Arqueologia/Almodôvar : Por decifrar inscrições de lápide escrita mais antiga da Península Ibérica
1 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
O significado das inscrições na lápide funerária encontrada em Almodôvar ainda não foi decifrado pelos arqueólogos, mas a descoberta é considerada um “grande contributo” para desvendar os mistérios da Escrita do Sudoeste.
Na peça – denominada Estela Mesas de Castelinho -, encontrada no início deste mês durante a campanha arqueológica que decorre na estação com o mesmo nome, em Almodôvar, Beja, reside a maior inscrição daquele tipo de escrita até agora encontrada na Península Ibérica.
Supõe-se que a lápide tumular, característica de algumas regiões do Sul de Portugal e Espanha e encontrada praticamente intacta por uma equipa de arqueólogos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, date de há cerca de 2.500 anos atrás, altura que coincide com a primeira Idade do Ferro.
“Nós conseguimos ler os textos, o problema reside em saber o seu significado concreto”, afirmou o arqueólogo Amílcar Guerra, coordenador das escavações levadas a cabo na estação situada na freguesia de Santa Clara-a-Nova, onde foi localizada a peça.
É que apesar da área gravada ser muito extensa – ao contrário de peças achadas anteriormente, que estavam muito fragmentadas -, uma das dificuldades na descodificação do significado do texto deve-se ao facto deste ser contínuo e de não haver separadores entre as palavras.
Segundo aquele investigador, não é com este achado que se vai encontrar a solução para o problema da interpretação dos textos em si, embora a extensão das inscrições seja considerada um “grande contributo” para se poder ir “mais além”.
Amílcar Guerra falava no Museu da Escrita do Sudoeste, na vila alentejana de Almodôvar, a 24 de Setembro, durante a apresentação pública da lápide, cujas inscrições estão gravadas naquela que é considerada a mais antiga escrita da Península Ibérica.
Pensa-se que as estelas funerárias fossem colocadas nos túmulos de pessoas mais abastadas, já que na Idade do Ferro eram escassos aqueles que sabiam ler e escrever, pelo que seria necessária disponibilidade financeira para mandar fazer as inscrições, explicou o investigador.
Segundo Amílcar Guerra, a equipa de arqueólogos que se tem dedicado a desvendar os mistérios da Escrita do Sudoeste já conseguiu identificar nas inscrições gravadas em diferentes peças, cerca de uma dezena de nomes de pessoas.
A utilização deste tipo de escrita abrangeu os povos que habitaram durante a primeira Idade do Ferro as regiões do Baixo Alentejo, Algarve, Andaluzia Ocidental e Sul da Estremadura.
No museu dedicado à Escrita do Sudoeste, inaugurado há um ano em Almodôvar, estão expostas cerca de um quarto (vinte) das estelas encontradas em Portugal e uma boa parte das mais significativas, segundo o arqueólogo que lidera as escavações.
Os investigadores já conseguiram descodificar em vários exemplares uma sequência repetida com frequência, que se pensa ser uma fórmula funerária equivalente a “Aqui Jaz” ou “Aqui está Sepultado”.
Na peça encontrada há cerca de quinze dias estão presentes cerca de noventa caracteres, sendo que apenas dois ou três são difíceis de identificar, acrescenta o arqueólogo, que realça as semelhanças entre esta escrita e a Fenícia.
Jornalista afegão 11 meses detido em base americana denuncia torturas
1 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
Um jornalista afegão que esteve 11 meses detido numa base militar norte-americana em Bagram denunciou na segunda-feira 22 de Setembro que os seus captores o pontapearam, obrigaram-no a ficar descalço na neve e impediram-no de dormir durante vários dias.
Jawed Ahmad, que quando foi detido estava a trabalhar para a CTV, uma televisão canadiana, foi entregue às autoridades afegãs, informou o capitão Christian Patterson, porta-voz da coligação militar liderada pelos EUA.
Os EUA consideraram Ahmad “combatente inimigo” no início deste ano, acusando-o de manter contactos com líderes talibãs, estando na posse dos seus números de telefone e de imagens de vídeo deles, segundo uma queixa apresentada pelos advogados do jornalista num tribunal de Washington.
Ahmad revelou que, enquanto esteve preso, os interrogadores o acusaram de ser um combatente talibã que fornecia armas aos rebeldes e de ser agente do Paquistão.
“Tudo de que me acusaram não era verdade”, disse Ahmad à Associated Press, num hotel em Cabul. “Se fosse verdade, não me teriam libertado.”
Patterson disse que Ahmad foi libertado por já não ser considerado uma ameaça.
O jornalista, de 21 anos, foi detido a 26 de Outubro de 2007 numa base da NATO perto da cidade de Kandahar, no Sul do Afeganistão.
Ahmad contou que um oficial das relações públicas militares norte-americano o convidara e vir àquela base, onde ficou detido no aquartelamento dos EUA.
Ahmad acusou ter sido pontapeado, terem-lhe batido com a cabeça numa mesa e ficado nove dias consecutivos sem dormir, durante a sua detenção em Kandahar.
Segundo disse, os militares norte-americanos ameaçaram-no de que o mandariam para Guantánamo durante anos. Raparam-lhe o cabelo, vestiram-no com o fato prisional cor-de-laranja e transportaram-no de avião para a base principal dos EUA em Bagram.
Ahmad disse que os soldados o obrigaram a ficar seis horas descalço na neve, tendo desmaiado duas vezes e forçado a pôr-se de novo de pé.
A capitã Kymberley Juradl, porta-voz militar dos EUA, disse que Ahmad teve acesso ao tratamento médico de rotina quando esteve em Bagram, onde se encontrou com o Comité Internacional da Cruz Vermelha e que nunca apresentou queixas de ter sido maltratado.
“Levamos essas alegações a sério e o nosso pessoal está treinado para respeitar toda a gente e não maltratamos as pessoas dessa maneira”, disse.
Ahmad trabalhou como tradutor para as forças especiais dos EUA durante dois anos e meio, a partir de 2002 e deixou esse trabalho após ter sido ferido pela segunda vez num ataque talibã.
O jornalista afegão admitiu sem dificuldade ter tido contactos com combatentes talibãs.
“Como jornalistas, temos o direito de falar com qualquer organização. Somos os olhos do mundo”, disse. “Sim, falei com os talibãs como qualquer outro repórter. Viajei com eles. Fiz reportagens sobre eles. Não são meus tios nem irmãos, são talibãs. Falei com eles tal como falei com a NATO. Se só ouvirmos uma parte, somos inúteis.”
Bin Laden é poeta e vai ser publicado nos EUA
1 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
O líder da organização terrorista Al Qaeda é poeta. A descoberta foi feita por um investigador norte-americano - professor de literatura árabe - que vai publicar os seus trabalhos nos Estados Unidos.
Bin Laden “é um poeta habilidoso, com boas rimas e métrica, descreveu ao Tiomes Online Flagg Miller, professor de literatura árabe na Universidade da Califórnia.
O docente descobriu que o líder da Al Qaeda recitava poesias em festas e vai publicar algumas dissertações .
As leituras dos poemas, gravadas em cassetes, durante festas que decorreram nos anos 90, foram recuperadas no Afeganistão depois dos ataques de 11 de Setembro.
Miller terá ouvido as fitas pela primeira vez há quatro anos, quando estavam a ser analisadas pelo FBI, disse o docente ao Times Online. O ‘poeta da guerra’, como se retrata, costuma usar montanhas como metáfora.
O investigador afirmou que estas gravações mostram Bin Laden como um poeta que defendia uma “teologia radical” e escrevia versos com base numa tradição poética de guerra, com o intuito de despertar o interesse dos jovens.
Bin Laden moldava suas palavras “para incitar a juventude insatisfeita a fugir das suas casas e das suas aldeias”, acrescentou Miller ao jornal.
O docente pretende escrever um livro de análise à poesia de Bin Laden e do seu papel na jihad. Enquanto isso, as cassetes serão restauradas e colocadas à disposição de académicos em 2010, refere o diário.
Ainda segundo o Times Online, outros especialistas em cultura árabe, não terão gostado da divulgação das cassetes, alegando que Bin Laden é “uma desgraça para a cultura árabe”.
Obama considera “escandaloso” o discurso de Ahmadinejad na ONU
1 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
O candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, em campanha eleitoral em Clearwater, na Florida, considerou “escandaloso” o discurso proferido na Assembleia Geral da ONU pelo Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad.
“Condeno firmemente os comentários escandalosos do Presidente Ahmadinejad nas Nações Unidas e estou decepcionado que tenha beneficiado de uma tribuna para exprimir o seu ódio e as suas posições anti-semitas”, afirmou Obama em comunicado.
“A ameaça colocada pelo programa nuclear iraniano é grave”, acrescentou Obama. “É já tempo de os americanos se unirem em torno da convicção de que são necessárias fortes sanções para aumentar a pressão sobre o regime iraniano.”
Obama convidou ainda o seu rival John McCain a depositarem no Senado um texto comum com a finalidade de aumentar a pressão sobre o regime de Teerão, permitindo aos Estados Unidos e às sociedades privadas norte-americanas “romper com as empresas que façam negócios com o Irão”.
“A segurança do nosso aliado Israel é demasiado importante para nos permitir fazer jogos partidários”, declarou Obama.
ONU: Ahmadinejad reage com polegares para baixo a discurso de Bush
1 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
Nova Iorque, Nações Unidas, 24 Set (Lusa) - O Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, reagiu na terça-feira 23 de Setembro com os polegares para baixo à denúncia feita por George W. Bush, na Assembleia Geral das Nações Unidas, de que o Irão é o patrocinador do terrorismo mundial.
O líder iraniano ainda concedeu dez segundos de aplauso de cortesia ao discurso de despedida internacional do Presidente norte-americano, onde este pediu aos líderes mundiais “uma inequívoca posição moral” contra os atentados suicidas, a tomada de reféns e outras tácticas de terror.
Diferentemente de Ahmadinejad, os representantes norte-americanos e israelitas abandonaram a sala quando o líder iraniano usou da palavra.
Tirando partido das circunstâncias difíceis em que George Bush se viu obrigado a enfrentar aquele fórum mundial, onde produziu um discurso defensivo e autojustificativo, segundo os observadores, Ahmadinejad disse à Assembleia Geral da ONU que “o império americano” está à beira do colapso, pelo que deve pôr termo ao seu envolvimento militar noutros países.
O Presidente iraniano declarou que o terrorismo está a alastrar-se rapidamente no Afeganistão enquanto “os ocupantes” ainda se mantêm no Iraque, seis anos depois de Saddam Husein ter sido derrubado.
“O império americano no mundo está a chegar ao fim da estrada e os seus próximos líderes devem confinar a sua intervenção às suas fronteiras”, disse.
Por outro lado, Ahmadinejad rejeitou as acusações de organizações internacionais de que no seu país se respeitam menos os direitos desde que há três anos chegou à presidência, garantindo que, no Irão, “as pessoas podem dizer o que quiserem”, porque se respeita a liberdade e é o povo quem tem o poder.
“Nunca me disseram que alguém foi preso por criticar o Presidente”, disse.
No que diz respeito à energia nuclear, Ahmadinejad reafirmou que o Irão “resistirá à intimidação e continuará a defender os seus direitos” de acesso ao nuclear civil.
Brasil : Índios guarani ocupam área nobre em Niterói e geram polémica
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário

Índios de origem guarani que ocupam área nobre em Niterói e geram polémica ao reivindicarem a restinga como terra indígena.
A restinga de Camboinhas, uma das regiões mais valorizadas de Niterói, a 50 quilómetros do Rio de Janeiro, é actualmente palco de uma grande polémica entre indígenas de origem guarani e órgãos públicos e moradores da área.
De um lado, os 38 índios que estão a ocupar há dois meses a restinga reivindicam o reconhecimento da área de 180 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol, como reserva indígena e de preservação ambiental.
De outro, os moradores reclamam contra a invasão da terra da União e alegam que os indígenas estão a destruir uma área de reserva ambiental.
“Neste sítio, temos dois sambaquis e três cemitérios indígenas”, diz o índio guarani Arão da Providência, que é membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Sambaquis é o nome dado a sítios pré-históricos formados pela acumulação de conchas e moluscos, ossos humanos e de animais, comuns no litoral brasileiro.
“Ainda não foi comprovada a existência de sambaquis no local. E de cemitério, ali não tem nada. Que eles ocupem uma área de reserva indígena realmente”, replicou a advogada da Sociedade Pró-Preservação Urbanística e Ecológica de Camboinhas (Soprecam), Adriana Alves da Cunha.
As dez famílias de origem guarani deixaram a aldeia Paratimirim, em Paraty, a 260 quilómetros ao sul do Rio de Janeiro, fugindo de dificuldades financeiras, e chegaram a Camboinhas em Março .
Segundo os indíos, o superpovoamento é um dos maiores problemas da reserva de Paratimirim, onde vive uma população de 600 indígenas em apenas 60 hectares de terra. Em Camboinhas, região valorizada de praias oceânicas em Niterói, as famílias guarani construíram cinco ocas de palha na restinga entre o mar e a lagoa de Itaipu.
Numa delas funciona uma escola, onde as crianças aprendem guarani, português e matemática.
Os índios insistem que “a duna de Itaipu é o maior cemitério indígena do Brasil”.
“Aqui estão enterrados os mortos do massacre dos tupinambás pelos portugueses, em 1568. Temos séculos de história aqui, onde ainda é possível encontrar ossos manchados de sangue”, salientou o advogado e índio guarani Arão da Providência.
A advogada da Soprecam, por seu turno, diz que a ocupação da restinga “é um absurdo”.
“Com a instalação dos índios, está a haver um impacto ambiental enorme. Por isso, a gente quer que eles saiam daqui para recuperar a área. Não temos nada contra os índios, mas a área é uma reserva ambiental e estamos lutando pela preservação apenas”, contrapôs Adriana Cunha.
Alguns moradores destacam o facto de os índios serem aculturados - têm carros, computadores portáteis e telemóveis.
Os índios rebatem, contudo, que a tecnologia não foi feita para um grupo específico.
“O uso de tecnologia não descarta as raízes culturais”, afirma o antropólogo Tonico Benites, membro da etnia guarani-kaioá, que apoia a causa dos guarani em Camboinhas.
O Ministério Público Federal (MPF) recebeu, em meados de Abril, um ofício da Sociedade Pró-Preservação Urbanística e Ecológica de Camboinhas a denunciar a ocupação da restinga.
O MPF informou que já abriu procedimento para investigar a denúncia da Soprecam e que uma arqueóloga está a preparar um relatório sobre a presença indígena na região.
Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), no Brasil há 460 mil indígenas de mais de 200 etnias, o que representa apenas 0,25 por cento do total da população brasileira.
Os índios guarani somam aproximadamente cinco mil pessoas e suas actividades económicas são a pesca e a confecção de artesanato.
A polémica em Camboinhas coincide com o debate nas três instâncias de poder no Brasil - Executivo, Legislativo e Judiciário - e na sociedade brasileira sobre a demarcação de terras indígenas, nomeadamente a da reserva Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima, região amazónica, onde há graves conflitos entre índios e fazendeiros.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar nos próximos 60 dias a acção que contesta a homologação desta reserva, em 2005, numa área contínua de 1,7 milhões de hectares.
China : Funcionários despedidos por não cumprirem obrigações públicas depois do sismo
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
Três funcionários governamentais numa das povoações devastadas pelo sismo de Sichuan foram despedidos, de acordo com um dos primeiros relatórios de punições aplicadas pelo não cumprimento das obrigações pós-sismo, informou a imprensa estatal chinesa.
Segundo a agência Nova China, dois funcionários municipais da cidade de Dujiangyan estavam ausentes do seu posto, e um deles optou por tomar conta do seu negócio (um supermercado) em vez de participar nas operações de busca de sobreviventes do sismo que atingiu o sudoeste do país na segunda-feira, dia 12.
Os funcionários “estavam ausentes durante as operações de recuperação do sismo depois das repetidas ordens da administração a chamá-los de regresso às suas funções, o que causou uma má influência social”, apontou o relatório que cita o gabinete disciplinar da cidade.
Li Shu, um oficial do Gabinete de Arquivo de Dujiangyan e Liu Dingxiang, secretário do comité do Partido Comunista da vila de Tuanjie, foram despedidos por não cumprirem as suas obrigações públicas numa altura em que todos os funcionários governamentais foram mobilizados para as acções de recuperação depois do sismo.
“Em vez de atender às vítimas do sismo, Liu continuou a gerir o seu próprio supermercado depois do desastre”, acrescentava a nota oficial citada pela Nova China.
Ao mesmo tempo, Xiao Rong, delegado do Gabinete de Assuntos Civis de Dujiangyan, foi despedido por fazer uma contagem errada do número de vítimas do terramoto, referiu a Nova China, sem dar outros pormenores.
Segundo as autoridades locais, o balanço de vítimas de Dujiangyan, uma cidade próxima do epicentro do sismo que atingiu a província de Sichuan na segunda-feira, dia 12, foi de mais de 3.060 mortos e pelo menos 3.200 feridos.
O sismo com uma magnitude de 8 na escala de Richter, matou cerca de 50 mil pessoas no sudoeste do país, na província de Sichuan e nas regiões vizinhas.
O despedimento dos três funcionários públicos de Dujiangyan contrasta com o destaque que a imprensa estatal chinesa tem dado nas notícias sobre a forte onda de solidariedade que o sismo de Sichuan desencadeou, mobilizando pessoas de todo o país para ajudar as vítimas da tragédia.
Dois chineses de Chongqing foram presos por difundirem imagens e dados falsos acerca do sismo na internet.
O governo chinês advertiu que os autores de notícias que lançassem falsos rumores acerca do sismo seriam castigados.
Por cada pessoa que inicia tratamento, quatro a seis contraem o vírus
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
Por cada pessoa em África com HIV/SIDA que inicia um tratamento anti-viral entre quatro a seis outras infectam-se com o vírus, indica um relatório do Banco Mundial, que anunciou uma nova estratégia para combater a epidemia.
O documento, intitulado “Sida em África: Plano de Acção 2007-2011″, refere que o HIV/SIDA vai continuar a ser um desafio económico, social e humano “sem precedentes num futuro previsível” e lembra que a África subsaariana continua a ser “o epicentro global da doença”.
No relatório é referido que cerca de 22,5 milhões de africanos são doentes seropositivos e que o HIV/SIDA foi responsável por mais “de 20% das mortes registadas na África em 2000″.
O Banco Mundial estima ainda que 11,4 milhões de crianças e menores tenham perdido um dos seus pais, destacando que “90% das crianças seropositivas no continente vivem na região da África subsaariana”.
O relatório apela aos países africanos para continuarem a desenvolver “esforços de prevenção para atrasar e inverter a taxa de novas infecções com o vírus”, sublinhando que a doença constitui a “principal causa de morte prematura no continente, especialmente entre jovens e mulheres”.
Dados de 2007 do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/SIDA (UNAIDS), citados no estudo, indicam que a doença é “predominantemente feminina”, uma vez que 61% das pessoas infectadas são mulheres.
“Mais de 60% das pessoas com HIV em África são mulheres, sendo as jovens do sexo feminino, com idades compreendidas entre 15 e 25 anos, seis vezes mais susceptíveis de contrair a doença do que os jovens do sexo masculino, na mesma faixa etária”, refere o documento.
O Banco Mundial lamenta também no seu relatório que apenas “pouco mais de um quarto dos doentes infectados em África que necessitam de tratamento estejam a ser tratados”.
Mais de 15.000 moçambicanos regressaram a Moçambique fugindo de xenofobia
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
Mais de 15.000 moçambicanos regressaram ao país de origem durante a penúltima semana de Maio, fugindo da violência xenófoba na África do Sul, segundo responsáveis da emigração, citados pelo diário moçambicano Notícias.
O jornal adianta que pelo menos 15.300 moçambicanos regressaram a Moçambique durante a semana citada, tendo mais de 20 morrido na sequência de actos de violência xenófoba, em menos de sete dias.
Desde 11 de Maio, início das acções de violência, pelo menos 42 pessoas foram mortas na África do Sul em ataques contra imigrantes africanos, incluindo moçambicanos e zimbabueanos, mas também pessoas oriundas de uma grande variedade de países como o Malaui, República Democrática do Congo, Burundi, Ruanda, Somália e Etiópia.
A perseguição contra estrangeiros começou na maior cidade do país, Joanesburgo, e zonas próximas, onde ocorreram os episódios mais violentos.
Mas os ataques xenófobos estenderam-se à Cidade do Cabo (capital legislativa da África do Sul) e arredores quinta-feira à noite, depois de ter sido também registada violência do mesmo tipo nas províncias de Kwazulu-Natal Mpumalanga e Limpopo, na fronteira com Moçambique.
O ministro dos Negócios Estrangeiros moçambicano, Oldemiro Baloi afirmou sexta-feira que, face à situação de violência que se regista na África do Sul, governos de países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) cujos cidadãos são alvo de actos xenófobos pediram uma reunião com as autoridades sul-africanas. O diário Notícias cita Oldemiro Baloi, segundo o qual os embaixadores da SADC, na África do Sul, enviaram uma carta ao Governo sul-africano na qual manifestaram a sua preocupação, ao mesmo tempo que encorajam o Executivo a ser mais activo na procura de uma solução para o problema.
Comissão Europeia propõe estratégia para forçar a queda do preço de bens alimentares
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
A Comissão Europeia propôs para discussão em Conselho Europeu, em Junho, uma estratégia contra o aumento dos bens alimentares, que inclui o fim do pousio nos campos de cereais e o aumento progressivo das quotas de produção de leite.
“A União Europeia reagiu com celeridade ao aumento repentino dos preços dos produtos alimentares. Estamos a ser confrontados com um problema com múltiplas causas e numerosas consequências. Por conseguinte, temos de agir simultaneamente em várias frentes para o solucionar”, afirmou o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso.







