimento do povo da Nação, ao qual ele deve dar-se por inteiro e a todos por igual.
Sarkozy é manhoso e tem sabido manter uma boa parte da imprensa manietada, usando o poder que os franceses lhe deram para incutir nos menos corajosos a ideia de que se não fizeram cuidado podem vir a ter problemas.
Porém, se os franceses entenderem que é com ele que querem continuar após 2012 e se o reelegerem, eles é que mandam.
O tempo que passa vai dando brilho à comunidade
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Há muito que nossa comunidade não é o que foi - melhorou muito - e isso vê-se a olho nu. Enquanto que antigamente o português estava condenado a trabalhar nas obras ou na limpeza, hoje tudo é diferente. E isto em todos os sectores e a todos os níveis.
Se as únicas coisas que antigamente a comunidade portuguesa podia mostrar aos nossos anfitriões era a honestidade, a coragem para o trabalho e o associativismo, com os seus festivais de folclore, os seus torneios de futebol e as suas festas populares, hoje esse associativismo está ultrapassado pelo desenvolvimento do tecido empresarial das nossas gentes destas bandas.
Se foi pela limpeza e pela construção civil que o português de França começou a criar empresas neste país, hoje já não há sector onde não esteja metido, seja no comércio ou na indústria, como também nos serviços.
É só estender o olhar e ver os nossos compatriotas que conseguiram criar sociedades de grande dimensão. Até já há empresas portuguesas no ranking das 1000 maiores de França. Não são muitas, mas já há algumas!
É evidente que esta evolução traz com ela alguns inconvenientes, sendo o mais flagrante o aparecimento dos oportunistas, à procura de se aproveitaram do bem alheio. Mas contra esses nada a fazer, porque sempre foi e sempre será assim em todo o lado e em todos os meios. São aqueles que aparecem usando linguagem fina, com ar de quem sabe tudo sobre seja o que for. Esses, diga-se-lhes o que se disser, nunca se zangam, preferem e ficar na expectativa de levar a água do outro para o seu moinho.
E depois também há os que vendo a comunidade em movimento não aceitam a sua evolução e a vêem como sua inimiga, não aceitando que entre nós haja quem seja mais capaz do que eles. Imaginando-se superiores, os infelizes não vêem que ficaram na berma da estrada, vendo a caravana passar, sem se aperceberem que ao denegrir os portugueses estão a dizer mal de si próprios e a rebaixar quem vale muito mais do que eles.
Mas o negativismo dos oportunistas, dos vigaristas e dos maldizentes que florissem no nosso meio como se de cogumelos se tratasse, esses, ou melhor essas ovelhas negras não impedirão a comunidade de avançar sempre mais e mais. Ela avança tão firmemente que os governantes portugueses já andam de olho nela, tentando encaminhar os seus investimentos para Portugal, procurando persuadi-los a fazê-lo em reuniões às quais, com o objectivo de lhe dar um ar mais importante e pomposo, enviam um ministro de Portugal e convidam um ou outro ministro francês.
Não sei até que ponto essas reuniões possam vir a servir os interesses de Portugal, porque quem por cá está, salvo raras excepções, por cá vai ficando e, por isso, reluta dispersar-se, andando cá e lá. Sobretudo se a empresa não é a mesma e se o lá não é primordial para o cá.
Cria-se família em frança, os filhos que por cá nasceram e cresceram acabam por se instalarem na vida por cá, constituindo por sua vez a sua própria célula familiar, quantas vezes escolhendo fazê-lo com quem não é português e essa situação faz com que os pais por cá fiquem para os acompanhar na vida. E depois vêm os netinhos. É tão simples como isso.
Os governantes portugueses andam numa de distribuir medalhas e isso pode até ser contraproducente, na medida em que se atribuí, salvo raras excepções, a mesma medalha aos nulos e aos capazes. Até já lhes aconteceu atribuir medalhas importantes a quem nem um bom dia merecia e isso tira o valor ás medalhas que atribuíram a quem as merecia mais importantes. As medalhas terão mais valor se forem atribuídas em menos quantidade e só aos que realmente as merecem, àqueles que conseguiram mostrar aos nossos anfitriões que não somos só associativismo e servilismo.
As medalhas atribuídas ao associativismo podem ter razão de ser, mas não tem jeito que sejam iguais às atribuídas aos empresários bem sucedidos que tanto brilho deram à comunidade.
Aos portugueses que não param de denegrir a comunidade, eu peço que abram os olhos à realidade e que aceitem que eram eles os menos bons.
EUROPA “QUO VADIS ”?
10 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

Por José Machado
Parece que em 7 de Junho próximo os portugueses vão poder votar para o Parlamento Europeu…
A 1 mês desse importante acto eleitoral, nada mexe no panorama nacional da informação aos cidadãos!
Eu que ando cá e lá, entre a França e Portugal, vou vendo o que por lá se passa e sou forçado a comparar com o que vejo por cá!
A Europa e as eleições têm estado ausentes das ruas do meu país.
A Europa e as eleições têm estado ausentes dos principais meios de comunicação social de Portugal.
Os Partidos politicos não têm cumprido o seu dever nesta matéria.
Eu que tenho andado a descortinar um bocejo de informação sobre esta matéria, acabei por assistir, hoje segunda-feira, a um debatezito no primeiro canal.
Como estou a ouvir de longe o que dizem os intervenientes, acabei por ouvir uma senhora dizer que não se tem falado que chegue da Europa…e que este debate, por ser depois da meia-noite, também não vem colmatar essa brecha.
Realmente é arrepiante assistir a um tal silêncio em volta deste acto eleitoral, um dos maiores do mundo em numero de eleitores implicados, que assume uma importância ainda maior por se tratar do primeiro grande acto eleitoral depois do rebentar da actual crise!
Qualquer que seja a posição que se possa ter sobre a Comunidade Europeia, e sobre o lugar de Portugal no seu seio, não se pode ficar impávido e sereno perante um tal défice de informação, claramente impeditivo de uma reflexão séria por parte dos eleitores…para votarem com conhecimento de causa
Afinal Portugal está bem na Comunidade Europeia ou não ?
Parece que, no conjunto, os principais Partidos politicos reconhecem os beneficios que Portugal tirou desde a sua adesão em 1986.
Se assim é, porque razão não há informação nem mobilização dos cidadãos para participarem nas proximas eleições ?
Esta Europa a 27, em vez de ter resolvido os seus principais problemas de organização interna a 12 ou a 15, está agora a braços com a quase impossibilidade de pôr de acordo tanta gente, de tão diferentes opinioões.
Por essa e outras razões, os cidadãos europeus não vislumbram o projecto que deveria unir os paises europeus, sobretudo actualmente com o agudizar da crise social, económica e politica que assola o mundo.
Até o Sarkozy, baboso da sua Presidência ( que afinal pouco nos deixou…) se põe agora a criticar o imobilismo da Europa e a insuficiência da sua resposta colectiva à crise.
Pelo menos aqui, teremos de concordar com o pequeno Napoleão que, como dirigiu a máquina durante os 6 mêses anteriores, deve saber o que deixou !
E, nesta cidade que é a nossa ? O que faz a tão falada sociedade civil ?
O movimento associativo vimaranense, sobre cuja crise se vertem torrentes de lágrimas, não terá aqui responsabilidades ?
O que impede as nossas associações de organizarem o debate democrático em volta destas questões ? Diria mesmo que esse seria um dever, consentâneo com os objectivos da vida associativa!
O interesse por estas questões, não será a única resposta aos problemas e aos desafios do movimento associativo, mas não é virando as costas ao necessário debate público que as associações encontrarão essa resposta.
O povo tem razão ao dizer que da discussão nasce a luz ou que a conversar é que a gente se entende…se não houver que discutir e onde discutir, arriscámo-nos a ficar numa escuridão ainda maior sobre tão magna questão!







