Céline luavista

11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Bombocas

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Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima em Argenteuil

11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

A associação portuguesa de Argenteuil, Centro Pastoral Português, presidida por Deolinda Ribeiro, promoveu a sua tradicional festa em honra de N. S. de Fátima sábado 16 e domingo 17 de Maio últimos. No sábado houve terço e procissão e no domingo, nos espaços do Centre de Loisirs Les Pieux, teve lugar a festa propriamente dita.
Estes festejos têm vindo a ser realizados desde há aproximadamente 25 anos - tantos quantos a associação tem de idade - e de ano para ano a sua nomeada ganha corpo, porém, por ser realizada ao ar livre, esta festa depende das condições atmosféricas do momento. Sim, é o tempo que dita a sua lei. Se está seco há multidão, se está molhado… nem tanto. Ora, como nos dias que antecederam a festa o tempo estava péssimo, a organização chegou a temer o pior, mas o céu acabou por se desanuviar e as coisas compuseram-se. Anos melhores virão…
Os festejos do domingo começaram com uma missa campestre celebrada pelo padre Montovani - vindo de Portugal - e depois da Missa houve serviço de restauração para quem quis. Apesar da frescura do tempo, ainda foram numerosos os que decidiram abancar-se à mesa.
O grupo Cordas Soltas, o Rancho Folclórico de Soisy-sous-Montmorency e o grupo de danças modernas Christomania asseguraram a animação.
Para o ano há mais…

António de Oliveira

O restaurante O Lisboa encheu para Ruth Marlene

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Na sexta-feira 15 de Maio, num muito agradável restaurante da região parisiense, juntaram-se mais de cem pessoas para fazer festança. Que tinham essas pessoas em comum se nem sequer se conheciam umas às outras. Simplesmente, era tudo gente amiga da festa!
Estou a falar-vos do restaurante Lisboa, de Alfredo Lisboa, em Drancy, onde a artista Ruth Marlene teve casa cheia a aplaudi-la.
Não foi esta a primeira vez que estive no O Lisboa em noites especiais e devo reconhecer que sempre que estive presente tudo se passou às mil maravilhas. Mas garanto que esta última noite, a de Ruth Marlene, não ficou a dever nada a nenhuma das anteriores. No mínimo, foi igual às melhores.
A artista convidada sabe da arte e encheu o restaurante de Alfredo Lisboa de alegria. Bravo Ruth, não mudes nada porque está tudo bem.
Ruth Marlene é uma artista consagrada e os portugueses destas bandas gostam dela, razão pela qual muitas associações a contratam para os seus espectáculos em grandes salas, o que, regra geral, redunda sempre em sucesso.
O Duo Emoção também actuou e não desmereceu. É um grupo que tem vindo a conquistar o seu espaço no seio da comunidade, um espaço que vai ganhando dimensão.
Porém, com Ruths ou sem elas, o O Lisboa é sempre um restaurante onde apetece estar. O quadro é agradável, o ambiente da casa é sempre impecável e o que lá se come é sempre apetitoso.
Por esta vez, tivemos direito a um prato com as famosas Noix de St. Jacques e a Presunto com melão na entrada e em seguida vieram o bacalhau à transmontana e o coelho à caçador. Uma ementa bem pensada e melhor confeccionada.
Gostei de encontrar alguns amigos, habituais nestas coisas de aplaudir artistas que valem a pena.
Não era uma festa de amigos de peito, mas foi uma festa de gente que confraternizou sem olhar a com quem fraternizava. Foi uma festa cinco estrelas. Tudo espectacular!
Brindemos à saúde do O Lisboa e dos restaurantes que fazem coisas destas tão a primor.
Um bravo ao casal Lisboa (nome próprio e não por ser da Capital) e um ruidoso tchim-tchim ao O Lisboa…

Texto & fotos : Mário Alves

Fado No Sinfonia: Lotação quase esgotada para António Barros

9 juin 2009 por admin · 3 Comentários 

O fadista/poeta António Barros foi o convidado de honra para o serão fadista que teve lugar no restaurante Sinfonia sexta-feira 15 de Maio e o Portugal Sempre, como amigo que é do fadista, aceitou o convite que este lhe fez para estar presente.
Apesar de este serão ter acontecido numa sexta-feira e não num sábado ou num domingo, a sala do Sinfonia estava praticamente cheia, o que provocou em António Barros boa disposição, creio mesmo que algum orgulho, por ver que tanta gente viera para o ouvir. Ora, como o fado é sempre o espelho do estado de espírito do fadista, a noite beneficiou com tal pormenor.
Mas o serão não contou apenas com António Barros. Andreia Filipa foi a voz feminina e o acompanhamento esteve a cargo dos músicos Filipe de Sousa e Fernando Riso na guitarra portuguesa, enquanto que na viola estiveram Casimiro Silva e Hugo Miguel. Casimiro e Miguel também cantaram.
António Barros é um fadista original, pois só canta fados por ele escritos, o que, por não estar ao alcance de todos os fadistas, deve ser tido em conta, e é um fadista que se ouve com bastante agrado, pela voz suave que tem e pela maneira como diz as palavras, uma maneira que dá a todos a possibilidade de perceberem o que diz e assim melhor compreenderem os poemas que escreveu.
Ao falar de António Barros, talvez não seja demais dizer que ele procura estar sempre presente nos bons acontecimentos fadistas da comunidade. Sempre que de Portugal cá vem alguém que mereça ser ouvido, em princípio, António Barros não falta. Porquê? Porque é um autêntico amante de fado e sabe que ao ouvir os mais confirmados nunca se desaprende. Antes pelo contrário…
Quanto a Andreia Filipa, digo o mesmo que disse sobre o que dela ouvi numa anterior ocasião: tem por onde se lhe pegue, pois tem presença e força na voz. Precisa apenas de praticar para se aperfeiçoar melodicamente e ganhar mais expressão.
Quanto às minhas preferências no que diz respeito a fadistas, devo precisar que elas vão ‘sempre’ para os que cantam para si próprios e não para o público. Quando se canta para o público perde-se expressão e isso tira ao fado a sua essência primeira, que é o sentimento.
Mas como o objectivo desta peça não é o de divagar sobre o que é ou deixa de ser o fado, o melhor é voltar ao Sinfonia para dizer que ali passei uma excelente (se estivesse na minha terra diria ‘bem boa’) noite de fado na qual, por estarem presentes, também participaram Jean Luck, um francês que esteve em Portugal como estudante, onde se deixou apanhar pelo bichinho do fado, e o conhecido artista de fado da comunidade Victor do Carmo.
O meu sentimento sobre como a noite se passou, posso exprimi-lo muito simplesmente: acho que todos ficarão a compreender se lhes disser que nestas ocasiões só aceito cantar se o que se estiver a passar for do meu agrado e se os guitarristas puderem acompanhar-me. E se o tacho estiver do meu agrado. Ora, como cantei… parece-me que está tudo dito.

Alves d’Oliveira

José Cid prepara-se para editar novo álbum

9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

José Cid, distinguido a 22 de Maio pela Sociedade Portuguesa de Autores, está a viver um dos melhores momentos da sua carreira e prepara-se para editar um novo álbum, quando se pensava que, aos 67 anos, já estaria na reforma.
Tem cerca de 50 canções inéditas prontas a editar e uma agenda de concertos que lhe ocupa actualmente grande parte dos dias. Tem sido assim nos últimos quatro anos, desde que actuou no Maxime e foi chamado a substituir um cantor - cujo nome não revela - na Queima das Fitas do Porto.
“Senti naquele momento que alguma coisa tinha mudado, porque não era normal ter 15.000 jovens a cantar as minhas músicas do princípio ao fim”, disse José Cid em entrevista.
A partir de então, José Cid passou a estar na moda junto de um público que tem entre 20 e 30 anos, que era criança no tempo em que participou em vários festivais da canção e que hoje sabe de cor muitas das suas canções.
“Estou a gerir a minha passagem pelo grande público que é muito violenta mas que é muito compensadora a todos os níveis. Ter 67 anos e 10 concertos por mês para auditórios no mínimo com cinco mil pessoas é o melhor reconhecimento que podia ter na minha carreira”, disse.
É a faceta de cantor popular que quase se sobrepõe ao lado mais erudito, de compositor de rock progressivo, de álbuns conceptuais da música popular portuguesa, sobretudo nos anos 1970.
É autor de discos que são hoje referência, como “A Lenda de el-rei D. Sebastião” (1967) e “Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra-Ensaio de José Cid” (1974), que editou com o Quarteto 1111.
A estes juntam-se ainda os discos a solo “José Cid” (A palha), de 1971, e “10.000 anos depois entre Vénus e Marte” (1978), entre centenas de canções que registou.
Este ano vai editar um novo álbum de originais - o primeiro desde 2003 - que tem como título provisório “Coisas do amor e do mar”, feito de pop rock e baladas e que contará com duetos com Susana Félix, Luís Represas e Rui Reininho.
Além deste, tem guardados, “à espera de melhores dias”, os álbuns “Fados e fandangos” e “Menino prodígio”, compostos desde meados dos anos 1990, época em que teve uma vida pública menos intensa mas nem por isso menos produtiva.
“Nos anos 1990 decidi que me ia retirar do grande mercado e fazer álbuns que pensei toda a vida fazer. Vou regressar às minhas origens, pensar que estou nos tempos do Quarteto 1111, ousado, contra o sistema, rebelde”, recorda José Cid.
Foi uma época em que fiz “Camões, as Descobertas… e nós” (1992), com a participação de Pedro Caldeira Cabral, Carlos do Carmo e Jorge Palma, “Ode a Federico García Lorca” (1998) ou o álbum de jazz “Cais do Sodré” (1999).
Perante esta diversidade, José Cid garante que não tem que ser musicalmente coerente - “Coerente era a minha avó!” - porque o mais importante é poder compor e cantar, fazer aquilo que sempre quis desde a infância, contrariando a vontade da família.
Nascido na Chamusca em 1942 no seio de uma família abastada, José Cid estreou-se como teclista aos 13 anos numa noite de Carnaval nos Babies, grupo de versões no qual militavam José Niza, Rui Ressurreição e Daniel Proença de Carvalho.
“Estava proibido pelos meus pais de cantar e proibido por um colégio religioso de saltar a janela e de cantar o que quer que fosse”, relembrou. Foi com os Babies que recebeu o primeiro salário como músico, cerca de 100 escudos.
A família sempre se opôs a que se dedicasse à música - só a irmã mais velha o apoiava - mas o pai, pragmático, acabou por reconhecer que financeiramente era vantajoso ser artista.
“Achou que eu estava na profissão certa porque ganhava dinheiro e não porque era aquilo que queria”, lamentou José Cid, referindo que, apesar dos pais terem sido “pessoas bastante ricas”, nunca se “pendurou” naquilo que eles lhe podiam oferecer.
“Tive sorte mas não tive uma vida facilitada”, reconheceu.
Hoje, aos 67 anos, José Cid diz que não é a idade mas a saúde que o preocupa.: “Quero cantar até poder mas não vou arrastar-me em palco se não tiver voz”.
Assume-se sobretudo como um cantor ao vivo, um dos poucos que canta as origens, “para as novas gerações perceberem que há rock e pop antes dos anos 1970″.
Afinal tudo se resume a uma equação simples: “Eu sento-me ao pianito, sorrio para as pessoas, começo a cantar e há um karma, um carisma qualquer que se transmite”.

Messi e Ronaldo:

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Imagino Lionel Messi com a camisola desfraldada como uma bandeira, o 10 ao sabor dos movimentos do corpo, contra outros “10″ com a mesma cor e o mesmo NOME, tatuado para sempre nas costas. Ainda pibe, não sente o peso dessa sentença chamada Maradona.
Tem as meias em baixo, brancas mas também negras, pintadas com a cor das canchas de pó, com a ferrugem de um futebol feito de sonhos e pobreza. Imagino o baixinho Messi, de braços paralelos ao corpo, talvez com um boné virado para as costas, troçando de quem deixa pelo caminho no seu futebol endiabrado e conduzindo a bola como se jogasse ao pé-coxinho. Reconhece-se nele o futebol poético de Maradona e Pelé, a pureza do jogo antes de ser corrompido pelo tempo e pela insinuação sedutora das televisões. É o último dos eleitos.
Cristiano Ronaldo está algures entre uma máquina de musculação e vinte metros à frente da baliza. Treina, treina, treina. Cada vez melhor, cada vez mais rápido. Um truque repetido dez vezes, uma recepção vezes trinta. Mais um remate, dois, dez. Meias para cima, cabelo bem penteado e firme, camisola justa ao corpo dentro dos calções. Dois passos para trás e um para o lado para o livre directo. É dali! Ele, nada português na sua sede, não resiste à busca constante pela perfeição. Pelo reconhecimento. Pela equipa. Por si. O 7 de Best, Beckham e, agora, Figo é apenas uma herança como qualquer outra, sem fantasmas.
Ambos enormes, ambos fantásticos. Tão diferentes! Messi nunca será capaz de aperfeiçoar até à exaustão um movimento, Ronaldo não conseguirá imitar a naturalidade daquelas vírgulas canhotas do argentino. Tudo no português é parte de uma coreografia, inserida numa peça de teatro. Tudo no miúdo que o Barcelona descobriu ainda juvenil no país de El Diez faz parte da vida, do simples acto de inspirar e expirar. Como se a bola fosse, literalmente, um prolongamento do próprio corpo.
Da tese e da antítese nasceu a síntese. A síntese seria o jogador perfeito. A velocidade, a força, a ambição e a capacidade de superação de Cristiano; a técnica, a magia e a simplicidade de Lionel. Se um presidente de uma empresa de clonagem esteve a ler este texto, acabou de largar o rato nesta frase, deslocando-se apressado para registar a patente. Mas, para mim, os génios têm de ser imperfeitos, Maradona tinha de ser rebelde e consumir cocaína; Garrincha não poderia ser Garrincha sem as mulheres e a bebida; Pelé fez bem em estar lesionado em 1962 e 1966; Zidane demorou tempo a mais a acertar em Materazzi…
Cristiano só é Cristiano se não for tão puro quanto Messi, Messi só será Messi se desistir do Santo Graal da perfeição. E nós ficaremos felizes da vida por podermos assistir a dois dos maiores talentos do futebol, coexistindo, brilhando intensamente, e dividindo, acredito eu, os próximos prémios de melhor do mundo. Que o futebol não os estrague!

Entrevista: Guigui da Bahia desabafa e arrasa sua antiga banda

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Foi na discoteca Costa do Sol, nos arredores de Paris, que pela primeira vez conheci o Guigui, que na altura era vocalista da banda Canta Bahia, um grupo que depois abandonou para fazer carreira a solo, uma decisão que, pelo que se vê, foi altamente benéfica para o artista.
Desde essa primeira vez já nos encontramos por todo o lado, mas foi na Costa que, em amena cavaqueira, decidimos esta entrevista, que, finalmente, acabou por ser feita através do telefone.

Guigui com o seu empresário José da Silva

Guigui com o seu empresário José da Silva

Portugal Sempre: Por que é que não continuou com os Canta Bahia? Tinha vontade de mostrar aos que cantam a solo que é capaz de os superar?

Guigui da Bahia: Nada disso. Eu saí da banda porque me sentia nela como uma criança manipulada por uma pessoa que simplesmente não percebe nada de música e só queria gravar, ou melhor, ‘regravar’ as músicas de outros cantores, sem me dar oportunidade de mostrar o que eu sei e gosto de fazer, que é compor. E também vivia preso, sem liberdade de viver como um cidadão. A prova de que nada estava certo naquela banda, está no facto de já não estar nela nenhum dos elementos do meu tempo, que não é assim tão longínquo. Já lá não está nenhum, todos saíram, porque, como eu, não aguentaram ser escravos daquele sistema, o sistema a que chamam vida moderna mas que na realidade é a escravidão do século XXI.
Não, a minha intenção de fazer carreira a solo não é mostrar aos outros isto ou aquilo. O que eu quero é mostrar a toda a gente que sou artista de corpo e alma e que não preciso de certas bengalas para ir avançando na carreira de cantor, uma carreira que abracei com muita força e que quero programar à minha maneira.

P. S: Cantar a solo é sempre diferente…

G. B: Sim, muito diferente. A responsabilidade é muito maior, tenho que escrever minhas músicas, pensar sempre em novos trabalhos. Na música tem que se estar sempre actualizado, porque aquele que se põe a dormir, deixando passar o tempo, esse fica para trás.
Graças ao trabalho de uma excelente pessoa, o meu empresário José da Silva, estou sendo reconhecido como Guigui da Bahia no mercado português, onde lancei o primeiro disco “Cartinha de amor” e já fiz muita gente cantar no verão maravilhoso de Portugal. E agora o mais novo trabalho “Pára de tentar me enganar” com músicas maravilhosas que estão a ter muito sucesso. Estou muito melhor do que estava há pouco tempo atrás. Muito melhor!

P. S: Ao sair do grupo… mudou de estilo ou continua tudo como dantes?

G. B: Continuo basicamente com o estilo que as pessoas passaram a conhecer o Guigui da Bahia. Não posso mudar radicalmente para não atrapalhar. Se é verdade que quando comecei a solo não trazia músicos comigo, hoje já não é o caso. Tenho um grupo de músicos do melhor que há que actuam sempre comigo.
Por ter estado entre os muitos que assistiram ao concerto do Guifui na Costa do Sol, confirmo que o grupo que o acompanha está à altura da situaçãoe e mais ainda, pois são todos músicos que já acompanharam a maior parte dos grades da música portuguesa.

P. S: Tem sido visto por França com certa frequência. Está a recolher os frutos do que fez com os Canta Bahia ou é produto de novo impulso?

G. B: É muito simples. É a colheita do meu trabalho, o trabalho de ontem e o de hoje, aquele trabalho que fiz com a banda e que hoje continuo a fazer sozinho. A isto, temos que adicionar o trabalho do meu empresário, o José da Silva, com quem me entendo maravilhosamente.
A verdade é que agora sou muito mais feliz e tudo me corre muito bem, tanto em França como noutros países por onde tenho passado, como Luxemburgo, Suíça, Brasil e Portugal em geral, sem esquecer a Ilha da Madeira e os Açores.
É evidente que o ter andado com a banda Canta Bahia me serviu para ganhar experiência, só que teria sido melhor se tivesse partido mais cedo. Agora o meu nível é outro, sou tratado como um verdadeiro interprete da música brasileira. Desde que funciono a solo sou muito mais feliz e, como sabe, a felicidade ajuda a fazer actuações de quilate mais elevado.

P. S: Quem faz as suas músicas?

G. B: Sou eu mesmo que faço algumas. Do meu primeiro CD são quase todas minhas, neste segundo tenho apenas três, quisemos colocar músicas de outros compositores, amigos meus lá do Brasil.

P. S: Tem notícias do seu antigo grupo?

G. B: Não e também não quero ter. Tenho me dedicado mais ao meu trabalho, não me quero preocupar com eles, isso atrairia energia negativa.

P. S: Como vê os Canta Bahia de hoje, que por cá vão tendo uma crítica pouco favorável?

G. B: Quando os críticos criticam, é porque tiveram motivos para isso. Ninguém suja a imagem do próximo por simples luxo e eles têm más criticas em todo lado. Claro que sou suspeito tocando neste assunto, mas essa banda, depois da minha saída, ninguém lhe dá mais importância. Creio que é o fim, pois onde eles passam não levam mais ninguém atrás, só estragam o trabalho dos contratantes.

P. S: Assim tanto, Guigui?

G. B: Infelizmente, esta é a verdade. Mas acho que vamos ficar por aqui. Só me resta deixar, através do Portugal Sempre, montes e montes de agradecimentos a todos pelo carinho com que me têm tratado em França, o respeito, a amizade, a fidelidade. Fico muito feliz em saber que as pessoas gostam de mim pelo que sou e pelo que faço, que é o mesmo que dizer: pelo que valho. Graças a Deus…
Quero que todos, se puderem, ouçam o mais novo CD do Guigui. Oiçam porque está lindo.
Aproveito também para deixar um grande abraço ao Sr. José da silva, que tem vindo a fazer comigo um trabalho exemplar. E também para os da Costa do Sol e para os do Mikado, um Grande abraço. Também quero agradecer aos organizadores de espectáculos que me fazem a honra de me quererem com eles. E obrigado a vocês do jornal pela oportunidade que me deram de desabafar um bocado e falar um pouco sobre o Guigui da Bahia.

Entrevista recolhida por António de Oliveira

La Harissa : Costa do Sol

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Lua-Vista

2 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

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