O restaurante O Lisboa encheu para Ruth Marlene

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Na sexta-feira 15 de Maio, num muito agradável restaurante da região parisiense, juntaram-se mais de cem pessoas para fazer festança. Que tinham essas pessoas em comum se nem sequer se conheciam umas às outras. Simplesmente, era tudo gente amiga da festa!
Estou a falar-vos do restaurante Lisboa, de Alfredo Lisboa, em Drancy, onde a artista Ruth Marlene teve casa cheia a aplaudi-la.
Não foi esta a primeira vez que estive no O Lisboa em noites especiais e devo reconhecer que sempre que estive presente tudo se passou às mil maravilhas. Mas garanto que esta última noite, a de Ruth Marlene, não ficou a dever nada a nenhuma das anteriores. No mínimo, foi igual às melhores.
A artista convidada sabe da arte e encheu o restaurante de Alfredo Lisboa de alegria. Bravo Ruth, não mudes nada porque está tudo bem.
Ruth Marlene é uma artista consagrada e os portugueses destas bandas gostam dela, razão pela qual muitas associações a contratam para os seus espectáculos em grandes salas, o que, regra geral, redunda sempre em sucesso.
O Duo Emoção também actuou e não desmereceu. É um grupo que tem vindo a conquistar o seu espaço no seio da comunidade, um espaço que vai ganhando dimensão.
Porém, com Ruths ou sem elas, o O Lisboa é sempre um restaurante onde apetece estar. O quadro é agradável, o ambiente da casa é sempre impecável e o que lá se come é sempre apetitoso.
Por esta vez, tivemos direito a um prato com as famosas Noix de St. Jacques e a Presunto com melão na entrada e em seguida vieram o bacalhau à transmontana e o coelho à caçador. Uma ementa bem pensada e melhor confeccionada.
Gostei de encontrar alguns amigos, habituais nestas coisas de aplaudir artistas que valem a pena.
Não era uma festa de amigos de peito, mas foi uma festa de gente que confraternizou sem olhar a com quem fraternizava. Foi uma festa cinco estrelas. Tudo espectacular!
Brindemos à saúde do O Lisboa e dos restaurantes que fazem coisas destas tão a primor.
Um bravo ao casal Lisboa (nome próprio e não por ser da Capital) e um ruidoso tchim-tchim ao O Lisboa…

Texto & fotos : Mário Alves

Fado No Sinfonia: Lotação quase esgotada para António Barros

9 juin 2009 por admin · 3 Comentários 

O fadista/poeta António Barros foi o convidado de honra para o serão fadista que teve lugar no restaurante Sinfonia sexta-feira 15 de Maio e o Portugal Sempre, como amigo que é do fadista, aceitou o convite que este lhe fez para estar presente.
Apesar de este serão ter acontecido numa sexta-feira e não num sábado ou num domingo, a sala do Sinfonia estava praticamente cheia, o que provocou em António Barros boa disposição, creio mesmo que algum orgulho, por ver que tanta gente viera para o ouvir. Ora, como o fado é sempre o espelho do estado de espírito do fadista, a noite beneficiou com tal pormenor.
Mas o serão não contou apenas com António Barros. Andreia Filipa foi a voz feminina e o acompanhamento esteve a cargo dos músicos Filipe de Sousa e Fernando Riso na guitarra portuguesa, enquanto que na viola estiveram Casimiro Silva e Hugo Miguel. Casimiro e Miguel também cantaram.
António Barros é um fadista original, pois só canta fados por ele escritos, o que, por não estar ao alcance de todos os fadistas, deve ser tido em conta, e é um fadista que se ouve com bastante agrado, pela voz suave que tem e pela maneira como diz as palavras, uma maneira que dá a todos a possibilidade de perceberem o que diz e assim melhor compreenderem os poemas que escreveu.
Ao falar de António Barros, talvez não seja demais dizer que ele procura estar sempre presente nos bons acontecimentos fadistas da comunidade. Sempre que de Portugal cá vem alguém que mereça ser ouvido, em princípio, António Barros não falta. Porquê? Porque é um autêntico amante de fado e sabe que ao ouvir os mais confirmados nunca se desaprende. Antes pelo contrário…
Quanto a Andreia Filipa, digo o mesmo que disse sobre o que dela ouvi numa anterior ocasião: tem por onde se lhe pegue, pois tem presença e força na voz. Precisa apenas de praticar para se aperfeiçoar melodicamente e ganhar mais expressão.
Quanto às minhas preferências no que diz respeito a fadistas, devo precisar que elas vão ‘sempre’ para os que cantam para si próprios e não para o público. Quando se canta para o público perde-se expressão e isso tira ao fado a sua essência primeira, que é o sentimento.
Mas como o objectivo desta peça não é o de divagar sobre o que é ou deixa de ser o fado, o melhor é voltar ao Sinfonia para dizer que ali passei uma excelente (se estivesse na minha terra diria ‘bem boa’) noite de fado na qual, por estarem presentes, também participaram Jean Luck, um francês que esteve em Portugal como estudante, onde se deixou apanhar pelo bichinho do fado, e o conhecido artista de fado da comunidade Victor do Carmo.
O meu sentimento sobre como a noite se passou, posso exprimi-lo muito simplesmente: acho que todos ficarão a compreender se lhes disser que nestas ocasiões só aceito cantar se o que se estiver a passar for do meu agrado e se os guitarristas puderem acompanhar-me. E se o tacho estiver do meu agrado. Ora, como cantei… parece-me que está tudo dito.

Alves d’Oliveira

Entrevista: Guigui da Bahia desabafa e arrasa sua antiga banda

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Foi na discoteca Costa do Sol, nos arredores de Paris, que pela primeira vez conheci o Guigui, que na altura era vocalista da banda Canta Bahia, um grupo que depois abandonou para fazer carreira a solo, uma decisão que, pelo que se vê, foi altamente benéfica para o artista.
Desde essa primeira vez já nos encontramos por todo o lado, mas foi na Costa que, em amena cavaqueira, decidimos esta entrevista, que, finalmente, acabou por ser feita através do telefone.

Guigui com o seu empresário José da Silva

Guigui com o seu empresário José da Silva

Portugal Sempre: Por que é que não continuou com os Canta Bahia? Tinha vontade de mostrar aos que cantam a solo que é capaz de os superar?

Guigui da Bahia: Nada disso. Eu saí da banda porque me sentia nela como uma criança manipulada por uma pessoa que simplesmente não percebe nada de música e só queria gravar, ou melhor, ‘regravar’ as músicas de outros cantores, sem me dar oportunidade de mostrar o que eu sei e gosto de fazer, que é compor. E também vivia preso, sem liberdade de viver como um cidadão. A prova de que nada estava certo naquela banda, está no facto de já não estar nela nenhum dos elementos do meu tempo, que não é assim tão longínquo. Já lá não está nenhum, todos saíram, porque, como eu, não aguentaram ser escravos daquele sistema, o sistema a que chamam vida moderna mas que na realidade é a escravidão do século XXI.
Não, a minha intenção de fazer carreira a solo não é mostrar aos outros isto ou aquilo. O que eu quero é mostrar a toda a gente que sou artista de corpo e alma e que não preciso de certas bengalas para ir avançando na carreira de cantor, uma carreira que abracei com muita força e que quero programar à minha maneira.

P. S: Cantar a solo é sempre diferente…

G. B: Sim, muito diferente. A responsabilidade é muito maior, tenho que escrever minhas músicas, pensar sempre em novos trabalhos. Na música tem que se estar sempre actualizado, porque aquele que se põe a dormir, deixando passar o tempo, esse fica para trás.
Graças ao trabalho de uma excelente pessoa, o meu empresário José da Silva, estou sendo reconhecido como Guigui da Bahia no mercado português, onde lancei o primeiro disco “Cartinha de amor” e já fiz muita gente cantar no verão maravilhoso de Portugal. E agora o mais novo trabalho “Pára de tentar me enganar” com músicas maravilhosas que estão a ter muito sucesso. Estou muito melhor do que estava há pouco tempo atrás. Muito melhor!

P. S: Ao sair do grupo… mudou de estilo ou continua tudo como dantes?

G. B: Continuo basicamente com o estilo que as pessoas passaram a conhecer o Guigui da Bahia. Não posso mudar radicalmente para não atrapalhar. Se é verdade que quando comecei a solo não trazia músicos comigo, hoje já não é o caso. Tenho um grupo de músicos do melhor que há que actuam sempre comigo.
Por ter estado entre os muitos que assistiram ao concerto do Guifui na Costa do Sol, confirmo que o grupo que o acompanha está à altura da situaçãoe e mais ainda, pois são todos músicos que já acompanharam a maior parte dos grades da música portuguesa.

P. S: Tem sido visto por França com certa frequência. Está a recolher os frutos do que fez com os Canta Bahia ou é produto de novo impulso?

G. B: É muito simples. É a colheita do meu trabalho, o trabalho de ontem e o de hoje, aquele trabalho que fiz com a banda e que hoje continuo a fazer sozinho. A isto, temos que adicionar o trabalho do meu empresário, o José da Silva, com quem me entendo maravilhosamente.
A verdade é que agora sou muito mais feliz e tudo me corre muito bem, tanto em França como noutros países por onde tenho passado, como Luxemburgo, Suíça, Brasil e Portugal em geral, sem esquecer a Ilha da Madeira e os Açores.
É evidente que o ter andado com a banda Canta Bahia me serviu para ganhar experiência, só que teria sido melhor se tivesse partido mais cedo. Agora o meu nível é outro, sou tratado como um verdadeiro interprete da música brasileira. Desde que funciono a solo sou muito mais feliz e, como sabe, a felicidade ajuda a fazer actuações de quilate mais elevado.

P. S: Quem faz as suas músicas?

G. B: Sou eu mesmo que faço algumas. Do meu primeiro CD são quase todas minhas, neste segundo tenho apenas três, quisemos colocar músicas de outros compositores, amigos meus lá do Brasil.

P. S: Tem notícias do seu antigo grupo?

G. B: Não e também não quero ter. Tenho me dedicado mais ao meu trabalho, não me quero preocupar com eles, isso atrairia energia negativa.

P. S: Como vê os Canta Bahia de hoje, que por cá vão tendo uma crítica pouco favorável?

G. B: Quando os críticos criticam, é porque tiveram motivos para isso. Ninguém suja a imagem do próximo por simples luxo e eles têm más criticas em todo lado. Claro que sou suspeito tocando neste assunto, mas essa banda, depois da minha saída, ninguém lhe dá mais importância. Creio que é o fim, pois onde eles passam não levam mais ninguém atrás, só estragam o trabalho dos contratantes.

P. S: Assim tanto, Guigui?

G. B: Infelizmente, esta é a verdade. Mas acho que vamos ficar por aqui. Só me resta deixar, através do Portugal Sempre, montes e montes de agradecimentos a todos pelo carinho com que me têm tratado em França, o respeito, a amizade, a fidelidade. Fico muito feliz em saber que as pessoas gostam de mim pelo que sou e pelo que faço, que é o mesmo que dizer: pelo que valho. Graças a Deus…
Quero que todos, se puderem, ouçam o mais novo CD do Guigui. Oiçam porque está lindo.
Aproveito também para deixar um grande abraço ao Sr. José da silva, que tem vindo a fazer comigo um trabalho exemplar. E também para os da Costa do Sol e para os do Mikado, um Grande abraço. Também quero agradecer aos organizadores de espectáculos que me fazem a honra de me quererem com eles. E obrigado a vocês do jornal pela oportunidade que me deram de desabafar um bocado e falar um pouco sobre o Guigui da Bahia.

Entrevista recolhida por António de Oliveira

No restaurante Trancoso aconteceu fado a sério

1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Pertença de João Ribeiro, o Trancoso é um simpático restaurante português de Malakoff, na rua Augustin Dumond, a dois passos de paris XIV.
Este restaurante teve fado sábado 02 de Maio e foi fado de primeira, com Diogo Rocha, Cláudia Costa e Lino Ribeiro, este último vindo de Portugal expressamente para uma série de concertos com Diogo e Cláudia.
Quanto ao fado, direi o que disse na edição anterior deste jornal, aquando da reportagem sobre uma noite de fado com este mesmo elenco, o que se resuma numa curta frase: segundo a minha apreciação, Diogo Rocha deve ter sido benzido à nascença pelas fadas do fado. Boa pessoa, má pessoa? Pouco importa, porque se de boas pessoas está o mundo cheio, de bons artistas… nem tanto.
Quanto ao restaurante, direi que se à primeira vista o Trancoso pode parecer mais um igual a muitos, aqueles que se decidam a nele entrar logo se aperceberão que não estão a perder tempo. O Trancoso respira esmero e o seu serviço está muito acima da média entre os restaurantes portugueses da região parisiense.
No bar e na sala, está a gente da casa: João (pai), Maria Amália (Mãe) e Katy (filha), notando-se nesta última muito profissionalismo e diplomacia.
São poucos, os restaurantes portugueses da região de Paris que têm um serviço de sala à altura, mesmo alguns dos que dispõem de grandes salas. Não é o caso do Trancoso, onde a filha da casa dá pelas barbas ao mais profissional!
Quanto à cozinha, é o domínio do chefe António, que com a sua equipa faz melhor do que muitos que se consideram bons.
O que eu quero dizer é que se o restaurante Trancoso ainda não é muito conhecido tem vocação a vir a sê-lo dentro de pouco tempo.
Não, não é o mais chique nem o maior, mas serve bem e comida da boa.
Os que conhecem este jornal e a nossa postura na comunicação social, sabem o quanto espezinhamos os que sujam o nome da nossa gastronomia por estas bandas e que quando louvamos também o fazemos segundo o que julgamos ser verdade.
A estear o que acima digo, está a qualidade dos restaurantes que publicitamos, que são os melhores dentre os melhores. Quantos e quantos quiseram que os publicitássemos e que nós nos recusamos a fazê-lo? Ao mesmo tempo, são poucos os que estão de fora que tenham hipóteses de vir a entrar. Porém, não é o caso do Trancoso, que foi por mim testado e aprovado. O que não tem acontecido com todos os pretendentes.
O Trancoso está numa de proporcionar à sua clientela noites especiais e isso e sempre de louvar. Esperemos que a escolha dos artistas seja sempre feita entre os melhores, que os há bem bons por aí.
Para encerrar, direi que o Trancoso é um restaurante a conhecer…

Serão de Fado no Oceano

16 juin 2008 por admin · Deixar um comentário 

O restaurante Oceano, em Argenteuil, está entre os restaurantes portugueses da região parisiense que de melhores salas dispõem.

Apesar de já levar dez anos de existência, é desde há pouco que o Oceano organiza soirées. Levou tempo, mas agora é todos os sábados e às vezes é também à sexta-feira e mesmo ao domingo. E é exactamente do que se passou neste restaurante numa sexta-feira que vou hoje falar.

Se é verdade que as soirées organizadas no restaurante Oceano são geralmente noites de variedades, com cantores ao vivo, o fado também por lá aparece de vez em quando.

Foi sexta-feira 16 de Maio que eu vi o fado tomar de novo posse do espaço do restaurante Oceano, que não esteve nada mal guarnecido de gente, isto apesar de o fado não ser o mais usual na casa e de acontecer a uma sexta, o que também não é usual.

Todos os que conhecem o Oceano sabem que este estabelecimento é propriedade do fafense Dino Gonçalves, mas esses também sabem que, agora, é sua filha Patrícia que, com a ajuda de seu marido Joaquim, gere a casa. O Dino, que adquiriu um grande hotel em Portugal, mais precisamente em Braga, lá em cima, no Bom Jesus, não deixa de vir amiudadamente ao seu Oceano, pelo qual sente um carinho especial. Se o Oceano sempre dignificou a comunidade portuguesa, agora dignifica muito mais, pois tem no chefe Domingos um profissional de cozinha que não deixa os seus méritos por mãos alheias. E quanto ao serviço de sala, apanhassem muitos terem o mesmo!

O Oceano está a entrar no grupo dos restaurantes considerados como estando à altura da sua missão e isso é sempre gratificante, tanto para quem está à frente dele, como para os que querem que a comunidade mostre que é por mérito próprio que é considerada como fazendo parte integrante da sociedade em que está inserida.

Quanto à noite de fado de que prometi falar, devo confessar que se ela se tivesse mal passado eu ficaria muito triste. Ficaria triste porque foi a meu conselho que os fadistas Diogo Rocha e Cláudia Costa foram convidados.

Estes dois fadistas têm vindo a beneficiar do apoio da direcção do Portugal Sempre por uma razão simples: porque nós entendemos que o devemos fazer, pois consideramos que a vinda de Diogo Rocha para cá foi muito bom para o fado. Este jovem tem tudo o que deve ter um bom fadista. Tem uma voz potente e melodiosa, sabe como o fado deve ser cantado e tem a técnica dos maiores. Mas não é só, pois, cima de tudo, o que ele tem que mais impressiona e emociona é a sua expressão. Uma expressão que aliada a todas as outras qualidades que possuí fazem dele um fadista à altura dos melhores que Portugal tem. Quanto a Cláudia Costa, que forma parelha com Diogo, mesmo se não a podemos pôr em pé de igualdade com ele, pensamos que ela está no bom caminho e que já faz parte das melhores que por cá temos. Esta é a minha opinião, mas é apenas isso: a opinião de apenas um. Contudo, estou convicto que a maioria dos que sabem o que é o fado pensam o mesmo que eu.

Oxalá os organizadores de noites de fado venham a aperceber-se de que com Diogo Rocha o fado está altamente bem servido e que o convidem mais vezes. Só assim ele poderá ficar por cá. O fado agradecerá…

Foi uma boa noite de fado e no Oceano já se pensa em organizar outras. Oxalá…

Dia da Mãe no La Boule d’Or

16 juin 2008 por admin · Deixar um comentário 

Susana Lopes

O Restaurante La Boule d’Or, que faz pausa semanal ao domingo, abre sempre que o calendário marca festa para esse dia, o que aconteceu no domingo 25 de Maio último, para o Dia da Mãe. Um dia em houve almoço e tarde de festa com animação da cantora Susana Lopes, cantora muito apreciada pelos habituais da casa.

Este restaurante faz parte dos que neste jornal mais falados têm sido e a razão é simples: faz parte dos melhores da comunidade, o que é normal, pois tem à sua frente o Alfredo Rosa, um verdadeiro profissional de hotelaria, assim como a dona Gracinda, que é sua esposa e que como o marido o é na sala, ela é um autêntico “Cordon Bleu” na cozinha. A Gracinda é uma das melhores pérolas da cozinha portuguesa servida em França.

Aqueles que vêm ao la Boule d’Or pela primeira vez, logo que pegam na ementa percebem imediatamente o porquê da boa reputação desta casa. É uma carta estudada com gosto e bem recheada. Quanto à carta dos vinhos, ali há realmente vaidade, pois se no tocante aos franceses tem vinhos dos muito bons, no que diz respeito aos portugueses tem simplesmente os melhore. O que é raro, mesmo nos grandes restaurantes de Portugal.

Há poco, um amigo entendeu que me devia pagar uma ida ao restaurante e eu então disse que sim, mas à condição de que fosse no Boule d’Or. Isto sem me estender muito em explicações. O certo é que a pessoa em questão acedeu e uma vez o almoço terminado, já no exterior, perguntou-me: “é a este restaurante que às vezes vêm fulano, sicrano e baltrano? Como a resposta foi afirmativa, ouvi-o dizer: “assim já percebo por que é que eles gostam tanto deste restaurante.” Isto é a pura verdade e ocorreu há apenas alguns dias.

A prova de que o Boule d’O é especial, é o facto de apesar de estar numa ruela onde quase ninguém passa e de não estar próximo de qualquer zona industrial ter boa afluência, tanto em número como em qualidade.

Nos eventos temáticos do Boule d’Or a clientela dispõe dum espaço para dançar, um espaço que tem servido de escola de dança à clientela francesa amiga da casa que também vem e quer dançar modas portuguesas.

Sobre o Dia da Mãe?

O Bifana festejou o seu quarto aniversário

1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário 

Quem vê o sucesso do restaurante Bifana, se não estiver informado, vai logo imaginar que é um restaurante antigo, tanta é a afluência de todos os dias. Mas não, o Bifana ainda é um bebé com apenas quatro anos!

Apesar da sua lotação ser bastante elevada, mais de 160 pessoas, ao meio dia, de segunda a sexta, é sempre cheio que o Bifana afixa e há dias em que muitas das mesas servem duas vezes.

Porém, não é para falar do que se passa nele ao meio-dia que vou falar do Bifana. São as suas sextas-feiras especiais que me interessem e em especial a de 23 de Maio último, dia de aniversário da casa. Como sempre tem sido, nos dias de aniversário da casa são os artistas que ali actuam alternadamente durante o ano que abrilhantam o evento. A diferença está em que vêm quase todos. São convidados e oferecem a sua actuação como prenda.
Desta feita vieram Augusto e Margarida, Nelsón e Cila, Emoção, e Armindo Campos era o artista residente do fim-de-semana. Cheio como um ovo, o Bifana festejou as suas quatro primaveras à grande. Os artistas deram todos o seu melhor e a festa foi de arrasar. Como não podia deixar de ser, houve bolo para toda a gente, o que é normal. Quanto ao champanha, claro que também veio e não era só um copo. Cada um bebia o que queria.

Os proprietários António e Madalena Gomes estavam felicíssimos e não era caso para menos. A sua festa foi muito bem sucedida. Como não posso falar de tudo quanto de bem se passa no Bifana, seria preciso um suplemento especial, valho-me desta peça para vos falar de um artista que lá vi cantar na sexta-feira 09 de Maio. Foi o dia de Graciano Saga, um artista que tinha visto cantar por várias vezes e pelo qual nutri sempre admiração. Normal, pois Graciano é um excelente cantos. Só que desta vez ele foi além do que eu conhecia dele. O Graciano fez uma actuação estrondosa, alguns pontinhos acima das actuações dele que até então tinha podido presenciar.

Nunca conseguirei perceber como um tão grande artista tem outros à sua frente no conceito dos donos da música em Portugal…

Texto: António de Oliveira
Fotos : Mário Alves

Noitadas na Lua Vista

1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário 

José Malhoa
A discoteca Lua Vista teve recentemente duas noites especiais bem à portuguesa. Jorge Ferreira a 02 de Maio e a 16 do mesmo mês foi a vez de José Malhoa. Dois nomes grandes da música portuguesa, dois dos artistas que melhor enchem as salas quando cá vêm.

Para respeitar a ordem de passagem, começo pelo Jorge Ferreira, a quem quero dizer que pode vir a França com um pouco mais de frequência sem medo de perder notoriedade. A comunidade dirá sempre presente.

Sobre José Malhoa, até eu, que gosto mais da música pousada, entro na sua onda. Ele está no pequeno grupo de três ou quatro artistas portugueses que mais fazem participar o público nos seus espectáculos, um pormenor que se parece sem importância tem carradas dela, porque se o público não participa a festa deixa de o ser para ser apenas espectáculo.

A Lua Vista funciona muito com animações à portuguesa e o sistema não parece mau, pois o público adere e é esse o objectivo dos patrões, José e Gil Antunes (pai e filho).

Outros nomes sonantes têm passado pela Lua Vista, como La Harissa, Magic System, Iran Costa, Quim Barreiros, Celine, Graciano Saga, Romana, Nelo Ferreira, Fernando Correia Marques, Lucenzo, Emanuel, Ruth Marlene, Luís Manuel, Luís Filipe Reis, Saúl, Fernando Rocha e outros que agora não me vêm à ideia.

A Lua Vista está na Nacional 4, à altura de La Queue-en-Brie, no Centre Expo 4.

António de Oliveira

33ª Festa Franco Portuguesa de Pontault-Combault: Tanta gente, meu Deus!

16 mai 2008 por admin · Deixar um comentário 

No que diz respeito ao associativismo português em França, Pontault-Combault é um caso à parte. A sua festa Franco Portuguesa é, e de longe, a maior festa associativa que os portugueses espalhados pelo mundo organizam fora de Portugal.

Mário Castilho, presidente da APCS, a associação portuguesa que, com o apoio da câmara local, é responsável do evento, pode e deve sentir-se orgulhoso: a sua associação tem o direito de ser considerada um exemplo a seguir. Como nos outros anos, o número de artistas foi elevado: 12 artistas em dois dias, não me parece que seja muito usual.

Sábado 10 de Maio: La Harrissa, Emanuel, Rui Bandeira, VIP, Paula Soares, Elsa Gomes, DJ Wal Gee

Domingo 11 de Maio: Luís Filipe Reis, Canário e Amigos, José Malhoa, Nelo Ferreira, Tequila Sun.

A minha apreciação?

Os La Harrissa encheram-me as medidas, José Malhoa é sempre o mesmo festeiro e gostei de ouvir o Nelo Ferreira, que desde que se foi daqui para Portugal evoluiu muito.

Como desde há muito vem acontecendo, esta festa recebe a visita de várias entidades oficiais e este ano vieram António Monteiro, Embaixador de Portugal em França, Victor Gil, conselheiro Social na mesma Embaixada e Carlos Gonçalves, deputado PSD pela emigração.

Não notaram a falta de ninguém?

Eu sim, pois não vi a Maria Carrilho, a deputada PS pela emigração. Com esta senhora, tenho de reconhecer que me enganei, pois votei nela nas últimas legislativas e ela faz de conta que não foi eleita. Também não vi o Cônsul de Portugal em Paris, mas não o ter visto não quer dizer que ele tenha vindo…

E depois há o pessoal que veio de Caminha, a cidade portuguesa geminada com Pontault-Combault. Uma grande comitiva chefiada pela presidente da Câmara.

Como não podia deixar de ser, a recentemente eleita “maire” da cidade, Monique Delessart, esteve sempre com os portugueses.

Seja como for, a Trigésima Terceira Festa Franco Portuguesa de Pontault-Combault foi qualquer coisa! Um sucesso de todo o tamanho!

Foi e será sempre que não chova, porque o sucesso desta feita depende única e simplesmente do tempo. Quando chove, adeus viola. Mas se não chove, é o fim da macacada! O elenco artístico conta sempre, mas o essencial são as condições climatéricas.

António de Oliveira

Saídas : O restaurante Europa é Cantinho do Fado todos os domingos à noite

1 mai 2008 por admin · 1 Comentário 

À entrada recebe-nos um espaço gradeado e ajardinado que isola a porta de entrada do passeio que ladeia a rua, o que se coaduna magnificamente com o estilo da casa em si. Entrando, depara-se com uma beleza rara em salas portuguesas. A beleza de uma sala bem pensada e melhor realizada. É o Europa, de Ivry-sur-Seine.

Joaquim Botelho em plena actuação
O restaurante Europa inaugurou recentemente uma nova fase no seu funcionamento. Agora, A. Fernandes, proprietário do estabelecimento, oferece fado à sua clientela todos os domingos à noite.
Os artistas residentes são os músicos Flaviano Ramos e Manuel Corgas e o fadista Sousa Santos, que acessoriamente é o director artístico. Porém, cada domingo terá um/a fadista convidado/a de honra e fadista que apareça é sempre convidado/a a cantar.
Para a noite de inauguração, como Portugal Sempre anunciou, o convidado de honra foi Joaquim Botelho, que, com Sousa Santos, fez as honras da casa às gentes do fado que apareceram, nomeadamente Pompeu, o conhecido violista, Luísa Reis, Susana Lopes, Júlia Silva, Vanessa Mendes e Carlos Alberto. Destes, por motivos de luto na família, só Júlia Silva não actuou.
O sr. Ramos, figura castiça que marca sempre presença nos sítios fadistas da comunidade, também apareceu e cantou dois fados à sua maneira, uma maneira que, há que reconhecê-lo, é muito sua. Cantar assim, só ele e mais ninguém…
Manuel Corgas e Flaviano Ramos, por motivos de compromissos assumidos anteriormente, não estiveram na noite inaugural, razão pela qual Manuel da Silva e Victor do Carmo assumiram o acompanhamento. De referir ainda que Victor do Carmo, que para além de músico é fadista, também cantou.
Quanto a Joaquim Botelho e Sousa Santos, se não se disser que se trata de dois bons fadistas, nada mais se poderá dizer, porque na realidade estes dois fazem parte daquele grupinho onde se contam os melhores.
Foi uma verdadeira noite de fado e a tendência não pode ser outra que para melhorar.
O Europa, que é um dos mais airosos e acolhedores sítios portugueses de França, é um espaço bem conhecido dos portugueses da região de Paris e não só, pois, graças à sua nomeada, vêm até ele gentes de muito além dos limites desta região. Para mais, no que diz respeito ao fado, todos os fadistas afirmam que é nesta sala que a voz sobressai em toda a sua plenitude. Com todas estas vantagens, é mais do que certo: o Europa vai conseguir.
Porém, o fado no Europa é paliativo de apenas um dia por semana e este restaurante quer primar, sobretudo, pela qualidade da sua cozinha e restante serviço. Por isso, A. Fernandes está agora a apostar na qualidade do que esta casa oferece à sua clientela com o objectivo de fazer dela um ponto de encontro incontornável na comunidade.
“O que eu quero é que a comunidade se apercebe dos nossos esforços, de tudo quanto temos vindo a fazer para atingirmos o topo na lista dos melhores restaurantes da comunidade e que venha até nós, para que os nossos intentos se realizem o mais rapidamente possível. Este restaurante já é considerado como o mais bonito dos restaurantes portugueses de França e eu quero que a esse título de boniteza venha a ser acrescentado o de mais convivial e de verdadeira gastronomia”, disse ao Portugal Sempre A. Fernandes.

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