Companhia de Dança de Lisboa admite instalar a sede na Galiza

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

O director da Companhia de Dança de Lisboa admitiu hoje que a sede da estrutura pode ser transferida para a Galiza, eventualmente Vigo, se a Câmara de Lisboa não permitir o regresso ao Palácio dos Marqueses de Tancos.
“A instalação da nossa sede na Galiza, concretamente em Vigo, é uma hipótese que equacionamos completamente”, disse, à imprensa, o director da Companhia de Dança de Lisboa (CDL).
José Manuel Oliveira garantiu que já houve “contactos informais” no sentido da instalação da sede da CDL naquela região autónoma de Espanha, contactos que se poderão tornar “mais formais” caso das próximas autárquicas não resultem mudanças na liderança da Câmara de Lisboa.
“Os habitantes de Vigo costumam dizer ’somos de Vigo, capital Lisboa’, o que prova a relação muito especial que há entre as duas cidades”, acrescentou.
“A CDL não tem fronteiras. A nossa sede pode ser em qualquer lugar, o nosso trabalho é importante onde formos bem recebidos, e na Galiza temos sido muito bem recebidos”, afirmou.
No entanto, o responsável ressalvou que a CDL “ainda não desistiu de voltar” ao Palácio dos Marqueses de Tancos, onde esteve durante 20 anos, até ser despejada, em Novembro de 2007, pela Câmara de Lisboa.
Nesse dia, e em cumprimento de uma ordem do executivo camarário, a Polícia Municipal de Lisboa procedeu ao despejo do espólio da Companhia de Dança de Lisboa instalada no Palácio dos Marqueses de Tancos, na Rua da Costa do Castelo.
O despejo foi justificado pelo “perigo iminente de uma catástrofe”, dado o mau estado em que se encontravam as instalações à guarda da CDL.
O espaço ocupado pela CDL no Palácio dos Marqueses de Tancos, edifício do século XVI que sobreviveu ao terramoto de 1755, servia também para habitação de sete bailarinos e um guarda, que foram igualmente desalojados.
José Manuel Oliveira classifica essa acção de despejo como “uma espécie de assalto nazi”, mas manifestou-se esperançado na reversão da situação, para que a CDL possa voltar para lá.
“Gastámos lá mais de 400 mil euros em obras para travar a degradação, tornar o espaço habitável e dignificar o palácio, temos protocolo de cedência do imóvel válido até 2013, penso que temos direito a um espaço que é nosso”, referiu.
José Manuel Oliveira falava em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha, onde participou na inauguração de um parque com o nome de Zeca Afonso, numa homenagem promovida por um grupo de amigos do cantautor português.

José Cid prepara-se para editar novo álbum

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

José Cid, distinguido a 22 de Maio pela Sociedade Portuguesa de Autores, está a viver um dos melhores momentos da sua carreira e prepara-se para editar um novo álbum, quando se pensava que, aos 67 anos, já estaria na reforma.
Tem cerca de 50 canções inéditas prontas a editar e uma agenda de concertos que lhe ocupa actualmente grande parte dos dias. Tem sido assim nos últimos quatro anos, desde que actuou no Maxime e foi chamado a substituir um cantor - cujo nome não revela - na Queima das Fitas do Porto.
“Senti naquele momento que alguma coisa tinha mudado, porque não era normal ter 15.000 jovens a cantar as minhas músicas do princípio ao fim”, disse José Cid em entrevista.
A partir de então, José Cid passou a estar na moda junto de um público que tem entre 20 e 30 anos, que era criança no tempo em que participou em vários festivais da canção e que hoje sabe de cor muitas das suas canções.
“Estou a gerir a minha passagem pelo grande público que é muito violenta mas que é muito compensadora a todos os níveis. Ter 67 anos e 10 concertos por mês para auditórios no mínimo com cinco mil pessoas é o melhor reconhecimento que podia ter na minha carreira”, disse.
É a faceta de cantor popular que quase se sobrepõe ao lado mais erudito, de compositor de rock progressivo, de álbuns conceptuais da música popular portuguesa, sobretudo nos anos 1970.
É autor de discos que são hoje referência, como “A Lenda de el-rei D. Sebastião” (1967) e “Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra-Ensaio de José Cid” (1974), que editou com o Quarteto 1111.
A estes juntam-se ainda os discos a solo “José Cid” (A palha), de 1971, e “10.000 anos depois entre Vénus e Marte” (1978), entre centenas de canções que registou.
Este ano vai editar um novo álbum de originais - o primeiro desde 2003 - que tem como título provisório “Coisas do amor e do mar”, feito de pop rock e baladas e que contará com duetos com Susana Félix, Luís Represas e Rui Reininho.
Além deste, tem guardados, “à espera de melhores dias”, os álbuns “Fados e fandangos” e “Menino prodígio”, compostos desde meados dos anos 1990, época em que teve uma vida pública menos intensa mas nem por isso menos produtiva.
“Nos anos 1990 decidi que me ia retirar do grande mercado e fazer álbuns que pensei toda a vida fazer. Vou regressar às minhas origens, pensar que estou nos tempos do Quarteto 1111, ousado, contra o sistema, rebelde”, recorda José Cid.
Foi uma época em que fiz “Camões, as Descobertas… e nós” (1992), com a participação de Pedro Caldeira Cabral, Carlos do Carmo e Jorge Palma, “Ode a Federico García Lorca” (1998) ou o álbum de jazz “Cais do Sodré” (1999).
Perante esta diversidade, José Cid garante que não tem que ser musicalmente coerente - “Coerente era a minha avó!” - porque o mais importante é poder compor e cantar, fazer aquilo que sempre quis desde a infância, contrariando a vontade da família.
Nascido na Chamusca em 1942 no seio de uma família abastada, José Cid estreou-se como teclista aos 13 anos numa noite de Carnaval nos Babies, grupo de versões no qual militavam José Niza, Rui Ressurreição e Daniel Proença de Carvalho.
“Estava proibido pelos meus pais de cantar e proibido por um colégio religioso de saltar a janela e de cantar o que quer que fosse”, relembrou. Foi com os Babies que recebeu o primeiro salário como músico, cerca de 100 escudos.
A família sempre se opôs a que se dedicasse à música - só a irmã mais velha o apoiava - mas o pai, pragmático, acabou por reconhecer que financeiramente era vantajoso ser artista.
“Achou que eu estava na profissão certa porque ganhava dinheiro e não porque era aquilo que queria”, lamentou José Cid, referindo que, apesar dos pais terem sido “pessoas bastante ricas”, nunca se “pendurou” naquilo que eles lhe podiam oferecer.
“Tive sorte mas não tive uma vida facilitada”, reconheceu.
Hoje, aos 67 anos, José Cid diz que não é a idade mas a saúde que o preocupa.: “Quero cantar até poder mas não vou arrastar-me em palco se não tiver voz”.
Assume-se sobretudo como um cantor ao vivo, um dos poucos que canta as origens, “para as novas gerações perceberem que há rock e pop antes dos anos 1970″.
Afinal tudo se resume a uma equação simples: “Eu sento-me ao pianito, sorrio para as pessoas, começo a cantar e há um karma, um carisma qualquer que se transmite”.

Carminho edita primeiro álbum

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

A fadista Carminho, Prémio Amália Revelação 2006, edita o seu primeiro álbum, em que procura reflectir o caminho que já fez, e se estreia como letrista.
“Esses dois temas de minha autoria foi um atrevimento que achei que podia ser interessante. Como escrevo habitualmente, pedi opinião se fazia sentido ou não, e decidi-me”, lançou.
Carminho assina “Palavras dadas”, que interpreta na música do Fado Rosita de Joaquim Campos, com arranjos de Ricardo Rocha, e “Nunca é silêncio vão” que canta na música do fado Pedro Rodrigues.
Em declarações à imprensa, Carminho justificou o ambiente musical tradicional que caracteriza o álbum, por querer que o disco reflectisse o seu percurso até aqui.
“Queria que este primeiro disco reflectisse a pessoa que sou, que fui construindo ao longo deste tempo que passou, o que fui aprendendo, os sítios por onde andei, os fados que cantei. E de facto o que vivi e cantei foi muito fado tradicional, e é onde me sinto mais à vontade e mais verdadeira”, disse a jovem fadista.
“Eu quis pôr num disco aquilo que foi o meu passado e não aquilo que possa ser o meu futuro”, acrescentou.
Referindo-se ao disco, gravado com quatro guitarristas diferentes, Carminho dividiu-o em três partes principais: “Temas do meu passado como ‘Senhora da Nazaré’ ou ‘Marcha de Alfama’ que foram evoluindo comigo, os que representam o meu presente como ‘Escrevi teu nome no vento’, e por último aqueles que fazia sentido nesta altura cantar como ‘Espelho quebrado’, as letras que escrevi, e mais os de autores que gostaria de ter no meu repertório como Aldina Duarte, Fernando Tordo ou João Monge”.
A escolha dos quatro guitarristas para a acompanhar - Ricardo Rocha, José Manuel Neto, Bernardo Couto e Ângelo Freire - foi justificada pela fadista por não querer “um som muito marcante logo no primeiro disco”.
“Quando pensei em sonoridade, não consegui restringir-me a um só som, criar um som muito marcante, ligado a um só guitarrista, mas sentir o que senti nestes últimos anos em que fui acompanhada por muita gente, e estes são os que mais gosto que me acompanhem”, explicou.
“Por outro lado - prosseguiu - reflecte o ambiente de onde venho. Reconheço que é arriscado à partida procurar como que uma paleta de sons, mas estão todos seguros pela base do Diogo Clemente [viola] e do Marino de Freitas [viola-baixo] que se adaptam sem fazer a sua própria força e ficou tudo muito coeso”.
Da área do jazz, o contrabaixista Carlos Barreto tem uma participação especial em “Espelho quebrado” (David Mourão-Ferreira/Alain Oulman). Uma escolha para fugir “à interpretação muito forte e marcante de Amália e desta forma homenageá-la explorando novos universos, como ela o fez”.
Entre os temas já conhecidos, Carminho interpreta “Escrevi teu nome no vento” (Jorge Rosa/Raul Ferrão), “A Bia da Mouraria” (António José/ Nóbrega e Sousa), “Meu amor marinheiro” (António Campos/ Joaquim Pimentel), e “Marcha de Alfama” (Amadeu do Vale/ Raul Ferrão).
Dos 14 temas que constituem o disco, nove são inéditos, assinados dois por si, e ainda por Aldina Duarte, João Monge, e Diogo Clemente que assume também a produção.
Carminho é filha da fadista Teresa Siqueira e começou a cantar “por volta dos 12 anos”, porém a profissionalização só a encarou mais recentemente, terminada a licenciatura em marketing e depois de ter dado uma volta ao mundo.
“Tinha de perceber do que era feita para saber o que ia dar”, disse.
Quando regressou sentiu que “queria cantar por inteiro” e o primeiro álbum é editado em Junho pela EMI Music.
Se a mãe é “uma referência constante e desde logo a primeira”, no universo do fado Carminho referiu influências directas como as de Beatriz da Conceição, o violista Paquito, o guitarrista Fontes Rocha ou Celeste Rodrigues, “a incontornável Amália Rodrigues”, e ainda M.ª José da Guia, M.ª Teresa de Noronha, e Fernando Maurício.
“Fiz questão de ter muitas influências para me tornar eu própria”, disse.

Belém Werneck lança novo álbum

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

A cantora brasileira Belém Werneck, bem conhecida na comunidade, vem de lançar o seu novo álbum (A cantar na língua de Camões).
Depois de uma ‘tournée’ de apresentação em Portugal, nas rádios e nas televisões, Belém Werneck procura agora mostrar o seu trabalho à comunidade portuguesa - na qual está inserida por união - e tem palmilhado a França e os países limítrofes actuando nas associações portuguesas e também nos restaurantes que possuem salas com a dimensão que um espectáculo exige.
Já tive oportunidade de assistir a um espectáculo de Belém Werneck e pude ouvir algumas das suas novas canções. Porém, nessa ocasião não deu para analisar o teor de cada tema. Agora, na quietude do meu cantinho pessoal, ouvi e voltei a ouvir todas as músicas vezes suficientes para me aperceber que, a meu ver, das canções que compõem o disco, a que lhe deu o nome (A cantar na língua de Camões) não é aquela de que mais gostei.
Os títulos “Balanço empolgado” (n.º 1) e “Mel doce” (n.º 6) são, quanto a mim, os que têm mais arcaboiço.

António de Oliveira

Pedro Moutinho serve “Um Copo de Sol”

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Ao terceiro disco, Pedro Moutinho serve “Um Copo de Sol”. Um registo que é apresentado através do tema homónimo composto por Amélia Muge e que fala sobre “paixões siderais de Lisboa até Cascais”.
“Este tema define muito aquilo que foram os meus últimos 15 anos. Este é um disco de histórias, pequenas histórias que eu já vivi, e que define aquilo que eu sou”, afirma o fadista.

Rodrigo Leão e Tiago Bettencourt no disco

Entre fados tradicionais e inéditos, “Um Copo de Sol” conta com a assinatura de dois autores que se estreiam dentro deste género musical: Rodrigo Leão e Tiago Bettencourt. O ex-vocalista dos Toranja avisou à partida que “não sabia escrever fados”, mas acabou por criar o tema “Vou-te levando em segredo”.
Pedro Moutinho voltou a colaborar com Carlos Manuel Proença, produtor dos dois álbuns anteriores “e do próximo, se ele quiser”, contou o fadista. A experiência em estúdio nem sempre é a mais fácil, uma vez que está mais habituado a cantar em casas de fado e salas de espectáculo.
“Quando canto fado, preciso de ser ouvido. Se eu sentir que as pessoas não me estão a ouvir, se calhar não consigo dar tanto. E o que se passa em estúdio é que eu estou a cantar para o técnico de som - o Naná -, para o Carlos Manuel, para o Zé Manuel Neto (guitarra), para o Daniel Pinto (baixo)… Apago as luzes e canto para eles, tentando criar o meu próprio ambiente no estúdio”, explicou.

O destino de ser fadista

Irmão de Camané e Hélder Moutinho, Pedro não sente a pressão de ter crescido numa família com fortes ligações ao fado. Afinal de contas, ser fadista sempre foi o seu destino.
“Eu cresci no meio dos fadistas (…) e na minha família acabámos todos por seguir esse percurso. Não sinto que seja um peso, mas era uma daquelas coisa que tinha de ser assim. Não fomos obrigados a ser fadistas - foi o fado que veio ter connosco.”

«Amália Hoje» mantém liderança do top

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

«Amália Hoje», o disco do projecto liderado por Nuno Gonçalves (The Gift), manteve o primeiro lugar da tabela nacional de vendas.
O álbum chegou às lojas no dia 27 de Abril e entrou directamente para a posição cimeira do top. Transformando os fados de Amália Rodrigues em canções pop actuais, «Amália Hoje» inclui as participações vocais de Sónia Tavares (The Gift), Fernando Ribeiro (Moonspell) e Paulo Praça (Plaza).
O segundo posto do top é ocupado pelo mais recente disco dos «Xutos & Pontapés», que na semana passada ocupava o quinto lugar. Em terceiro, surge a canadiana Diana Krall e o seu «Quiet Nights», seguida de «We Sing. We Dance. We Steal Things.» do norte-americano Jason Mraz.
Fora da lista dos dez discos mais vendidos, o destaque vai para o novo álbum de Dulce Pontes, «Momentos», que se estreou na 12ª posição, e para a entrada directa para o 24º posto de Ben Harper e os Relentless7 com «White Lies For Dark Times».

Os primeiros 5 do Top nacional:
1. «Amália Hoje», Hoje
2. «Xutos & Pontapés», Xutos & Pontapés
3. «Quiet Nights», Diana Krall
4. «We Sing. We Dance. We Steal Things.», Jason Mraz
5. «Em Casa ao Vivo», Alexandre Pires

Xutos e Pontapés já são nome de cerveja

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

A Super Bock e os Xutos & Pontapés lançou uma marca de cerveja em edição limitada, anuncia a cervejeira. A cerveja chama-se Super Bock XpresS Xutos & Pontapés.
Este lançamento acontece no ano em que a banda completa 30 anos de carreira, estreitando as ligações entre a marca de cerveja e a música.

Manel Cruz actua em Lisboa e Porto em Junho

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Manel Cruz vai levar o projecto Foge Foge Bandido a Lisboa e ao Porto em Junho. Segundo a rádio Antena 3, o Cinema São Jorge e o Teatro Sá da Bandeira recebem o músico portuense nos dias 9 e 12 de Junho, respectivamente.
Os espectáculos fazem parte da digressão nacional de apresentação do disco/livro “O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei”. Editado em 2008, este é o trabalho de estreia a solo do ex-vocalista dos Ornatos Violeta.

Globos de Ouro distinguiu os melhores da música portuguesa em 2008

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Buraka Som Sistema, Mariza e Deolinda foram os grandes vencedores dos Globos de Ouro 2009 na área da música.
Na cerimónia que decorreu no Coliseu de Lisboa, os Buraka Som Sistema foram considerados o Melhor Grupo, deixando para trás a concorrência dos Da Weasel, Deolinda e Mesa. Mariza venceu na categoria de Melhor Intérprete Individual. No seu discurso de agradecimento, a fadista lembrou a posição do governo português, que está contra a extensão de 50 para 75 anos dos direitos de autor.
O prémio de Revelação do Ano foi para os Deolinda, conjunto que lançou em 2008 o disco de estreia «Canção ao Lado».

ABBA juntam-se passados 15 anos

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Benny Andersson e Bjorn Ulvaeus, os membros masculinos da banda de sucesso dos anos 70, juntaram-se para escrever a primeira música em conjunto em 15 anos, noticia a agência Reuters.
“Story of a Heart” é o título do tema da música, que se encontra integrada num álbum novo de Andersson, segundo anúncio feito pela Polydor Records, editora ligada à Universal Music.
O disco é uma viagem pelas raízes suecas do cantor, que toca acordeão nestas novas músicas. “Queria fazer música a partir do folclore tradicional sueco, mas com músicas novas escritas por mim”, disse Andersson, citado pela Reuters.

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