Metade dos franceses não têm presidente!
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

Presidente que continua a ditar a lei no partido que o elegeu, rejeita todas as outras sensibilidades.
Enquanto Nicolas Sarkozy não deixar de ser o chefe real e omnipresente do partido (UMP) que o levou à presidência da França, enquanto ele não se puser, como os seus antecessores fizeram, a ser unicamente Presidente da República e não chefe de partido, só os seus adeptos têm presidente. Isto apesar de ele ter dito em campanha: “Eu quero ser o Presidente da República de todos os franceses”.
Mas não é só neste aspecto que Sarkozy falha em relação às promessas que fez durante a campanha eleitoral, pois entre promessas e mais e mais promessas, ele disse: “Eu quero ser o presidente do pleno emprego.” E ainda, “eu quero ser o presidente do poder de compra.” Dois pontos importantes do seu discurso na corrida à presidência que são manchas negras na sociedade francesa.
Nada de nada! Viagens e palhetas, galhofadas e falhanços, submissão aos poderosos, arrogância e falta de respeito. Em suma, todo o necessário para cozinhar um presidente nulo.
Esta é a minha opinião em relação a Sarkozy, uma opinião que, certamente, esbarra na de outros que pensam o contrário e que eu tenho o dever de respeitar. Porém, com todo o respeito que tenho pelos seus adeptos, alguns ferrenhos, é de caras que o presidente da França está a lidar com a França como se estivesse a lidar com uma quinta sua propriedade.
Para se aperceber que ele entende que isto é tudo dele, basta ver o caso de Bernard Tapie, que viu o seu litígio com o Crédit Lyonais acabar por ser resolvido não em tribunal, mas sim por uma não sei qual comissão, uma comissão nomeada a pedido do grande chefe para que o caso fosse resolvido in loco com a maior brevidade possível e, não sejamos ingénuos, com muito benefício para o antigo homem de negócios e dirigente desportivo
Que a comissão arbitral tinha ordens para dar muita nota a Tapie, está escarrapachado no resultado final
Foi, sem qualquer dúvida, a maior vergonha deste presidente: O Estado foi convidado a pagar a Bernard Tapie a soma de 289 milhões de euros, dos quais 45 a título de prejuízo moral.
Quarenta e cinco milhões de euros por prejuízo moral! Quanto tempo esteve Tapie na cadeia e em que condições? Pouquíssimo e certamente faustosamente instalado, no maior conforto e com direitos que os outros prisioneiros nunca tiveram nem terão: questão de poder ou não poder pagar.
Se bem me lembro, um rapaz que esteve encarcerado inocentemente mais de dez anos recebeu como indemnização à volta de 300.000 euros, uma mixaria ao lado dos 45 milhões com que Tapie se abotoou. Mas Tapie traiu os seus amigos para apoiar a candidatura de Sarkozy e essa coisa de trair é (quase) sempre bem paga.
Um presidente da república digno do seu posto, não faz política de “bas étage”, fazendo favores aos seus amigos e aos que traíram para o apoiar. Fazendo favores a este e àquele, um presidente fá-lo em detrimento do povo da Nação, ao qual ele deve dar-se por inteiro e a todos por igual.
Sarkozy é manhoso e tem sabido manter uma boa parte da imprensa manietada, usando o poder que os franceses lhe deram para incutir nos menos corajosos a ideia de que se não fizeram cuidado podem vir a ter problemas.
Porém, se os franceses entenderem que é com ele que querem continuar após 2012 e se o reelegerem, eles é que mandam.
O tempo que passa vai dando brilho à comunidade
11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Há muito que nossa comunidade não é o que foi - melhorou muito - e isso vê-se a olho nu. Enquanto que antigamente o português estava condenado a trabalhar nas obras ou na limpeza, hoje tudo é diferente. E isto em todos os sectores e a todos os níveis.
Se as únicas coisas que antigamente a comunidade portuguesa podia mostrar aos nossos anfitriões era a honestidade, a coragem para o trabalho e o associativismo, com os seus festivais de folclore, os seus torneios de futebol e as suas festas populares, hoje esse associativismo está ultrapassado pelo desenvolvimento do tecido empresarial das nossas gentes destas bandas.
Se foi pela limpeza e pela construção civil que o português de França começou a criar empresas neste país, hoje já não há sector onde não esteja metido, seja no comércio ou na indústria, como também nos serviços.
É só estender o olhar e ver os nossos compatriotas que conseguiram criar sociedades de grande dimensão. Até já há empresas portuguesas no ranking das 1000 maiores de França. Não são muitas, mas já há algumas!
É evidente que esta evolução traz com ela alguns inconvenientes, sendo o mais flagrante o aparecimento dos oportunistas, à procura de se aproveitaram do bem alheio. Mas contra esses nada a fazer, porque sempre foi e sempre será assim em todo o lado e em todos os meios. São aqueles que aparecem usando linguagem fina, com ar de quem sabe tudo sobre seja o que for. Esses, diga-se-lhes o que se disser, nunca se zangam, preferem e ficar na expectativa de levar a água do outro para o seu moinho.
E depois também há os que vendo a comunidade em movimento não aceitam a sua evolução e a vêem como sua inimiga, não aceitando que entre nós haja quem seja mais capaz do que eles. Imaginando-se superiores, os infelizes não vêem que ficaram na berma da estrada, vendo a caravana passar, sem se aperceberem que ao denegrir os portugueses estão a dizer mal de si próprios e a rebaixar quem vale muito mais do que eles.
Mas o negativismo dos oportunistas, dos vigaristas e dos maldizentes que florissem no nosso meio como se de cogumelos se tratasse, esses, ou melhor essas ovelhas negras não impedirão a comunidade de avançar sempre mais e mais. Ela avança tão firmemente que os governantes portugueses já andam de olho nela, tentando encaminhar os seus investimentos para Portugal, procurando persuadi-los a fazê-lo em reuniões às quais, com o objectivo de lhe dar um ar mais importante e pomposo, enviam um ministro de Portugal e convidam um ou outro ministro francês.
Não sei até que ponto essas reuniões possam vir a servir os interesses de Portugal, porque quem por cá está, salvo raras excepções, por cá vai ficando e, por isso, reluta dispersar-se, andando cá e lá. Sobretudo se a empresa não é a mesma e se o lá não é primordial para o cá.
Cria-se família em frança, os filhos que por cá nasceram e cresceram acabam por se instalarem na vida por cá, constituindo por sua vez a sua própria célula familiar, quantas vezes escolhendo fazê-lo com quem não é português e essa situação faz com que os pais por cá fiquem para os acompanhar na vida. E depois vêm os netinhos. É tão simples como isso.
Os governantes portugueses andam numa de distribuir medalhas e isso pode até ser contraproducente, na medida em que se atribuí, salvo raras excepções, a mesma medalha aos nulos e aos capazes. Até já lhes aconteceu atribuir medalhas importantes a quem nem um bom dia merecia e isso tira o valor ás medalhas que atribuíram a quem as merecia mais importantes. As medalhas terão mais valor se forem atribuídas em menos quantidade e só aos que realmente as merecem, àqueles que conseguiram mostrar aos nossos anfitriões que não somos só associativismo e servilismo.
As medalhas atribuídas ao associativismo podem ter razão de ser, mas não tem jeito que sejam iguais às atribuídas aos empresários bem sucedidos que tanto brilho deram à comunidade.
Aos portugueses que não param de denegrir a comunidade, eu peço que abram os olhos à realidade e que aceitem que eram eles os menos bons.
Manuela Ferreira Leite rouba credibilidade ao PSD
21 décembre 2008 por admin · Deixar um comentário

Em cada uma das suas intervenções, Manuela Ferreira Leite manda bombas para o ar. Acusações e mais acusações, enfim, não pára de atacar a torto e a direito o Governo de José Sócrates. É o seu direito, pois é ela que lidera a oposição ao Governo socialista.
Até aqui tudo bem. O que é menos bem é ela não estar a ser benéfica para o seu próprio partido, por que o país não dá credibilidade a quem ataca por tudo e por nada.
Manuela Ferreira não pode sair de reuniões, de comícios, de congressos etc., nos quais disse o que lhe apeteceu e uma vez confrontada com os jornalistas se recusar a responder sobre o que vem de dizer, mandando para canto com uma simples frase: no final das reuniões não presto declarações.
Por que é que Ferreira Leite evita responder?
Porque os jornalistas perguntam sempre qual seria a sua alternativa para as resoluções que contesta e ela não quer ir por aí. Se atacar é fácil e gratuito, propor soluções alternativas já não o é assim tanto.
E os PSDistas que tanto esperavam dela! Não sou absolutamente anti-PSD e até desejo que o PSD readquira o brilho que já teve, porque as democracias só podem evoluir positivamente quando as oposições aos seus governos se fazem respeitar. Mas não será com Manuela Ferreira Leite que o partido de Sá Carneiro lá irá.
A presidente do PSD esquece que a sua passagem pelo Governo constituiu a grande mentira do défice emagrecido artificialmente, quando ela o anunciava em metade da realidade.
Todos os partidos têm membros bons que trazem honorabilidade e outros que lhe trazem desonra. No cômputo final, a coisa acaba por se equilibrar. Mas com Manuela Ferreira Leite não há equilíbrio. Ela é má demais e desequilibra a balança.
E o PSD nada pode fazer para ocultar a nulidade de Manuela Ferreira Leite. Ela chegou à sua presidência graças a promessas de união no seio do partido e tudo quanto tem conseguido fazer é desuni-lo. Os PSDistas precisam de se despachar a perceber que têm de a mandar às favas.
Agora, como vê que as suas invectivas ao Governo não resultam, a presidente dos sociais-democratas queixa-se de que a sua mensagem não passa porque a comunicação social não a transmite.
É de morrer a rir. Quem vai crer nisso, sabendo quantos amigos ela tem nas rádios nos jornais e nas televisões?
O PSD tem que mudar de espingarda, porque com esta não acertará com um único tiro em José Sócrates.
Manuela Ferreira Leite diz que a crise internacional veio precipitar as consequências mais óbvias de uma política de ilusionismo que o PSD tem denunciado.
É impressionante! Como é que a ilusionista mor do Reino pode acusar os outros de fantasia?
Num colóquio em que o assunto dominante foi a situação económica do país, a presidente da Comissão Política Nacional do PSD lembrou que “há-de vir o momento” de apresentação das propostas do seu partido, rejeitando torná-las públicas já “porque até às eleições eram todas adoptadas por este Governo socialista”.
E esta! Afinal, não é o bem da Nação que lhe importa, porque se fosse e ela estivesse convencida de que as propostas que guarda a sete chaves são boas, devia procurar impô-las através da Assembleia Nacional ao Governo. Mas como o que lhe importa é o poder…
Fátima continua a fazer milagres!
24 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Ela fez trinta por uma linha, é reconhecida culpada de falcatruas à pazada e tudo o que a justiça lhe pede é que continue à solta. Três anos e três meses de prisão com pena suspensa e perda de mandato de presidenta da câmara de Guimarães.
Pena suspensa! E porque não prisão efectiva? Tem razão Horácio Costa, quando ao comentar o acórdão que condenou a presidente da Câmara Municipal de Felgueiras a apenas três anos e três meses de prisão com pena suspensa, diz que neste processo houve muita água benta em benefício de Fátima Felgueiras, a principal arguida.
O perigo está em que depois desta decisão da justiça portuguesa, fica-se com a ideia de que em Portugal o crime compensa. Mas Fátima Felgueiras não a coisa assim. ela não acha a pena branda e vai recorrer. Creio mesmo que já recorreu. E porquê? Certamente devido à tal perda de mandato de presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
O bonito desta história, vai ser quando ela estiver convencida de que tudo lhe é permitido e pedir ao Estado português uma choruda indemnização por danos morais ou coisa no género. E porque não, se outros já o fizeram e levaram boas maquias.
Perante tanta pantominice, que ilações podemos tirar? Que a Justiça não foi feita para os ricos nem para os poderosos, mas sim para os pobres e para aqueles que não têm relevância a nível social.
Por que é que Fátima Felgueiras não foi condenada pela viciação de contratos e retornos de dinheiro para a conta bancária que alegadamente financiou o Partido Socialista (PS) nas autárquicas de 1997, que o tribunal admitiu como provados?
Erro de justiça? Nada disso! Simplesmente fantochada e jogos de amizades políticas e interesses partidários.
Para fazerem o que fizeram, mais valia que a tivessem deixado em paz. Se não a tivessem chateado tanto, talvez ela tivesse ficado lá pelo Brasil, país do qual também tem a nacionalidade.
E depois, quem é que pagou toda a despesa da sua defesa? Pelo que zoa, parece que foi o erário público?
Roubas uma cebola, vais logo para a cadeia, mas se roubas muito, e de preferência ao Estado, o mais certo é que acabes com direito a que te peçam desculpa e te dêem uma medalha.
E aqui cabe uma questão: quem é que se lembra de já ter visto algum poderoso ser condenado em Portugal?
Se as provas acumuladas contra Fátima Felgueiras (retorno e facturas falsas) o fossem contra uma pequena empresa, não haveria mas nem meio mas. Era cadeia e da grossa!
Quem tem razão é o empresário Joaquim Freitas, um dos denunciantes do saco azul”, quando diz que está arrependido de ter colaborado com a Justiça.
Joaquim Freitas ficou tão desiludido com a justiça portuguesa que chegou mesmo a aconselhar a quem vier a ter conhecimento de situações de corrupção a não transmiti-las à Justiça “e procurem ganhar uma comissão” e até diz que “se fosse hoje aceitava o dinheiro que me propuseram”.
António de Oliveira
Será que António Costa é mesmo melhor do que os outros… ou é só fogo de vista?
8 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Toda a gente sabia que a Câmara de Lisboa tem casas com rendas escandalosamente baixas, mas ninguém ligava nenhuma ao assunto. Como sempre assim fora e ninguém se queixava, deixava-se andar. Era a norma…
Mas o actual presidente da câmara, António Costa, não o entendeu assim e toca a falar no assunto e a querer resolvê-lo.
E pronto, a autarquia lisboeta está a estudar quais podem ser os procedimentos legais para actualizar rendas de fogos camarários reconhecidos com arrendamentos de valores escandalosamente baixos e despejar alguns dos ocupantes.
Nesse sentido, o presidente da Câmara já pediu à Comissão Nacional de Protecção de Dados para que se pronuncie sobre a possibilidade da divulgação pública da lista do património disperso da autarquia, respectivos inquilinos e rendas praticadas.
António Costa diz que quer que a opinião pública tenha acesso a essa informação e, para que assim seja, afirma que só espera o parecer favorável da supracitada comissão.
Segundo os dizeres do presidente, a Câmara tem vindo a pedir a várias pessoas para que entreguem as casas camarárias que ocupam, sendo já de mais de 20 o número de notificações nesse sentido e estará a ser feito o levantamento de eventuais ocupações indevidas de fogos municipais.
Se calhar, é bom não esquecer que entre as casas cedidas a preço derisório há autênticos palácios e que alguns deles estão ocupados por quem menos precisa e alguns deles a custo zero. Como é que estas coisas podem ser aceites pelo povo? De maneira nenhuma!
Porque é que o que está agora a fazer António Costa nunca foi feito pelos presidentes que o precederam na Câmara da Capital?
Portanto, entre esses presidentes há gente reconhecidamente idónea, entre os quais quero destacar Jorge Sampaio, aquele que mais consenso reuniu como presidente da República!
Em todos os mandatos houve cedência de casas e no de Jorge Sampaio também. É certo que quem decide a atribuição das casas camarárias não é o presidente, mas sim o pelouro da habitação, mas ninguém pode aceitar que um presidente de Câmara aceite que tais coisas se façam sem a elas pôr cobro. Seja ele o meu preferido, Jorge Sampaio.
Se estas situações foram criadas porque nos pelouros se faziam favores a quem não se devia fazê-los e António Costa quer repor justiça nestes processos e criar critérios objectivos para a atribuição do património da Câmara, bravo senhor António!
Mas terá António Costa arcaboiço político para levar a cabo e com justiça a empreitada a que se propôs? Eu não acredito e digo porquê: é que entre os tais beneficiários está gente da alta, meninada que não vai querer abdicar do privilégio de mamar nas tetas do Estado e que vai fazer o máximo para continuar a mamar.
Seja como for… força, sr. António!
Quem é que vai limpar a borratada?
21 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
Pode ser que ela seja uma santa, pode sim senhor, mas também pode ser que não seja.
Os franceses chamam a isto um bordel, e nós, portugueses, que nome lhe damos?
Por minha parte, estou tentado a chamar-lhe merda mal cheirosa. Uma merda contra a qual parece não haver desodorizante.
Já viram os comboios de dinheiro que os estados têm vindo a injectar nos grupos bancários?
É tanto que nem dá para imaginar o que se poderia fazer com ele.
Fez-se o que calhou e agora andam todos a apelar para que se faça isto e aquilo para que a crise não vá longe demais. Mas eu ainda não vi nenhum dos culpados ser preso.
Os debates e as reuniões entre os grandes mandões sucedem-se a um ritmo nunca visto, fazem-se declarações com a intenção de restaurar a confiança, mas a crise continua a fazer a sua cama através do Mundo.
Por um lado, é Sarkozy a defender que cada país deve intervir nos casos de bancos em dificuldades, empenhando-se em que os seus “dirigentes que falharam sejam sancionados”, dizendo ainda que “a Comissão Europeia deve fazer prova de flexibilidade na aplicação de regras em matérias de ajuda do Estado às empresas”, seguindo os “princípios do Mercado Comum”.
No entanto, para Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, o pacto deve ser respeitado na “sua integralidade”.
Quando a realidade se impõe como uma evidência, não há forma de a contornar. E a evidência é que os cidadãos do Mundo vivem tempos difíceis e pejados de incertezas.
São as famílias a terem dificuldade em pagar os empréstimos que contraíram para comprar as suas casas, são os idosos para quem a reforma mal chega para as despesas essenciais, os jovens que buscam ansiosamente o seu primeiro emprego e etc.
A realidade da situação actual é grave e não poder ser iludida pelos agentes políticos. Se nada mudar, se não houver revisão das regras do capitalismo financeiro, então aparecerão novas formas de pobreza e exclusão social e, em paralelo, emergirão novas e chocantes disparidades.
Quando esta onda de loucura se atenuar, então sim, veremos se eles têm realmente vontade de reparar os erros dos lobos da finança e se os julgam como criminosos que são.
Fazer hoje declarações de que tudo está a entrar nas normas e logo em seguida vir outro dizer que o mal não tem cura, que quererá isto dizer? Realidade ou especulação?
É nestas alturas que se vê o que valem os que decidem. Está chegada a hora em que aqueles que servem as instituições devem fazer prova do seu real valor e da sua visão do futuro.
Que é feito dos directores do Lehman Brothers, o banco americano que despoletou a bomba?
É evidente que continuam a gozar à grande e sem contar, enquanto que os que lhes fizeram confiança se encontram em maus lençóis.
Porca Madona…
Todos para a cadeia, já!
1 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
Quando os presidentes começam a prever o pior, cuidado gente, porque isso só pode ter um significado: a coisa está mesmo mal.
Se a situação de muitos – da maior parte – dos que têm de se levantar cedo para irem ganhar o pão de cada dia já se vinha deteriorando nos últimos tempos, com o que os chefões deste mundo nos têm vindo a anunciar, parece que a coisa está prestes a piorar significativamente.
Os banqueiros puxaram demais pela corda e ela rompeu-se. São eles os principais culpados da situação em que o Mundo se encontra e se alguns deles vão deixar de ser banqueiros, podemos ficar certos de que não será por isso que deixarão de ser ricos. Mesmo muito ricos! É indubitável que a culpa de toda esta mixórdia lhes cabe e deviam ser julgados por isso, mas é quase certo que não o venham a ser. Eles vão continuar em liberdade e na ‘dolce vita’, à grande, portanto o crime é imenso.
E se, como pede Sarkozi, eles fossem julgados como grandes criminosos que são?
Se dependesse de mim, era já com eles na cadeia e antes que tivessem tempo de mudar a aparência do focinho e, assim, poderem continuar na grande sem serem incomodados. Com a quantidade de dinheiro que têm, nunca se sabe.
O sistema bancário mundial precisa de levar uma boa vassourada, para que aquela escumalha deixe de poder fazer e desfazer a seu bel-prazer, quase sempre por ganância, mas, também, por incompetência.
Mas, e isto amiúde, às vezes há razão para dizer que há males que vêm por bem. Até ode ser que seja o caso desta vez. É possível que a necessidade de mexerem a sério no assunto os faça ver a coisa mais em profundidade e tratem já os males que a emergência de certos países pode provocar aos povos do planeta.
Eu, que não sou nada sarkozista, acho que o presidente francês disse algumas coisas acertadas sobre o assunto, mas ele, como os principais dirigentes deste mundo, sabia do que se tramava e não alertou ninguém. Mas como podia ele alertar sobre o assunto se o seu relacionamento é exclusivamente com essa gente e se a sua acção como presidente vai inteirinha no sentido de beneficiar os seus amigos?
É preciso ter em conta que o que está agora a vir ao de cima nos países ricos já há muito tinha chegado aos mais pobres. Aqueles países que nada perdem porque nada têm, esses estão-se nas tintas com o que se passa. Talvez esteja aqui a sorte desses povos, que mais pobres do que já são não podem ser.
Os financeiros do Mundo têm de se pôr à cabeceira do doente e já não é cedo. Mas a cura só será possível se lhe tratarem todo o corpo, órgãos ricos e órgãos pobres. Se não tratarem os órgãos pobres, mais cedo do que se pensa, a gangrena contaminará de novo tudo.
Se Portugal merecia ganhar à Dinamarca, Deco é o que menos merecia perder
16 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Depois de termos vencido Malte, perdemos com a Dinamarca. Não na Dinamarca mas em Portugal, no estádio Alvalade.
Como é que se pode admitir que estando em vantagem aos 83 minutos de jogo se acabe por perder? Quem é que pode admitir que um grupo formado por jogadores de tão elevado nível se deixe ultrapassar no marcador nos últimos minutos de um jogo que dominava quase por completo?
Por aquilo que se viu, também vi o jogo na televisão, a selecção portuguesa jogou que se fartou e teve milhentas oportunidades de marcar, mas acabou por perder um jogo muito importante pois a Dinamarca tem as mesmas pretensões que nós.
Carlos Queiroz já deve andar a explicar aos jogadores os motivos que os levaram a esta derrota caseira, falta de frieza e excesso de empolgamento. Mas foi uma derrota que não estava nos planos de ninguém, incluindo Queiroz e os dinamarqueses.
Ensinar os seus pupilos a saberem guardar uma vitória, deve ser uma das prioridades do seleccionador da selecção portuguesa, uma selecção que tem capacidade para vencer qualquer selecção do Mundo e ainda mais qualquer uma das suas rivais no grupo. Depois do 2-1, notou-se em alguns jogadores a ânsia de marcarem mais um golo, alguns de forma atabalhoada e sem qualquer hipótese. Portanto, era de caras que o mais importante era garantir a vitória. A gulosice é a mãe da intranquilidade e a intranquilidade é a mãe de todos os desastres.
O que aconteceu neste jogo é de lamentar, mas nada está definitivamente perdido, porque da mesma maneira que eles vieram ganhar a Portugal, nós podemos ir ganhar a casa deles.
Mas cuidado, esta derrota transformou o próximo jogo, na Suécia, numa autêntica bomba para a equipa de todos nós, que perdeu quando menos esperava e que agora tem de ganhar a todo o custo
O jogo de 10 de Setembro em Alvalade foi um jogo dos mais intensos até hoje disputados em Portugal. Se no final do jogo o marcador afixasse três ou quatro golos a nosso favor ninguém gritaria ao escândalo, mas a pontaria dos portugueses foi um desastre. Os falhanços de Simão (51 m), Nani (56 m), Hugo Almeida (65 m), Danny (74 m) e Nuno Gomes (77 m), puseram a nossa selecção a fazer contas à vida muito cedo.
Por que é que em vez de fazer entrar Moutinho, Carlos Queiroz não optou por Bruno Alves? Teria sido, a meu ver e ao ver de muitos, mais em conformidade com o querer guardar um resultado que nos era favorável.
Não, a nossa selecção não merecia perder, mas não foi por acaso que perdeu.
Mas se há alguém que merecia que Portugal saísse vitorioso, esse alguém dá-se pelo nome de Deco, que numa forma impressionante foi pulmão, coração e cérebro da Selecção das Quinas. Um autêntico Mestre de Cerimónia!
Lisboa deve ser protegida das chamas
1 septembre 2008 por admin · Deixar um comentário
Há exactamente 20 anos, ardeu o Chiado, num incêndio que, dado o estado em que se encontravam uma macheia de prédios, era previsível. Já lá vão 20 anos, foi no dia 25 de Agosto de 1988 e, portanto, nada foi feito para que o mesmo não voltasse a acontecer noutros bairros e até noutras cidades onde as gentes vivem à pinha, como Porto, Coimbra, Funchal e outras. Como ninguém se dignou tomar medidas para que um tal desastre não pudesse acontecer, aconteceu mesmo. E o que mais é, na Av. da Liberdade, em plena Baixa de Lisboa! Ao ver o incêndio da Av. da Liberdade, toda a gente recordou a tragédia do Chiado e os políticos vieram todos a terreiro. Os que estão no executivo prometem que vão tratar do assunto como deve ser e os que estão na oposição fazem exigências. É o habitual, mas dentro de alguns meses, quando a poeira já tiver baixado, toda a gente vai esquecer e a vida continuará no seu tralálá empedernido. E os que agora exigem acções de renovação da parte do Governo, quando ganharem o poder, o que até pode não tardar, farão exactamente como os de agora, o que quer dizer… nada As grandes cidades portuguesas estão cheias de prédios ao abandono, uns que podem ser recuperados e outros que só podem ter como destino a destruição. Se o Chiado era, e é, um emaranhado de ruas e ruelas, a Av. da Liberdade é a principal artéria de Lisboa. A principal rua de Lisboa com um prédio devoluto já era pouco normal, mas agora sabe-se que aquela rua tem uma mancheia doutros prédios no mesmo estado do ardido. O que quer dizer que um desastre pode ali acontecer sem que ninguém o provoque ou encomende. Na minha modesta opinião, o Estado nem sequer precisa de desembolsar, antes pelo contrário, vai buscar as taxas que os renovadores terão de pagar e verá postos de trabalho a serem criados. Basta que legisle para obrigar os proprietários a resolverem o assunto, renovando ou vendendo a quem queira renovar. Lisboa está cheia de prédios vazios e ao lado estão famílias à procura de casa.
O que quer dizer que há qualquer coisa de errado que pode ser corrigido. Para isso bastará criar leis de apelo ao arrendamento e medidas fiscais fortes, que aumentariam com o tempo em que os prédios estivessem sem serem renovados. E nisto devem ser incluídos os prédios que estejam arrendados em estado de degradação. Num primeiro tempo seriam as medidas fiscais a massacrar a bolsa do proprietário e num segundo seria a obrigatoriedade de renovar ou vender para renovação. Mas o carácter das cidades deve ser preservado, não deixando que os especuladores destruam à toa. As cidades precisam de história e só a podem ter se preservarem os seus prédios antigos. São eles que dão vida à história e apelam turistas. E há um outro pormenor a ter em conta.
Os proprietários dos prédios em ruínas nunca moram nas imediações. Alguns até estão anos e anos sem se aproximarem desses bens. Por isso, quando acontece um desastre, eles estão tranquilos nas suas casas, lá na província ou em zonas residências da cidade, em prédios de luxo e sem risco. São os outros, os que não podem escolher onde morar que riscam acordar no meio das chamas ou dos destroços. Se cada um tem direito a ser dono do que lhe pertence, ninguém deve ter o direito de fazer correr a outrem riscos só por ganância de especulação.
Os governos e as câmaras municipais devem encarar a preservação das cidades de Portugal como uma prioridade. É urgente, meus senhores! Nós queremos morar em cidades seguras.
Os portugueses de hoje e os de ontem foram todos feitos da mesma massa, mas há quem pensam que não!
16 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
Eu, que passo a vida a esfarrapar-me todo em defesa da nossa comunidade, chegando mesmo a exigir que português que venha de Portugal ou que por cá esteja há muito não diga mal dos seus compatriotas de cá, nem sempre consigo levar a água ao meu moinho.
Entre os que por cá andam há muito, também os há que, julgando-se superiores, rebaixam os seus compatriotas. São uns coitados, muitas vezes com complexos de inferioridade, que se querem evidenciar para esconder essa inferioridade e mais não fazem que se ridicularizarem ainda mais. Mas é sobretudo nos que só agora se lembraram de vir para cá, esses, que só porque passaram mais uns anos do que os antigos a romper traseiros de calças nos bancos das escolas, já se julgam com o direito de dizerem que lhes custa considerar os que cá estão como portugueses!
Sem querer ser provocador nem pretender fazer baixar a crista aos que estão agora a juntar-se a nós, parece-me que os menos portugueses são os que esperaram tanto para tentarem mudar de vida.
Não somos nós descendentes dos tais que partiam para parte incerta, sem grande esperança de regressar?
Nós, os que saímos de Portugal a tempo e horas, antes que os vampiros nos sugassem o sangue, é que somos os verdadeiros portugueses, os filhos de um povo que sempre soube procurar fora do país o que este não era capaz de lhe dar!
Receberei sempre os meus compatriotas de braços abertos, mas não os pingarelhos que cá chegam por estes tempos e se põem logo a brincar ao importante. É evidente que hoje se vai mais tempo à escola do que antigamente, mas a culpa disso não é de quem viveu Portugal naquele tempo, a culpa é dos que condicionaram a vida dos portugueses à miséria.
Mesmo que eles tenham o seu português mais apurado do que uma boa parte dos que agora lhes dão o método para se desenrascarem – porque se não houver compatriota que lhes dê a mão, coitados deles – os finórios são os que vieram enquanto era tempo e hoje vivem muito melhor do que viveriam se ainda estivessem em Portugal.
É verdade que muitos dos nossos pararam no tempo e desaprenderam o que sabiam sem aprenderem outra coisa, mas isso não é razão para que se diga que custa considerá-los portugueses.
Sim, há quem não tenha evoluído, quem não tenha procurado sair da mó de baixo culturalmente, mas e então, que mal tem isso? Seria melhor que essas pessoas soubessem tudo e não tivessem nada?
Pessoalmente, olhando para a comunidade portuguesa, da qual faço parte com muito orgulho, sinto que não devemos ter vergonha seja de quem for, muito menos de quem faz o que nós fizemos antes: procurar melhor vida.
Quem pela primeira vez vem de Portugal e, por força das circunstâncias, é logo confrontado com compatriotas que não puderam ou não souberam evoluir, não deve julgar-se superior, mas sim pensar no que era Portugal noutro tempo.
O que eu quero dizer aos de agora, é que fomos todos feitos da mesma massa, a situação do país é que mudou.
Se hoje trato este assunto, é porque tive há dias uma banal conversa com um compatriota chegado cá recentemente, que me disse estar desiludido com os portugueses de cá e que alguns nem sequer os considerava portugueses. O que nenhum português pode aceitar…







