Bolatti vinga na Argentina

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

O médio Mário Bolatti é um dos maiores dilemas da estrutura do futebol portista. Depois de ter falhado a adaptação ao futebol português, regressou à Argentina e é o terceiro melhor jogador no seu país.
O Huracán, clube ao qual o futebolista está emprestado, já pediu aos dragões o prolongamento do empréstimo, mas até ao momento não existe qualquer decisão.
Bolatti, no entanto, parece empenhado em prosseguir no seu país, onde se sente bem. Que futuro para um promissor jogador que (ainda) não vingou em Portugal?

Málaga insiste em Moreno

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

A perspectivar a próxima temporada, os espanhóis do Málaga estão na disposição de reforçar o contingente português, avançando para a contratação de Moreno, numa incursão definitiva a Guimarães, onde há dez anos recrutaram o internacional Duda.
Depois de duas tentativas frustradas para obter o empréstimo de Moreno - que então recusou trocar o berço por uma experiência no campeonato espanhol - o interesse do Málaga (oitavo classificado na Liga Espanhola, com possibilidades de qualificação para a Liga Europa) reacende-se precisamente numa altura em que Moreno superou a marca dos 100 jogos ao serviço do Vitória, fruto de uma temporada em que, apesar do menor fulgor colectivo, o jogador reforçou o estatuto e influência no seio do grupo, justificando, inclusive, a entrada nos eleitos

Maldini descarta seguir carreira de treinador

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

O experiente defesa italiano Paolo Maldini, do AC Milan, assegurou, esta sexta-feira, que quando terminar a temporada abandona em definitivo o futebol e que não está a ponderar iniciar uma carreira de treinador.
“A decisão para terminar é definitiva. Não vou voltar a trás. Assim que terminar o campeonato vou fazer umas férias grandes pelo menos até Setembro. Depois, vou analisar algumas propostas paro o meu futuro, mas uma coisa estou seguro é que não serei treinador”, assegurou Maldini, em declarações à imprensa italiana.

Messi e Ronaldo:

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Imagino Lionel Messi com a camisola desfraldada como uma bandeira, o 10 ao sabor dos movimentos do corpo, contra outros “10″ com a mesma cor e o mesmo NOME, tatuado para sempre nas costas. Ainda pibe, não sente o peso dessa sentença chamada Maradona.
Tem as meias em baixo, brancas mas também negras, pintadas com a cor das canchas de pó, com a ferrugem de um futebol feito de sonhos e pobreza. Imagino o baixinho Messi, de braços paralelos ao corpo, talvez com um boné virado para as costas, troçando de quem deixa pelo caminho no seu futebol endiabrado e conduzindo a bola como se jogasse ao pé-coxinho. Reconhece-se nele o futebol poético de Maradona e Pelé, a pureza do jogo antes de ser corrompido pelo tempo e pela insinuação sedutora das televisões. É o último dos eleitos.
Cristiano Ronaldo está algures entre uma máquina de musculação e vinte metros à frente da baliza. Treina, treina, treina. Cada vez melhor, cada vez mais rápido. Um truque repetido dez vezes, uma recepção vezes trinta. Mais um remate, dois, dez. Meias para cima, cabelo bem penteado e firme, camisola justa ao corpo dentro dos calções. Dois passos para trás e um para o lado para o livre directo. É dali! Ele, nada português na sua sede, não resiste à busca constante pela perfeição. Pelo reconhecimento. Pela equipa. Por si. O 7 de Best, Beckham e, agora, Figo é apenas uma herança como qualquer outra, sem fantasmas.
Ambos enormes, ambos fantásticos. Tão diferentes! Messi nunca será capaz de aperfeiçoar até à exaustão um movimento, Ronaldo não conseguirá imitar a naturalidade daquelas vírgulas canhotas do argentino. Tudo no português é parte de uma coreografia, inserida numa peça de teatro. Tudo no miúdo que o Barcelona descobriu ainda juvenil no país de El Diez faz parte da vida, do simples acto de inspirar e expirar. Como se a bola fosse, literalmente, um prolongamento do próprio corpo.
Da tese e da antítese nasceu a síntese. A síntese seria o jogador perfeito. A velocidade, a força, a ambição e a capacidade de superação de Cristiano; a técnica, a magia e a simplicidade de Lionel. Se um presidente de uma empresa de clonagem esteve a ler este texto, acabou de largar o rato nesta frase, deslocando-se apressado para registar a patente. Mas, para mim, os génios têm de ser imperfeitos, Maradona tinha de ser rebelde e consumir cocaína; Garrincha não poderia ser Garrincha sem as mulheres e a bebida; Pelé fez bem em estar lesionado em 1962 e 1966; Zidane demorou tempo a mais a acertar em Materazzi…
Cristiano só é Cristiano se não for tão puro quanto Messi, Messi só será Messi se desistir do Santo Graal da perfeição. E nós ficaremos felizes da vida por podermos assistir a dois dos maiores talentos do futebol, coexistindo, brilhando intensamente, e dividindo, acredito eu, os próximos prémios de melhor do mundo. Que o futebol não os estrague!

Entrevista: Guigui da Bahia desabafa e arrasa sua antiga banda

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Foi na discoteca Costa do Sol, nos arredores de Paris, que pela primeira vez conheci o Guigui, que na altura era vocalista da banda Canta Bahia, um grupo que depois abandonou para fazer carreira a solo, uma decisão que, pelo que se vê, foi altamente benéfica para o artista.
Desde essa primeira vez já nos encontramos por todo o lado, mas foi na Costa que, em amena cavaqueira, decidimos esta entrevista, que, finalmente, acabou por ser feita através do telefone.

Guigui com o seu empresário José da Silva

Guigui com o seu empresário José da Silva

Portugal Sempre: Por que é que não continuou com os Canta Bahia? Tinha vontade de mostrar aos que cantam a solo que é capaz de os superar?

Guigui da Bahia: Nada disso. Eu saí da banda porque me sentia nela como uma criança manipulada por uma pessoa que simplesmente não percebe nada de música e só queria gravar, ou melhor, ‘regravar’ as músicas de outros cantores, sem me dar oportunidade de mostrar o que eu sei e gosto de fazer, que é compor. E também vivia preso, sem liberdade de viver como um cidadão. A prova de que nada estava certo naquela banda, está no facto de já não estar nela nenhum dos elementos do meu tempo, que não é assim tão longínquo. Já lá não está nenhum, todos saíram, porque, como eu, não aguentaram ser escravos daquele sistema, o sistema a que chamam vida moderna mas que na realidade é a escravidão do século XXI.
Não, a minha intenção de fazer carreira a solo não é mostrar aos outros isto ou aquilo. O que eu quero é mostrar a toda a gente que sou artista de corpo e alma e que não preciso de certas bengalas para ir avançando na carreira de cantor, uma carreira que abracei com muita força e que quero programar à minha maneira.

P. S: Cantar a solo é sempre diferente…

G. B: Sim, muito diferente. A responsabilidade é muito maior, tenho que escrever minhas músicas, pensar sempre em novos trabalhos. Na música tem que se estar sempre actualizado, porque aquele que se põe a dormir, deixando passar o tempo, esse fica para trás.
Graças ao trabalho de uma excelente pessoa, o meu empresário José da Silva, estou sendo reconhecido como Guigui da Bahia no mercado português, onde lancei o primeiro disco “Cartinha de amor” e já fiz muita gente cantar no verão maravilhoso de Portugal. E agora o mais novo trabalho “Pára de tentar me enganar” com músicas maravilhosas que estão a ter muito sucesso. Estou muito melhor do que estava há pouco tempo atrás. Muito melhor!

P. S: Ao sair do grupo… mudou de estilo ou continua tudo como dantes?

G. B: Continuo basicamente com o estilo que as pessoas passaram a conhecer o Guigui da Bahia. Não posso mudar radicalmente para não atrapalhar. Se é verdade que quando comecei a solo não trazia músicos comigo, hoje já não é o caso. Tenho um grupo de músicos do melhor que há que actuam sempre comigo.
Por ter estado entre os muitos que assistiram ao concerto do Guifui na Costa do Sol, confirmo que o grupo que o acompanha está à altura da situaçãoe e mais ainda, pois são todos músicos que já acompanharam a maior parte dos grades da música portuguesa.

P. S: Tem sido visto por França com certa frequência. Está a recolher os frutos do que fez com os Canta Bahia ou é produto de novo impulso?

G. B: É muito simples. É a colheita do meu trabalho, o trabalho de ontem e o de hoje, aquele trabalho que fiz com a banda e que hoje continuo a fazer sozinho. A isto, temos que adicionar o trabalho do meu empresário, o José da Silva, com quem me entendo maravilhosamente.
A verdade é que agora sou muito mais feliz e tudo me corre muito bem, tanto em França como noutros países por onde tenho passado, como Luxemburgo, Suíça, Brasil e Portugal em geral, sem esquecer a Ilha da Madeira e os Açores.
É evidente que o ter andado com a banda Canta Bahia me serviu para ganhar experiência, só que teria sido melhor se tivesse partido mais cedo. Agora o meu nível é outro, sou tratado como um verdadeiro interprete da música brasileira. Desde que funciono a solo sou muito mais feliz e, como sabe, a felicidade ajuda a fazer actuações de quilate mais elevado.

P. S: Quem faz as suas músicas?

G. B: Sou eu mesmo que faço algumas. Do meu primeiro CD são quase todas minhas, neste segundo tenho apenas três, quisemos colocar músicas de outros compositores, amigos meus lá do Brasil.

P. S: Tem notícias do seu antigo grupo?

G. B: Não e também não quero ter. Tenho me dedicado mais ao meu trabalho, não me quero preocupar com eles, isso atrairia energia negativa.

P. S: Como vê os Canta Bahia de hoje, que por cá vão tendo uma crítica pouco favorável?

G. B: Quando os críticos criticam, é porque tiveram motivos para isso. Ninguém suja a imagem do próximo por simples luxo e eles têm más criticas em todo lado. Claro que sou suspeito tocando neste assunto, mas essa banda, depois da minha saída, ninguém lhe dá mais importância. Creio que é o fim, pois onde eles passam não levam mais ninguém atrás, só estragam o trabalho dos contratantes.

P. S: Assim tanto, Guigui?

G. B: Infelizmente, esta é a verdade. Mas acho que vamos ficar por aqui. Só me resta deixar, através do Portugal Sempre, montes e montes de agradecimentos a todos pelo carinho com que me têm tratado em França, o respeito, a amizade, a fidelidade. Fico muito feliz em saber que as pessoas gostam de mim pelo que sou e pelo que faço, que é o mesmo que dizer: pelo que valho. Graças a Deus…
Quero que todos, se puderem, ouçam o mais novo CD do Guigui. Oiçam porque está lindo.
Aproveito também para deixar um grande abraço ao Sr. José da silva, que tem vindo a fazer comigo um trabalho exemplar. E também para os da Costa do Sol e para os do Mikado, um Grande abraço. Também quero agradecer aos organizadores de espectáculos que me fazem a honra de me quererem com eles. E obrigado a vocês do jornal pela oportunidade que me deram de desabafar um bocado e falar um pouco sobre o Guigui da Bahia.

Entrevista recolhida por António de Oliveira

La Harissa : Costa do Sol

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Lua-Vista

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Bifana

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Bélem

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

No restaurante Trancoso aconteceu fado a sério

1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Pertença de João Ribeiro, o Trancoso é um simpático restaurante português de Malakoff, na rua Augustin Dumond, a dois passos de paris XIV.
Este restaurante teve fado sábado 02 de Maio e foi fado de primeira, com Diogo Rocha, Cláudia Costa e Lino Ribeiro, este último vindo de Portugal expressamente para uma série de concertos com Diogo e Cláudia.
Quanto ao fado, direi o que disse na edição anterior deste jornal, aquando da reportagem sobre uma noite de fado com este mesmo elenco, o que se resuma numa curta frase: segundo a minha apreciação, Diogo Rocha deve ter sido benzido à nascença pelas fadas do fado. Boa pessoa, má pessoa? Pouco importa, porque se de boas pessoas está o mundo cheio, de bons artistas… nem tanto.
Quanto ao restaurante, direi que se à primeira vista o Trancoso pode parecer mais um igual a muitos, aqueles que se decidam a nele entrar logo se aperceberão que não estão a perder tempo. O Trancoso respira esmero e o seu serviço está muito acima da média entre os restaurantes portugueses da região parisiense.
No bar e na sala, está a gente da casa: João (pai), Maria Amália (Mãe) e Katy (filha), notando-se nesta última muito profissionalismo e diplomacia.
São poucos, os restaurantes portugueses da região de Paris que têm um serviço de sala à altura, mesmo alguns dos que dispõem de grandes salas. Não é o caso do Trancoso, onde a filha da casa dá pelas barbas ao mais profissional!
Quanto à cozinha, é o domínio do chefe António, que com a sua equipa faz melhor do que muitos que se consideram bons.
O que eu quero dizer é que se o restaurante Trancoso ainda não é muito conhecido tem vocação a vir a sê-lo dentro de pouco tempo.
Não, não é o mais chique nem o maior, mas serve bem e comida da boa.
Os que conhecem este jornal e a nossa postura na comunicação social, sabem o quanto espezinhamos os que sujam o nome da nossa gastronomia por estas bandas e que quando louvamos também o fazemos segundo o que julgamos ser verdade.
A estear o que acima digo, está a qualidade dos restaurantes que publicitamos, que são os melhores dentre os melhores. Quantos e quantos quiseram que os publicitássemos e que nós nos recusamos a fazê-lo? Ao mesmo tempo, são poucos os que estão de fora que tenham hipóteses de vir a entrar. Porém, não é o caso do Trancoso, que foi por mim testado e aprovado. O que não tem acontecido com todos os pretendentes.
O Trancoso está numa de proporcionar à sua clientela noites especiais e isso e sempre de louvar. Esperemos que a escolha dos artistas seja sempre feita entre os melhores, que os há bem bons por aí.
Para encerrar, direi que o Trancoso é um restaurante a conhecer…