E quando ele se for embora?
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
Luís Filipe Scolari tem sido adorado pela maior parte dos portugueses. Digamos que por quase todos, mas andam por aí algumas dezenas de espertos que a única coisa que sabem fazer é barafustar contra ele. São os sabedores de tudo, aqueles que pensam que por terem voz nas antenas ou nos jornais se crêem na obrigação de remar contra a corrente e que se assim não fizerem não prestam.
Gente que fala do Futebol português e propaga aos quatro ventos a ideia de que sem Scolari poderia ter sido melhor, é gente que mais valia o não ser.
Antes dele, quantos anos a nossa selecção esperou para ter direito a ser respeitada pelas maiores? Décadas e décadas!
Queiram ou não os profissionais da ranhosice, se Scolari não tivesse pegado no nossa selecção ela não teria chegado onde chegou. Foi ele quem levou os nossos rapazes à final do Euro2004 em Portugal e também foi ele quem os levou dois anos depois até á final do Mundial 2006, na Alemanha. Os que dizem que isto é pouco, quando ele partir, o que está para breve, esses vão encontrar maneira de dizer que a culpa do declínio também é dele.
Quem é que vai pegar na selecção portuguesa depois de Scolari? Só se no Euro2008 a coisa correr muito mal, porque se os nossos rapazes voltam a brilhar no Europeu que está prestes a começar, ninguém vai querer queimar as asas na aventura.
Com coragem para semelhante empreitada, só se for José Mourinho, o Special One. Mas por aquilo que diz o ex-treinador do Chelsea, parece que não será para já que ele pensa nisso. Mas como ele é meio tarado, nunca se sabe.
Quanto a Carlos Queirós, esse está a preparar-se para suceder a Alex Ferguson, o velho que diz a quem o queira ouvir que o português tomará conta do seu lugar, o mais tarde dentro de três anos. A não ser que Carlos Queirós mande o Manchester United às favas e venha por aí abaixo pegar na rapaziada da Equipa das Quinas, a equipa de todos nós. Há que reconhecer que este também tem mostrado competência para dirigir equipas ao mais alto nível.
José Mourinho ou Carlos Queirós, caso contrário, vamos ter que andar à procura duma sorte que nunca tivemos.
Portugal tem muitos jogadores com categoria e pondo Cristiano Ronaldo de parte, ainda nos restam bastantes nomes: Ricardo Quaresma, João Moutinho, Deco, Pepe, Miguel Veloso, José Bosingwa, Nani, Nuno Gomes, Simão Sabrosa e mais alguns. Estes rapazes têm valor para jogar em qualquer selecção do mundo e alguns deles ainda são muito jovens, como Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Nani e mais uma macheia deles. Nós, s portugueses normais, vamos todos esperar que as coisas corram bem à nossa selecção nas próximas semanas, mas na vontade de alguns agoirentos que infestam o nosso futeboç, é o descalabro que eles pedem. Que tais vozes não sejam atendidas pelos deuses do futebol.
Eu, quando Scolari se for de Portugal, se ele for treinar uma equipa de clube, vou torcer por essa equipa.
E desde já, obrigado por tudo, senhor Filipe.
Eleições mostram um CCP em queda livre
16 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
Órgãos federadores do associativismo são desastrosamente dermatoses
O CCP não sabe travar na descida e vai pela ribanceira abaixo até ao fundo da ravina, para se estatelar e morrer.
É isto que se deduz perante o tão minguado interesse que as comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo prestaram à eleição dos seus representantes (conselheiros) para este órgão na eleição de 20 de Abril último.
Apenas 12 mil votantes entre os tão anunciados e reivindicados 5 milhões de emigrantes portugueses. Uma vergonha para quem esteve envolvido, vencedores como vencidos, uma vez que os eleitos não foram além do pouquíssimo.
Agora, diz-se à boca cheia que a culpa é do governo português e dos seus representantes, que não terão informado o suficiente para que os portugueses se deslocassem.
Talvez, mas só em parte, porque a maioria dos candidatos, vencidos como vencedores, vêm do associativismo e ninguém melhor do que as associações pode motivar o pessoal. Ou não é assim?
Há eleitos que nem sequer conseguiram tantos votos como sócios tem a sua associação. Macacos me mordam se percebo…
Se em vez de se terem preocupado com ninharias, como colóquios sem qualquer interesse e acções de pura autopromoção, os conselheiros cessantes se tivessem preocupado, um pouco que fosse, com acções de informação junto das associações, tenho a certeza que haveria muito mais gente a votar.
Não o fizeram e, por isso, contribuíram para um fim inglório do órgão consultivo que o Governo desdenha consultar.
António Braga, actual secretário de Estado das comunidades, que devia ter sido o elo de ligação entre Lisboa e o CCP, em vez disso, humilhou-o este órgão sem freio.
Porquê? É óbvio. Porque encontrou pela frente conselheiros moles, sobretudo os cabecilhas, que tudo quanto sabiam fazer era passar graxa, talvez na procura de uma medalhita.
Porém, para além da ineficácia dos conselheiros do CCP cessante, há que ter em conta, também, que, no que diz respeito à difusão da informação junto da comunidade, o associativismo esteve praticamente ausente.
As eleições para o CCP vieram atestar o bem fundado das críticas que tenho vindo a fazer à maneira como tem funcionado uma grande parte do associativismo português. Um funcionamento que, que salvo raras e honrosas excepções, em nada engrandece o peso da comunidade junto das autoridades, de cá como de lá…
O resultado destas eleições são a prova de que o associativismo português em França está completamente esfrangalhado.
Se assim não fosse, tanto a Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF) como a Federação das Associações Portuguesas de França (FAPF) não teriam encaixado tamanha derrota: zero conselheiros tanto para a FAPF como para a CCPF! Dizer que foi uma derrota, seria favor, porque na realidade foi uma estrondosa derrocada! Inimaginável!
O presidente da FAPF, José Maria da Silva, que se apresentou ele mesmo a encabeçar a lista da sua federação, não conseguiu passar! Que ilações podemos tirar disto?
Eles podem dizer o que lhes der na gana em sua defesa, descarregando as culpas sobre o governo português ou sobre os seus representantes, por não terem informado o suficiente a comunidade sobre as eleições mas isso não os ilibará das suas evidentes falhas. Quem melhor do que o associativismo pode motivar a malta?
A FAPF, que esteve sempre representada no CCP, está a cair aos bocados e a sua derrota até acaba por não ser muito surpreendente, mas a CCPF, que afirma federar várias centenas de associações, era de esperar que obtivesse melhor resultado.
Porquê um resultado assim? Não será isto a prova de que as federações não federam nada e que as associações se estão a marimbar para elas?
As federações são necessárias para o bom entendimento das associações entre elas, mas só o conseguirão quando se decidirem a fazer associativismo em vez de praticarem despesismo em acções que, oh! quantas vezes, só eles interessam…
Dirigentes associativos ou nulos à procura de boleia até às medalhas?
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
Eu sei que os meus escritos não vão mudar o curso das coisas, muito menos quando essas coisas estão ligadas à manifestação da vaidade, uma vaidade que em alguns se transforma em ambição, mas não será por isso que calarei o que penso que deve ser dito. Aqui, quando digo ambição, não quero dizer ganância e quando digo alguns, quero dizer pouquíssimos.
O meu propósito de hoje diz respeito a certas peripécias que a comunidade tem vindo a viver nos últimos tempos e vai inteirinho para os espertalhões que pensam que o associativismo lhes pertence e a mais ninguém.
Neste caso, não me estou a referir a uma só pessoa nem sequer a uma só associação. Estou a dirigir-me a todos aqueles que organizam eventos na sua associação cuja única intenção é prejudicar a associação vizinha. De mil maneiras e mais ainda, como agendando eventos idênticos aos da associação do lado quase na mesma data, às vezes com o mesmo artista, espalhando os cartazes antes que a festa vizinha tenha sido realizada.
Em si, só isto já é grave, mas o mais grave é quando eles vão colar os cartazes que anunciam a sua festa sobre os cartazes da festa da associação vizinha. O que é uma atitude deplorável, uma atitude que significa que há quem esteja no associativismo não para unir, mas sim para desunir a comunidade. Associação que prejudique as associações vizinhas, faz o contrário do que devia fazer: desassocia em vez de associar.
O Portugal Sempre lida com muitas associações e sente-se bem no meio do associativismo, do qual sempre se sentiu membro, mas não vamos pretender que as associações com as quais lidamos são as santas e as outras os diabos. Seria injusto, por que há associativismo do bom que, até hoje, ainda não nos bateu à porta e também não posso afirmar que aqueles com quem lidamos são os melhores.
Se temos de ter em conta que uma boa parte dos dirigentes associativos não foram escolhidos entre os mais cultos, é fácil perceber que não é desses que o mal vem ao associativismo. O mal vem dos outros, dos que sabem tudo (ou que pensam saber) e que querem dar nas vistas, talvez à procura de lugar em alguma “mairie”, entrando numa lista a título de representante da comunidade e que pensam que para isso é obrigatório espezinhar a concorrência.
Há dirigentes associativos que sempre que falámos da incapacidade de uma boa parte dos que estão à frente das associações falam disso como se o que escrevemos fossem ataques ao associativismo e não ao dirigismo que por alguns deles é praticado.
Nós – e já o provamos vezes sem conta – apoiamos o associativismo sem nos colocarmos a questão de se vale a pena ou não que nos impliquemos. Se todos assim fizessem, o nosso associativismo estaria muito melhor de saúde.
Não, senhores dirigentes sem escrúpulos, nós não actuamos em prejuízo das associações, antes pelo contrário. O que não queremos é pactuar com aqueles que poluem o associativismo.
Aqui volto atrás para dizer que se falei na colagem de cartazes por cima dos da associação vizinha, não falei apenas pelo que ouvi da boca dos prejudicados. Nada disso, pois pude constatá-lo com estes dois olhos que vêem o que se lhes depara.
Àqueles que estão habituados a que à sua volta só se diga o que eles gostam que seja dito, eu informo que este jornal é independente e que o nosso comportamento não mudará.
Andar no associativismo sempre de olho em cima da oportunidade de prejudicar as outras associações, é associativismo ao contrário. E desassociar em vez de associar.
Tudo isto para quê? Única e simplesmente porque se querem mostrar mais capazes do que os outros.
Conseguirão?
É evidente que não! O que eles podem conseguir, é o desprezo do meio associativo que os rodeia e, penso eu que a curto prazo, o desprezo dos sócios das suas associações.







