Ministro elogia fábrica de conservas que exporta totalidade da produção
11 juin 2009 por admin
O ministro da Agricultura visitou a fábrica de conservas Seafood Investments Portugal, em Peniche, considerado um exemplo de uma empresa que está a reagir bem à crise, mantendo a liderança dos mercados inglês e francês.
“Apesar da crise internacional e da desvalorização da libra inglesa, a crise ainda não chegou à fábrica que continua a exportar”, disse aos jornalistas o ministro Jaime Silva, sublinhando a importância desta indústria na área da transformação do pescado no país e estrangeiro.
Na Seafood Investments Portugal, os 75 milhões de latas de conserva de cavala e sardinha são dirigidos à exportação, detendo as marcas “H Parmantier”, “Petit Navir” e “John West”, que continuam a ser líderes de mercado no Reino Unido e França.
Face à posição de mercado, a sua facturação anual da fábrica cresceu de 20 para 45 milhões de euros, empregando mais de meio milhar de trabalhadores.
A fábrica pretende investir dois milhões de euros na criação de uma unidade de produção de saladas de atum e prevê criar uma centena de novos postos de trabalho.
Contudo, face à sua dimensão, a unidade está impedida de recorrer aos fundos comunitários no âmbito do Fundo Europeu das Pescas.
Ao considerar tratar-se de um “projecto importante que vai criar cem postos de trabalho”, Jaime Silva prometeu “estudar se através de outros fundos será possível dar apoio para que o investimento venha para Peniche”.
Na deslocação a Peniche, o ministro inaugurou o sistema de venda de pescado online na Lota de Peniche, onde pagou simbolicamente uma factura de 146 euros na compra de safio, choupa, imperador e peixe espada.
Com esta nova tecnologia, pretende-se “trazer os pequenos compradores”, como restaurantes e supermercados à lota, reduzindo assim o número de intermediários e, consequentemente, o preço do peixe junto do consumidor.
“Aqui pagamos o peixe a um ou dois euros o quilo e depois os consumidores compram a 24 e 34 e por isso há uma enorme diferença”, disse.
Ao mesmo tempo, espera-se que haja uma maior valorização e procura do pescado, para que o sector se possa tornar mais competitivo.








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