Em foco: Mário Coluna: O “monstro sagrado” que nunca descalçou as luvas de boxe
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Dos improvisados combates de boxe nas ruas de Lourenço Marques aos grandes palcos do futebol mundial, Coluna nunca descalçou verdadeiramente as luvas, tornando-se o “monstro sagrado” do Benfica e da selecção portuguesa.
Com Eusébio, Simões, José Águas e Torres conquistou dezenas de títulos em 16 anos de “águia ao peito” e assumiu-se como o grande “capitão” que liderou Portugal rumo ao histórico terceiro lugar no Mundial de 1966, característica que o levou à presidência da federação moçambicana.
Mário Esteves Coluna nasceu a 06 de Agosto de 1935, em Lourenço Marques (actual Maputo), e rapidamente despertou o interesse para a prática desportiva, mas o futebol só mais tarde entrou na sua vida, depois de passagens mais ou menos fugazes pelo pugilismo, basquetebol e atletismo.
O apelo do futebol foi mais forte e, aos 17 anos, era já um dos mais influentes jogadores do Desportivo de Lourenço Marques, ingressando dois anos depois no Benfica, que contou com a ajuda preciosa da filial moçambicana para impedir que o prodígio fosse desviado pelos rivais Sporting e FC Porto.
A carreira de Coluna torná-lo-ia um dos mais flagrantes exemplos do sucesso da política de contratações do Benfica nas ex-colónias, nas décadas de 50 e 60 do século passado, que teve o seu expoente máximo no “pantera negra” Eusébio.
Coincidência ou não, à chegada de Coluna ao Benfica correspondeu o fim da hegemonia do Sporting e logo na primeira época - que foi também a da inauguração no Estádio da Luz -, em 1954/55, sagrou-se campeão nacional e venceu a Taça de Portugal.
O jogo de estreia, frente ao Vitória de Setúbal, no estádio do Jamor, não podia ter sido mais promissor: dois golos na vitória por 5-0, os primeiros de um total de 127 remates certeiros em 525 jogos e 16 anos ao serviço dos “encarnados”. Sob a voz de comando de Coluna, o futebolista com mais jogos disputados com a braçadeira de “capitão” do Benfica, que nunca largou entre 1963 e 1970, o clube lisboeta conquistou 10 campeonatos, sete Taças de Portugal e duas Taças dos Campeões Europeus. O Benfica que encantava nos relvados da Europa muito devia ao incansável avançado transformado em médio centro pela astúcia do treinador brasileiro Otto Glória, que nunca perdeu a predilecção pelo golo, tendo marcado nas duas únicas finais europeias ganhas pelos lisboetas, sob o comando do húngaro Bela Guttmann. Após os dois sucessos iniciais, sobre o FC Barcelona (1961) e Real Madrid (1962), Coluna perdeu as três finais seguintes, a mais amarga das quais em 1965, definhando em campo depois de ter sido lesionado por Giovanni Trapattoni, numa altura em que não eram permitidas substituições.
O “monstro sagrado” nunca perdoou ao ex-jogador do Inter de Milão, nem mesmo quando o treinador Trapattoni se transformou em ídolo do Benfica, ao liderar a equipa “encarnada” à conquista do título nacional em 2004/05, após inéditos 11 anos de “jejum”. O Campeonato do Mundo de 1966 contribuiu para projectar Coluna (57 internacionalizações “AA” e oito golos) como um dos mais evoluídos futebolistas do seu tempo, apesar de as exibições e golos de Eusébio terem atraído os holofotes da fama para o “pantera negra”. Tal como no clube, Coluna “capitaneou” exemplarmente a selecção lusa, que apenas sucumbiu nas meias-finais ante a anfitriã e muito favorecida Inglaterra, mas o terceiro lugar, graças ao triunfo sobre a extinta URSS, permanece como o melhor resultado de sempre de Portugal em Mundiais. Como outros grandes campeões antes de si, Coluna apenas não resistiu aos efeitos da passagem do tempo. Em 1970, com 35 anos, foi “saneado” pelo ex-colega José Augusto, recém-promovido a treinador da equipa da Luz.
Resistiu, no entanto, a novo convite do FC Porto e preferiu terminar a carreira em França, com uma passagem discreta pelo Lyon, apesar de ter ainda regressado a Portugal para assumir as funções de jogador-treinador do Estrela de Portalegre.
Coluna transportou para fora dos relvados o perfil de líder - potenciado pelo extraordinário porte atlético - que exibiu durante centenas de jogos, ao assumir o cargo de presidente da Federação Moçambicana de Futebol.
O homem da luta : Tomás Costa acrescentou fibra à equipa e ganhou lugar no onze
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Num período em que a máquina portista parecia abanar, não deixou de ser curioso que tenha sido um jovem reforço argentino a dar exemplos de entrega e combatividade. Para além dos atributos que Jesualdo Ferreira já tinha elogiado, Tomás Costa mostrou-se ainda identificado com a causa azul e branca. “Não se admirem. O miúdo dá tudo”, diz-nos Leonardo Madelón, um técnico que nem sequer teve uma relação pacífica com o médio, a quem depois se rendeu ao ponto de ter pedido ao presidente que o segurasse a qualquer custo.
Para trás ficou um impasse na renovação com o Rosario Central (clube do coração por influência do pai e do avô) que fez com que Tomy sentisse o banco e a fúria dos adeptos. “A minha família ia sempre aos jogos e ouviu muitas coisas a meu respeito”, lamentou o natural de Oliveros. Aos 4 anos, já vestia uma camisola à River Plate no clube local: o Sportivo Belgrano. Nunca deixou o futebol, mas chegou a partilhar o pelado com o pavilhão, onde praticou basquetebol entre os 10 e os 15 anos, mais por influência dos amigos do que por amor à modalidade.
Sempre viveu para competir e para ganhar, características que um histórico como Rodolfo Reis identifica facilmente: “Consistente, forte, raçudo e sem medo de meter o pé. Pode aparecer na linha do Lucho e do Lisandro.”
Norton de Matos sobre Tomás Costa
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
“Saiu demasiado cedo.” Por várias vezes ouvimos esta frase nas chamadas para a Argentina. Tomás Costa deixou o Central aos 23 anos, ainda antes de cumprir sequer 50 jogos como profissional. Para Luís Norton de Matos, actual treinador do Étoile Lusitana do Senegal, o FC Porto agiu no momento certo. “Andei oito anos nesse mercado e sei como é inflacionado. Assenta na confraria, há grande solidariedade entre presidentes e empresários. Há que ter boas redes de observação e apostar nos clubes fora de Buenos Aires. As regiões de Cordoba e de Rosario são viveiros”, avalia o antigo director desportivo.
Para Norton de Matos, Lucho e Lisandro não devem servir de exemplo da força do FC Porto para se movimentar na Argentina. “Só conseguirão jogadores feitos recorrendo a fundos e parcerias, como sucedeu nesses casos”, entende, lembrando: “O jogador argentino aparece muito cedo na primeira equipa. Aos 16 anos, o Aguero já tinha o Independiente a rejeitar conversas por menos de 5 milhões de euros…”
A seu favor os dragões têm a força da marca. “É uma etiqueta muito forte. Quem vai para o FC Porto sabe que é para jogar na Liga dos Campeões, para se promover e para sair para um grande campeonato europeu. A retaguarda é forte e o carácter do jogador argentino ajuda. Estamos a falar de grandes profissionais, muito ambiciosos. Ganhar uma vez não lhes basta. Mais do que isso, estão habituados a lidar com uma pressão ímpar, de arrepiar”, conclui Norton de Matos.
Fernando de dragão ao peito até 2013
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
O FC Porto anunciou ter prolongado por mais uma época, até 2013, o contrato com o médio brasileiro Fernando.
Contratado no defeso ao Estrela da Amadora, o jovem médio, de 21 anos, conquistou um lugar nas escolhas de Jesualdo Ferreira, tendo disputado quatro jogos na Liga portuguesa, três dos quais como totalista.
As boas exibições rubricadas neste início de época, e o facto de o jogador ter ainda uma grande margem de progressão, determinaram a prorrogação do contrato por mais uma época, expirando agora em 2013.
Miccoli diz que é difícil regressar à selecção
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Está a protagonizar excelente início de época ao serviço do Palermo, com cinco golos em seis jogos no campeonato. Miccoli (ex-Benfica) assume, porém, que será difícil regressar à selecção italiana.
“Acho que não tenho grandes possibilidades, pois Marcelo Lippi [o seleccionador italiano] já tem um grupo importante definido, ao qual adiciona por vezes alguns jovens”, afirmou o avançado de 29 anos, que regista 10 presenças pela squadra azzurra.
Porém, Miccoli não esconde que regressar à selecção será sempre uma meta a atingir, por isso… “Quem sabe, se fizer uma época incrível, as coisas possam mudar”, atirou.
Certo é que o jogador está, de facto, a protagonizar excelente início de época. Leva já cinco golos em seis partidas no campeonato e, apesar de rejeitar a ideia de que existe “Miccoli-dependência” no Palermo, diz que o seu objectivo é bater a sua melhor marca de golos na Serie A numa época (12, pela Fiorentina, em 2004/05).
Marchena recorda passagem pelo Benfica
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
A passagem pelo Benfica, na época 2000/2001, tornou o espanhol Carlos Marchena mais maduro. Ainda assim, o actual defesa do Valência e da selecção do seu país, não guarda boas recordações da sua passagem pelo clube da Luz.
“Houve três treinadores [Heynckes, Mourinho e Toni] e dois presidentes [Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho]. Fez-me ficar mais maduro, mas quando surgiu a possibilidade de ir para o Valência nem perguntei pelas questões económicas, disse logo que sim”, afirmou Marchena, em entrevista publicada a 23 de Outubro pelo diário AS.
O jogador acabou por sair da Luz envolvido na contratação de Zahovic, que então militava no Valência, mas foi a forma como se processou a sua transferência do Sevilha para o Benfica que deixou mágoa em Marchena: “Foi um momento muito duro. Em 20 minutos puseram-me no avião a caminho de um clube para o qual não queria ir. Mas disseram-me: ‘Ou vais para o Benfica ou o Sevilha desaparece. Claro que tive de ir, mesmo que não fosse a minha vontade.”
“De certeza que vamos estar no Mundial”, diz Danny
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Foi titular no malfadado jogo diante da Albânia e até compreende que Gilberto Madail tenha abandonado mais cedo a tribuna do Estádio de Braga. Danny, no entanto, diz que há confiança no trabalho de Carlos Queirós, por isso não tem dúvidas que Portugal vai estar no Mundial-2010.
“Temos um treinador que sabe o que quer, fala sempre com os jogadores sobre aquilo que precisa para cada jogo, por isso está a fazer um trabalho tranquilo. De certeza que vamos estar no Mundial-2010″, afirmou à TSF o médio português que brilha no futebol russo ao serviço do Zenit São Petersburgo.
Danny diz que todos querem sempre ganhar, por isso mostra-se compreensível com a saída de Gilberto Madail antes de o jogo com a Albânia terminar: “Madail também é um adepto e gosta que a Selecção ganhe, tal como, aliás, todos os jogadores.”
Mourinho : “Sou sempre responsável pelos resultados da minha equipa”
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
O técnico do Inter não ficou obviamente satisfeito com o empate em casa frente ao Génova e considera que “dois ou três jogadores” não estiveram hoje ao seu nível.
“Não estou muito satisfeito. Nós tentamos sempre melhorar e vencer e quando não vencemos é claro que as coisas não estão bem. Vou falar com os meus jogadores”, afirmou Mourinho.
O técnico do Inter assume por inteiro o resultado do jogo: “Sou sempre responsável pelos resultados da minha equipa. Julgo que no segundo tempo alguns jogadores não perceberam o que tinham de fazer. Frente ao Génova dois ou três jogadores não estiveram ao seu nível.”
Mourinho quer regressar a Inglaterra
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
José Mourinho está satisfeito no Inter, mas diz que quando terminar contrato com os “nerazurri” pretende regressar ao futebol inglês.
“Estou apaixonado com o futebol inglês e um dia irei regressar”, afirmou o técnico português, em declarações prestadas à Sky Itália, após a vitória do Inter diante da AS Roma por esclarecedores 4-0.
“Todos dizem que, depois do Inter, vou querer trabalhar em Espanha ou na selecção do meu País, mas isso não é verdade. Vou querer regressar a Inglaterra”, salientou Mourinho, garantindo, porém, que se sente muito feliz no Inter e que pretende cumprir o contrato estabelecido com os “nerazurri”.
Mourinho quer Palombo
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
O médio Angelo Palombo, da Sampdoria, é o mais recente alvo da cobiça de José Mourinho. Segundo noticia a imprensa italiana, o técnico português está mesmo disposto a pedir a contratação do jogador já na reabertura do mercado de transferências.
A possível saída do sérvio Stankovic – cobiçado pela Juventus -, daria espaço à contratação do jogador, que terá captado a atenção de Mourinho logo na jornada inaugural do campeonato italiano, na qual o Inter empatou diante da Sampdoria.







