Mariza e Rui Veloso distinguidos com a Medalha de Vermeil da Sociedade de Artes Ciências e Letras

1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário 

A fadista Mariza e o cantor Rui Veloso são os primeiros portugueses agraciados com Medalha de Vermeil da Sociedade de Artes, Ciências e Letras, fundada em 1915, disse fonte daquela instituição francesa.
Os dois artistas “entram no panteão dos grandes, pelos relevantes serviços prestados às artes e culturas”, disse à Lusa Diva Pavesi, porta-voz da Sociedade.
Mariza e Rui Veloso deverão receber a medalha de Vermeil dia 18 de Maio, em Paris. A Sociedade, com 94 anos, é reconhecida pela Academia Francesa e na lista dos seus distinguidos encontram-se várias personalidades “desde reis e rainhas a Prémios Nobel”, disse a mesma fonte.
Rui Veloso, com cerca de 30 anos de carreira, editou o seu último álbum, “A espuma das canções”, em 2005.
Segundo o seu site, a próxima actuação em Portugal de Veloso, será em Lousada, dia 26 de Julho.
Mariza, que dia 09 de Maio actuará junto à Torre de Belém, em Lisboa, está a gravar em Espanha com o produtor Javier Limón, o seu novo álbum, que sairá em Junho.
Este será o quarto álbum de originais, que sucede ao duplo platinado “Transparente” (2005). O ano passado Mariza editou um DVD e CD “Concerto em Lisboa” em que a artista é acompanhada pela Sinfonieta de Lisboa.

Primavera de Praga/40 anos : Quando os tanques soviéticos esmagaram o “socialismo com rosto humano”

1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário 

Faz 40 anos que nasceu a efémera Primavera de Praga , uma série de intenções reformistas na então Checoslováquia comunista que desagradaram à potência dominante da região, a União Soviética (URSS), que as esmagou com uma intervenção militar brutal poucos meses depois. No dia 05 de Abril de 1968, há 40 anos, a nova direcção do Partido Comunista da Checoslováquia, chefiada por Alexander Dubcek, tornou pública uma série de propostas com vista a reformar o sistema comunista imposto ao país pela URSS, após a Segunda Guerra Mundial (1941-1945), por pretender criar um “socialismo com rosto humano”. Não obstante os reformadores nunca terem posto em causa o socialismo e a supremacia da URSS, este processo, conhecido por Primavera de Praga, foi esmagado pelas tropas e tanques do então Pacto de Varsóvia, organização militar e de defesa equivalente à NATO, liderada à época pela União Soviética.
Ao contrário dos levantamentos na República Democrática Alemã, em 1953, e na Hungria, em 1956, o movimento de Praga não tinha como objectivo restaurar o capitalismo, mas antes libertar o socialismo da pesada herança estalinista, procurar novos caminhos de desenvolvimento para o sistema, tendo em conta experiências como a “autogestão social” na Jugoslávia ou a social-democracia nos países do norte da Europa.
Os anos 60 do século 20 foram uma época de expectativas e de esperanças no chamado “campo socialista”, dominado pela União Soviética e com os seus satélites políticos na Europa do Leste.
Esse ambiente, também conhecido pelo nome de “degelo”, foi criado pelas decisões do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, realizado em 1956, que denunciou os numerosos crimes do período estalinista, bem como pelas reformas económicas encetadas por Alexei Kossiguin, então primeiro-ministro soviético.
O próprio Dubcek assistiu directamente a esses processos, pois viveu longos anos na URSS e frequentou mesmo a Escola Superior junto do Comité Central do PCUS. Isto teve também influência na aceitação da eleição de um eslovaco para dirigir o Partido Comunista da Checoslováquia, pois Moscovo via nele uma figura “controlável”, devido ao seu carácter flexível.
As propostas de reformas estavam já elaboradas no início de 1968, mas, até Abril, a direcção do Partido Comunista, envolvida na divisão de cargos, não ia além de palavras gerais sobre democracia, liberalização, etc.
“Durante três meses, a direcção do partido tratava de questões da repartição de cargos na cúpula do aparelho do partido e do Estado e, por isso, era impossível dar início ao programa de reformas. A sociedade não podia ficar à espera do fim da luta pelos cargos de ministros e secretários do CC. Os problemas acumulados durante muitos anos começaram a ser discutidos abertamente”, escreveu Znedek Mlynarj, um dos mentores da política de reformas na antiga Checoslováquia.
O Partido Comunista da Checoslováquia perdia tempo e cedia a direcção da luta a forças políticas não comunistas. No mês de Junho, a Liternární Listy (Gazeta Literária) publica o texto “Duas Mil Palavras”, escrito por Ludvík Vaculík e assinado por personalidades de todos sectores sociais, pedindo a Dubcek que acelerasse o processo de abertura política. Eles acreditavam que era possível transformar, pacificamente, um regime ortodoxo comunista numa social-democracia.
Mas a direcção comunista vacilava entre o movimento social no país e a reacção da URSS face às mudanças.
Vaclav Havel, um dos dirigentes da Primavera de Praga, escreveu a propósito: “Eles (dirigentes comunistas) encontravam-se num estado de esquizofrenia permanente: simpatizavam com o movimento social crescente e, ao mesmo tempo, receavam-no, apoiavam-se nele e, simultaneamente, queriam travá-lo. Eles queriam abrir a janela, mas temiam as correntes de ar… Eles simplesmente foram atrás dos acontecimentos e não os dirigiram…Cativos das suas ilusões, eles tentavam convencer-se que conseguiriam explicar isso à direcção soviética…”.
Em finais de Março de 1968, o CC do PCUS envia aos seus militantes informação confidencial sobre a situação na Checoslováquia, que, no fundo, já fazia prever o posterior desenrolar dos acontecimentos.
“Na Checoslováquia, aumenta o número de intervenções de elementos irresponsáveis que exigem a criação de uma “oposição oficial”, o manifesto de tolerância para com as ideias e teorias anti-socialistas”, lê-se na nota.
Mas o pior no rol de acusações vem a seguir: “Os círculos imperialistas tentam utilizar os acontecimentos na Checoslováquia para desacreditar a política do PCCH e todos os êxitos do socialismo no país, para abalar a aliança da Checoslováquia com a URSS e outros países socialistas irmãos”.
A 16 de Agosto de 1968, o Bureau Político do CC do PCUS aprova o envio de tropas do Pacto de Varsóvia para “repor a ordem” na Checoslováquia. Entre Março e Agosto, Moscovo envolveu-se numa maratona de conversações com os dirigentes da Checoslováquia e dos países do Tratado de Varsóvia a fim de definir o rumo a tomar.
É de assinalar que, no “campo socialista”, não havia unanimidade quanto à intervenção armada. Nicolai Ceauscescu, então Presidente da Roménia, estava frontalmente contra e Janus Kadar, dirigente da Hungria, vacilou muito devido à trágica experiência do seu país em 1956.
A 20 de Agosto de 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia invadiram o país e controlaram rapidamente os pontos nevrálgicos do país, mas os invasores tiveram dificuldade em encontrar “judas” na direcção do Partido Comunista da Checoslováquia para formar o Governo do país. As “forças saudáveis”, como os seus aliados eram designados por Moscovo, tiveram de se refugiar na Embaixada Soviética em Praga.
“As forças saudáveis estão desnorteadas, não têm força suficiente, nem no partido, nem no país”, comunicava ao Kremlin Konstantin Mazurov, membro do Bureau Político do CC do PCUS, que se encontrava em Praga.
Vladimir Lukin, político russo que trabalhava em Praga na sede da revista comunista “Paz e Socialismo”, recorda: “Os nossos soldaditos mandaram-nos parar numa operação stop… Que procuravam? Armas? Claro que não, porque ninguém podia ter armas na Checoslováquia socialista. Procuravam literatura, e não uma qualquer, mas editada pelo Partido Comunista da Checoslováquia. Era bastante ridículo: as tropas soviéticas à procura de literatura comunista”.
Alexander Dubcek é levado para Moscovo e, a fim de salvar a situação, assinou o chamado Protocolo de Moscovo, que definia os parâmetros da “normalização” da situação no país e, no fundo, significou o fim do processo de democratização. Em Abril de 1969, Dubcek é substituído à frente do partido por Gustav Hussak.
Em protesto contra o fim das liberdades conquistadas, o jovem Jan Palach ateou fogo ao próprio corpo numa praça de Praga em 16 de Janeiro de 1969.
A intervenção soviética provocou uma forte crise no movimento comunista internacional. Partidos comunistas, como o português, defendiam e continuaram a defender então que a Primavera de Praga não passava de uma das muitas manobras do imperialismo para enfraquecer o sistema socialista. Outros, que depois se tornaram conhecidos por “eurocomunistas”, viram no mesmo acontecimento aquilo que poderia conduzir ao “socialismo com face humana”.
O Direito Internacional foi “enriquecido” com a então nova doutrina da “soberania limitada” de Brejnev, que o actual Kremlin continua a utilizar no espaço pós-soviético.

Congresso Internacional de Fado realiza-se em Junho em Lisboa

1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário 

O fado é tema de um congresso internacional que se realizará de 18 a 21 de Junho , em Lisboa, reunindo especialistas e pessoas do meio fadista, disse fonte da organização.
Segundo a mesma fonte, o congresso “procurará cruzar perspectivas académicas com o saber de compositores, intérpretes, poetas e outros agentes envolvidos na criação e divulgação daquele género musical”.
Organizado pelas universidades Católica e Nova de Lisboa, bem como pelo Museu do Fado, o congresso será divido por painéis respeitantes a diferentes temáticas estando previstas quatro: “Processos históricos e práticas contemporâneas”; “Perfis artísticos, universos, artefactos e repertório”; “Discursos e processos de mediatização”; “Prática perfomativa”. Cada tema será apresentado e seguido de debate, procurando “promover uma visão crítica e transversal dos trabalhos apresentados”.
A abertura do congresso caberá ao antropólogo Joaquim Pais de Brito, que foi o responsável pela exposição “Fado, vozes e sombras” apresentada no âmbito da Lisboa’94 capital Europeia da Cultura. Além do director do Museu nacional de Etnologia estão previstas as participações de Maria Rosário Pestana, Rui Vieira Nery, Salwa Castelo-Branco, Vasco Graça Moura, Sara Pereira, Ian Biddle, Kim Holton, Maria José Artiaga, entre outros especialistas.
Além dos painéis, realizam-se três mesas redondas, uma delas, coordenada por Salwa Castelo-Branco subordinada ao tema “casas de fado”, sendo participantes os fadistas Maria da Fé e Carlos do Carmo e o guitarrista e compositor Mário Pacheco.
Outra mesa, intitulada “estilar e dividir: práticas performativas” é coordenada por Rui Vieira Nery, estando prevista a participação dos fadistas Julieta Estrela e António Rocha, o estudioso José Manuel Osório e do editor livreiro e poeta Daniel Gouveia.
A terceira mesa, coordenada pelo escritor Vasco Graça Moura, intitula-se “letras de fados” e conta com as participações dos poetas Maria do Rosário Pedreira, Aldina Duarte que também canta, Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, cujo “Fado da Saudade” ganhou o Prémio Goya, e José Luís Gordo, distinguido em 2005 com o Prémio Amália.
Segundo a mesma fonte, “os resultados do congresso serão editados em livro”.
A comissão científica do congresso é constituída pelos catedráticos Salwa Castelo-Branco, Roberto Carneiro, Artur Teodoro de Matos e Rui Vieira Nery.
O congresso terá lugar no Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, na Universidade Nova e no Museu do Fado que deverá reabrir nesta ocasião com um novo percurso expositivo.

Assado de seitan natalício

1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário 

Ingredientes
- 400g de seitan
- 500g de batatas
- 250g de cenouras
- 3 colheres de sopa de pasta de pimentão
- 1/2 chávena de azeite
- 1 cabeça de alhos
- 2 folhas de louro
- 1 colher de chá de pimenta

Preparação
Aquece o forno a 180ºC. Coloca numa travessa de ir ao forno o bocado de seitan inteiro. Em volta põe as batatinhas cortadas aos cubos e as cenouras às rodelas.