EUROPA “QUO VADIS ”?

10 juin 2009 por admin 

Por José Machado

Por José Machado

Parece que em 7 de Junho próximo os portugueses vão poder votar para o Parlamento Europeu…
A 1 mês desse importante acto eleitoral, nada mexe no panorama nacional da informação aos cidadãos!
Eu que ando cá e lá, entre a França e Portugal, vou vendo o que por lá se passa e sou forçado a comparar com o que vejo por cá!
A Europa e as eleições têm estado ausentes das ruas do meu país.
A Europa e as eleições têm estado ausentes dos principais meios de comunicação social de Portugal.
Os Partidos politicos não têm cumprido o seu dever nesta matéria.
Eu que tenho andado a descortinar um bocejo de informação sobre esta matéria, acabei por assistir, hoje segunda-feira, a um debatezito no primeiro canal.
Como estou a ouvir de longe o que dizem os intervenientes, acabei por ouvir uma senhora dizer que não se tem falado que chegue da Europa…e que este debate, por ser depois da meia-noite, também não vem colmatar essa brecha.
Realmente é arrepiante assistir a um tal silêncio em volta deste acto eleitoral, um dos maiores do mundo em numero de eleitores implicados, que assume uma importância ainda maior por se tratar do primeiro grande acto eleitoral depois do rebentar da actual crise!
Qualquer que seja a posição que se possa ter sobre a Comunidade Europeia, e sobre o lugar de Portugal no seu seio, não se pode ficar impávido e sereno perante um tal défice de informação, claramente impeditivo de uma reflexão séria por parte dos eleitores…para votarem com conhecimento de causa
Afinal Portugal está bem na Comunidade Europeia ou não ?
Parece que, no conjunto, os principais Partidos politicos reconhecem os beneficios que Portugal tirou desde a sua adesão em 1986.
Se assim é, porque razão não há informação nem mobilização dos cidadãos para participarem nas proximas eleições ?
Esta Europa a 27, em vez de ter resolvido os seus principais problemas de organização interna a 12 ou a 15, está agora a braços com a quase impossibilidade de pôr de acordo tanta gente, de tão diferentes opinioões.
Por essa e outras razões, os cidadãos europeus não vislumbram o projecto que deveria unir os paises europeus, sobretudo actualmente com o agudizar da crise social, económica e politica que assola o mundo.
Até o Sarkozy, baboso da sua Presidência ( que afinal pouco nos deixou…) se põe agora a criticar o imobilismo da Europa e a insuficiência da sua resposta colectiva à crise.
Pelo menos aqui, teremos de concordar com o pequeno Napoleão que, como dirigiu a máquina durante os 6 mêses anteriores, deve saber o que deixou !
E, nesta cidade que é a nossa ? O que faz a tão falada sociedade civil ?
O movimento associativo vimaranense, sobre cuja crise se vertem torrentes de lágrimas, não terá aqui responsabilidades ?
O que impede as nossas associações de organizarem o debate democrático em volta destas questões ? Diria mesmo que esse seria um dever, consentâneo com os objectivos da vida associativa!
O interesse por estas questões, não será a única resposta aos problemas e aos desafios do movimento associativo, mas não é virando as costas ao necessário debate público que as associações encontrarão essa resposta.
O povo tem razão ao dizer que da discussão nasce a luz ou que a conversar é que a gente se entende…se não houver que discutir e onde discutir, arriscámo-nos a ficar numa escuridão ainda maior sobre tão magna questão!

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