Fábrica de calçado ARA, maior empregador de Seia, despede 30 trabalhadores
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
A fábrica de calçado ARA, o maior empregador de Seia, vai despedir mais 30 trabalhadores, informa o presidente do Sindicato dos Têxteis da Beira Alta, Carlos João.
Segundo o sindicalista, a ARA, uma empresa de capitais alemães, “tem vindo nos últimos anos a proceder a despedimentos”, não sendo esta última vaga de três dezenas, “uma grande surpresa”, na opinião do Carlos João.
A informação sobre os despedimentos não foi confirmada pela administração da empresa, que se mostrou indisponível para falar sobre o assunto.
Os trabalhadores despedidos pela ARA, têm vindo a ser “indemnizados com uma taxa de 1.20 salários por cada ano de trabalho”, disse Carlos João, acrescentando que “esta é uma boa proposta, tendo em conta o que se passa noutras empresas”.
Em Portugal, para além da fábrica de Seia, o grupo ARA-SHOES tem uma outra em Vila Nova de Gaia, a Granite.
A unidade de Seia tem 400 trabalhadores e foi, desde a sua instalação em 1991, uma das que teve maior impacto no emprego no concelho.
A nível mundial, o grupo tem fábricas na Alemanha, Áustria, Roménia e Indonésia, emprega mais de quatro mil pessoas e produz anualmente mais de 8,5 milhões de sapatos, sendo o o maior produtor europeu de sapatos para senhoras.
Autarcas da Margem Sul apostam no saneamento para “limpar” mancha ambiental
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Os autarcas dos concelhos da Margem Sul da Grande Lisboa esperam que a poluição do estuário do Tejo seja apenas uma memória passada com investimentos massivos no saneamento e requalificação ribeirinha.
No caso de Alcochete, o vereador António Rodrigues recordou que o concelho não polui o Tejo há um ano mas a despoluição deve ser pensada de forma integrada.
No entanto, como exemplo dessa melhoria, o vereador lembra as duas estâncias balneares do concelho: “há uns anos, Alcochete foi retirado do mapa das praias fluviais devido à qualidade da água, mas na autarquia fazemos as nossas análises regulares e, no ano passado, apenas por um vez se ultrapassaram os valores permitidos”.
“Com a ETAR a funcionar agora há um ano esperamos que a situação ainda melhore mais e a abundância que existe este ano de amêijoa significa que a qualidade da água subiu”, acrescentou.
No concelho vizinho do Montijo, O vereador Nuno Canta, considera que se vivem anos “históricos” na melhoria do rio Tejo com a criação do sistema de ETAR.
Contudo, o autarca defendeu que apesar da importância das ETAR, especialmente do Barreiro/Moita e do Seixal, foi a poluição “química” a que mais impacto teve no rio.
“A poluição química foi a mais influente nos problemas da Península, até porque a orgânica, desde que não seja em excesso, até serve de alimento. A exportação de ostras do Montijo era um negócio importante, mas caiu devido aos produtos colocados pela Lisnave para que as ostras não se agarrassem aos cascos dos barcos”, explicou.
“O estreito do Montijo é uma zona sensível e sofreu problemas complexos mais ligados à indústria do Barreiro, Moita e Seixal, mas os pescadores nesta altura já notam a retoma de algum peixe, como o caso da corvina”, acrescentou.
Um pouco mais ao lado, os problemas ambientais emblemáticos da poluição no Barreiro estão a começar a ser passado, como explicou o administrador do Parque Empresarial da Quimiparque, Luís Tavares.
“Neste momento estamos com o Plano de Urbanização da Quimiparque e zona envolvente em curso e estes questões estão, como é óbvio, já incluídas”, acrescentou.
Durante muitos anos foi atribuída ao antigo complexo industrial da CUF muitas culpas pela poluição no rio Tejo, mas Luís Tavares rejeita.
Quanto à situação actual, e numa altura em que a ETAR está em construção, estando prevista a sua entrada em funcionamento em 2010, o administrador explicou que as empresas do parque têm exigências ambientais a cumprir.
“As empresas para funcionarem têm que estar licenciadas e para isso existem uma série de exigências ambientais a cumprir. Enquanto não existe ETAR, e não existindo outra solução, os efluentes vão para o Tejo mas antes têm que ser tratados”, salientou.
No Seixal, a nova ETAR, com capacidade para tratar os efluentes de 156 mil habitantes, veio permitir ao concelho contribuir com “zero por cento de poluição” para o rio Tejo, disse à Lusa Joaquim Santos, vereador das infra-estruturas municipais.
Com um investimento de 12,5 milhões de euros a nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Seixal, vai integrar a rede de ETAR já existentes, permitindo que o índice de tratamento atinja os cem por cento.
Já junto ao mar, em Almada, o vereador Nuno Vitorino recorda que este caminho já está cumprido, até porque o concelho “está acima de todos os objectivos nacionais no que respeita água, saneamento e resíduos sólidos, tratando a totalidade das suas águas residuais”.
Agora, o desafio “é conseguir manter o mesmo nível de eficiência energética, de operações, qualificar e reabilitar. Estimamos ter resposta para tratar as águas residuais do concelho durante os próximos 20 anos”, afirma.
Câmara de Lisboa vai reaavaliar demolição na Calçada do Lavra
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa vai pedir a reavaliação do projecto que prevê a demolição de um edifício na Calçada do Lavra, depois de ter tomado conhecimento que ali funcionou a central de vapor do elevador.
“Vou pedir para reavaliarem o projecto e interrogarem o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico”, afirmou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), na reunião pública do executivo municipal.
Manuel Salgado respondia a um munícipe que confrontou a Câmara com o facto de ter aprovado a demolição do número 36 da Calçada do Lavra.
Segundo José Firmino da Costa, o imóvel em causa foi a “central de vapor” do Elevador do Lavra, o primeiro da capital, que liga o Largo da Anunciada à Travessa do Forno do Torel.
O elevador, inaugurado em 1884, é classificado como monumento nacional, estando, segundo o munícipe, o referido edifício na sua área de protecção.
Manuel Salgado afirmou desconhecer estas informações, acrescentando que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico “não levantou qualquer objecção” ao projecto que previa a demolição do prédio. O projecto foi aprovado em 2007 por Manuel Salgado.
Polis Litoral Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina arranca em 2010
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
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O Sudoeste Alentejano e a Costa Vicentina vão ter um Polis Litoral, cuja obra se deve iniciar em 2010 e terá um investimento de 40 milhões de euros em três concelhos, anunciou o ministro do Ambiente.
“O Polis para esta zona vai intervir numa área extensa - em Vila do Bispo, Aljezur e Odemira - e fará claramente a diferença, sendo um projecto de excepcional significado”, disse o ministro do Ambient Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Nunes Correia, à margem da inauguração do Centro de Interpretação de Vila do Bispo.
De acordo com o ministro, as intervenções, que deverão iniciar-se em 2010, com prazo de conclusão previsto para três anos depois, vão deixar “uma marca de mudança, sem negar os valores naturais, mas conciliando o desenvolvimento económico e social”.
Nunes Correia adiantou que algumas das acções específicas do quarto Polis Litoral (já existem os do Norte, Ria de Aveiro e Ria Formosa) passam por valorizar as áreas balneares, proteger as arribas, criar percursos de visitação, ecovias e ciclovias, e melhorar núcleos populacionais.
Receitas do Cristo-rei não pagam obras de manutenção
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O bispo de Setúbal, D. Gilberto dos Reis, revelou hoje que as receitas de bilhetes do Cristo-Rei não chegam para pagar as obras de manutenção, acumulando uma dívida de um milhão de euros.
“As receitas do Cristo-Rei são constituídas, fundamentalmente, pelas subidas à capela junto ao sopé da imagem e não chegam para pagar a divida resultante das obras de recuperação que tivemos de fazer”, explicou o bispo.
“Havia alguns bocados de betão que estavam a cair e que representavam um perigo para as pessoas”, afirmou o bispo.
“Essas obras foram concluídas há cerca de dois anos, mas ainda temos uma dívida de cerca de um milhão de euros para liquidar”, acrescentou o prelado, que se mostrou entusiasmado com as comemorações dos 50 anos do monumento.
“É uma graça podermos, passados 50 anos, estar a responder àquele sonho de quem construiu o Cristo-Rei: O sonho de erigir um monumento como uma expressão da fé dos católicos e, ao mesmo tempo, como um monumento de agradecimento pela Paz” durante a II Guerra Mundial, afirmou o prelado.
Esta celebração “é uma memória, mas também um desafio aos católicos a viverem na sua fé e a propô-la, de forma adequada, aos homens de hoje”, defendeu D. Gilberto dos Reis, líder de uma Diocese que só há dez anos passou a ter o monumento.
“Quando foi criada a Diocese de Setúbal, ficou desde logo assente que só mais tarde o Cristo-Rei e o Seminário de Lisboa, que funcionava em Almada, seriam entregues pelo Patriarcado” até porque este era o maior centro de formação de sacerdotes da capital.
O “processo, que já se tinha iniciado há algum tempo, foi concluído há 10 anos, em 1999, por mim próprio e por D. José Policarpo”, explicou o bispo.
MNE vai recorrer da impugnação das eleições do Conselho das Comunidades
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) vai recorrer da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que anulou as eleições do Conselho Permanente das Comunidades por falta de um regulamento, disse fonte oficial.
O Tribunal Administrativo de Lisboa anulou as eleições do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas (CPCP), na sequência de um pedido de impugnação apresentado em Novembro pelo conselheiro no Luxemburgo, por não ter sido aprovado o regulamento de funcionamento do Conselho antes da sua eleição.
O tribunal ordenando ainda a repetição da eleição em reunião plenária deste órgão consultivo do Governo em matérias de emigração.
O MNE que o facto de não haver um regulamento aprovado “não inibe que a votação ocorra” de acordo com normas, adiantando que o recurso deverá dar entrada no tribunal antes do fim do mês.
O actual Conselho Permanente, presidido pelo conselheiro de Macau, Fernando Gomes, foi eleito em reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que se realizou em Lisboa, entre 15 e 17 de Outubro 2008, para empossar os novos conselheiros saídos das eleições de Abril e eleger os 11 membros do Conselho Permanente do CCP.
Esta é a segunda vez que a eleição de um Conselho Permanente é alvo de um processo de impugnação. O outro processo iniciou-se após as eleições de 1997 e culminou com a decisão de impugnação do Supremo Tribunal Administrativo, em Fevereiro de 1999, que ordenou a repetição das eleições.
Presidente do BES, diz que bancos portugueses estão melhores do que os congéneres europeus
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

Ricardo Salgado, presidente do conselho de administração do BES, usa da palavra durante apresentação de resultados.
Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo (BES), defendeu na apresentação dos resultados trimestrais, que as instituições financeiras portuguesas conseguiram resistir melhor à crise do que os restantes bancos europeus.
“Mostrámos capacidade de resistir à crise. Houve uma redução nos resultados, mas menor que noutros bancos nacionais e internacionais”, considerou o presidente do BES.
“Fomos bastante resistentes à crise na área doméstica e a actividade internacional foi melhor do que tínhamos previsto face à envolvente internacional, mostrando o dinamismo do banco em obter resultados”, prosseguiu Ricardo Salgado.
Usando o indicador de crédito vencido (mais de 90 dias) sobre o crédito a clientes (bruto), o presidente revelou que o valor de 1,2 por cento apurado no primeiro trimestre “prova que os bancos portugueses estão melhores do que a generalidade dos bancos europeus”.
“É um valor bastante baixo quando comparado com outros países europeus”, reforçou Ricardo Salgado, acrescentando, porém, que “a crise reflectiu-se sobre os resultados”.
Lucro do BCP sobe 62,5% para 106,7 milhões de euros no primeiro trimestre
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O resultado líquido do BCP nos primeiros três meses do ano cresceu 625 por cento para 106,7 milhões de euros, graças à inexistência de perdas na carteira de participações.
Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, confirmou que o resultado apurado “beneficiou da inexistência de imparidades na carteira de participações”, destacando que “o lucro saiu muito acima das previsões dos analistas” que apontavam para valores na ordem dos 60 milhões de euros.
O presidente do BCP destacou que os “recursos subiram 4,6 mil milhões de euros (11,6 por cento) no consolidado, em Portugal 3,2 mil milhões (11,4 por cento), no internacional 1,3 mil milhões (12,1 por cento)”.
Já o crédito concedido, em termos consolidados, subiu 8,2 por cento, com o crédito às empresas a crescer 5,5 por cento.
O “Core Tier 1″ passou de 4,2 para 6,6 por cento, o Tier 1 passou de 5,1 para 7,4 por cento e o rácio de solvabilidade situou-se nos 10,4 por cento, tudo valores apurados no final de Março.







