Social: Cartão permite às Familias Numerosas portugueses ter descontos no estrangeiro
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário

António Pinto e Madalena Pinto junto dos seus dez filhos em sua casa em Oeiras
Quando viajarem para outros países da Europa, as famílias numerosas portuguesas vão poder usufruir dos direitos adquiridos pelos locais graças à criação do Cartão Europeu aprovado na Assembleia-Geral da Confederação Europeia das Famílias Numerosas.
O presidente da Associação Nacional de Famílias Numerosas (ANFM), Fernando Castro, sublinhA a importância deste cartão, que vai permitir descontos em espaços culturais e de lazer, mas também mais utilitários.
Em Portugal, algumas entidades já celebraram acordos com a ANFN no sentido de ter preços especiais para as famílias numerosas.
“Há também muitas autarquias interessadas em ajudar estas famílias. São dezenas as que já têm a tarifa familiar da água”, lembrou Fernando Castro, aplaudindo os municípios que têm levado a cabo acções que discriminam positivamente.
O Cartão de Família Numerosa é outro dos produtos autárquicos, que tem vindo a ter cada vez mais aderentes: o último em data a aderir foi o Município da Póvoa do Lanhoso.
“Este cartão é a cereja em cima do bolo. Além das tarifas de água dá outros descontos, como por exemplo nos transportes, piscinas municipais ou actividades de tempos livres”, sublinhou, lembrando que também já existem empresas, como hipermercados, que fazem descontos especiais às famílias numerosas.
Póvoa do Lanhoso “vem juntar-se a dezenas de outras que já perceberam que só terão futuro se apoiarem fortemente as famílias com três ou mais filhos, conforme é desejo de mais de 60 por cento das mulheres em idade fértil”, lembrou Fernando Castro, referindo-se ao estudo divulgado este mês.
No top do ranking das Autarquias Familiarmente Responsáveis aparecem as Câmaras de Vila Real, Coimbra, Tavira, Funchal e Angra do Heroísmo.
Cerca de dois milhões de portugueses pertencem a famílias numerosas, que assim representam 20 por cento da população portuguesa e “26 por cento dos jovens e crianças”, mas são também o grupo com maior incidência de pobreza.
“É bom que o país acorde para esta realidade: se não existirem famílias numerosas, o país não tem futuro”, sublinhou o presidente da ANFN, lembrando que é também neste grupo “que há maior incidência de pobreza”: “Enquanto a média nacional é de 13 por cento, nas famílias numerosas atinge os 47 por cento”.
Vila Pouca de Aguiar: Câmara cria área de reserva de granitos na Falperra
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
A Câmara de Vila Pouca de Aguiar anunciou a criação oficial da área de reserva para granitos na Serra da Falperra, onde estão centralizadas cerca de 50 pedreiras que empregam várias centenas de trabalhadores.
A área de reserva da Falperra possui 1.700 hectares espalhados pelos concelhos de Vila Pouca de Aguiar, Vila Real e Sabrosa.
Segundo fonte da autarquia, a criação da área de reserva para exploração de recursos geológicos, na Serra da Falperra, do granito amarelo real foi oficializada no decreto regulamentar nº 6 de 2009, publicado no Diário da República.
Para a conclusão desta iniciativa, inserida no projecto “Vila Pouca de Aguiar - Capital do Granito”, foi necessário proceder à desafectação de área da Reserva Ecológica Nacional (REN), na zona envolvente às pedreiras.
A criação desta área vai permitir, segundo a fonte, o licenciamento de explorações na área delimitada e a recuperação de todas as áreas da zona cativa, e actividade ou estado de abandono.
O concelho passa a ter duas áreas de reserva, a de Falperra e a de Pedras Salgadas.
O presidente social-democrata da autarquia de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias, salientou a prioridade dada pelo executivo ao ordenamento do sector do granito com o “objectivo de assegurar e até reforçar os postos de trabalho existentes e em sintonia com a preservação ambiental da zona envolvente”.
Domingos Ribeiro, responsável pela Associação dos Industriais do Granito, destacou as “regras impostas” com a criação desta área, o que considerou ser uma forma de “proteger os recursos geológicos que existem na região”.
Vila Pouca de Aguiar contabiliza uma produção anual de granito de cerca de 30 milhões de euros, envolvendo mais de 2000 postos de trabalho.
Açores/Ponta Delgada: Procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres leva milhares para as ruas
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Ruas decoradas com tapetes de flores e varandas enfeitadas com colchas receberam, em Ponta Delgada, Açores, a procissão com a imagem do Senhor Santo Cristo, cumprindo uma tradição religiosa que se repete desde 1700.
A procissão, que percorre demoradamente as ruas do centro de Ponta Delgada, constitui o ponto alto daquela que é a maior festa religiosa da ilha de S. Miguel.
O culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres assumiu maior dimensão, a partir de 1700, quando se realizou a primeira procissão, que pretendia pedir a protecção divina para a sucessão de sismos que estava a afectar a ilha naquela altura.
A partir dessa data, todos os anos a imagem do Senhor Santo Cristo, que tem mais de 400 anos, desfila pelas ruas de Ponta Delgada, atraindo pessoas de todas as ilhas, mas também muitos emigrantes açorianos que aproveitam a ocasião para se deslocarem ao arquipélago.
A imagem do Senhor Santo Cristo sai do Santuário da Esperança num cortejo que vai ganhando uma dimensão crescente, à medida que vão entrando as pessoas, depois da passagem do andor.
Milhares de fiéis incorporam-se nesta ‘caminhada de fé’, que percorre as principais ruas da cidade, passando, como manda a tradição, pelos vários conventos existentes em Ponta Delgada, alguns já desactivados.
Quando passa a imagem do ‘Ecce Homo’, guardada durante o ano pelas irmãs da congregação de Maria Imaculada, os sinos destes conventos repicam, em sinal de homenagem.
Num percurso que se prolonga por mais de quatro horas, uma multidão de homens, mulheres e muitos jovens seguem, em silêncio, o andor com a imagem, que é transportado em ombros por vários membros da Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
No cortejo participam também o bispo dos Açores, D. António de Sousa Braga, e o bispo resignatário, D. Aurélio Granada Escudeiro, além de autoridades civis do arquipélago.
A procissão contou ainda com 15 bandas filarmónicas.
Pagadores de promessas cumprem de joelhos volta ao Campo de S. Francisco
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
A expressão de dor na cara deixa evidente o esforço que fazem os ‘pagadores de promessas’, em volta do Campo de S. Francisco por ocasião das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Centenas de pessoas aproveitam este dia para cumprir promessas, algumas das quais, na sua maioria mulheres, fazem o percurso de joelhos no empedrado da rua.
Esta é uma tradição de fé que se repete todos os anos no sábado que antecede o principal dia da maior festa religiosa da ilha de S. Miguel.
O pagamento de promessas tem início logo ao nascer do Sol e prolonga-se até meio da tarde, quando começa a procissão da Mudança da Imagem, do Convento da Esperança para o Santuário.
Sem qualquer protecção para os joelhos, os fiéis acabam o pagamento das promessas com feridas abertas, pelo que se dirigem ao Posto de Saúde, a algumas dezenas de metros de distância.
Neste local, voluntários da Cruz Vermelha limpam e desinfectam as feridas nos joelhos e nos pés, originadas pelo pagamento das promessas.
“Estamos aqui para dar os primeiros socorros”, afirmou Maria Amélia Torres, que coordena o serviço, em declarações à Lusa.
Todos os anos, são ali atendidas, em média, mais de uma centena e meia de pessoas que pagaram as suas promessas cumprindo de joelhos a volta ao Campo de S. Francisco.
Normalmente, não surgem casos graves, são todos “simples de resolver”, mas quando aparece uma situação mais complicada, as pessoas são “dirigidas para o hospital, onde há outras condições de atendimento”.
Quase todas as mulheres que cumprem a sua promessa de joelhos estão acompanhadas, pelo marido, por filhos ou por amigas, que caminham a pé ao seu lado e ajudam nos momentos de descanso, mas há algumas que o fazem sozinhas.
Juntamente com estas mulheres, em redor do Campo de S. Francisco caminham também centenas de pessoas, por vezes em grupos de famílias inteiras, que cumprem o percurso a pé, cada um com um círio na mão.
“As pessoas oferecem círios para que o Senhor [Santo Cristo] faça o seu milagre”, salientou Durval Caetano, responsável pela venda destas enormes velas.
Os preços variam entre um e 25 euros, sendo os de cinco euros os mais comprados, com dimensões que variam entre 1,60 e 1,80 metros.
“Não sei quantos círios vendemos nesta altura, mas são muitas toneladas”, afirmou Durval Caetano.
No final do cumprimento da promessa, os círios são colocados em grandes caixas junto à entrada da Igreja de Nossa Senhora da Esperança, para depois serem queimados.
Os pagadores de promessas entram depois na igreja para rezar junto da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, onde, nestes dias, estão sempre largas centenas de pessoas em oração.
Tourada: Nasceram quinze novos grupos de forcados nos últimos oito anos
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Os grupos de forcados, que protagonizam a “pega” característica da corrida de touros à portuguesa, têm vindo a ganhar adeptos, com a Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF) a contabilizar a formação de mais quinze grupos desde 2001.
Quando a ANGF foi criada, em 2001, existiam 35 grupos de forcados, um número que subiu para 45 em oito anos.
Contando com os grupos que entretanto ficaram sem actividade, foram formados quinze novos grupos de forcados, de acordo com o presidente da ANGF, José Potier.
O grupo de forcados do Clube Taurino Alenquerense é uma dessas formações recentes.
Foi criado em simultâneo com o clube, que retomou a organização de corridas e as largadas de touros nas ruas de Alenquer, que tinham deixado de se realizar no final da década de 1980.
“Éramos um grupo de amigos, rapazes aficionados, entre os 16 e 22 anos. Nunca tinha surgido a oportunidade de pegar touros, decidimos começar um grupo”, conta o cabo do grupo de forcados, Jorge Vicente.
Começaram por ser vinte, hoje são mais de trinta, na época passada fizeram 13 corridas, a maioria em praças fixas, e já pisaram a primeira arena do País.
“Nunca um grupo tão novo tinha ido ao Campo Pequeno”, assegura.
O início foi “muito difícil” porque nenhum dos elementos tinha experiência e contaram com a ajuda da antiga “glória” dos forcados de Vila Franca de Xira Rogério Antunes.
“Em Vila Franca ou em Santarém é mais fácil. Quem quer ser forcado junta-se a um grupo com uma grande experiência”, explicou.
“Eu vou para a cara de um touro e o que está atrás de mim tem tanta experiência como eu”, sublinhou.
Jorge Vicente garante que não são “mais homens por pegarem touros” e reclama para o grupo um “espírito de coesão muito forte” e um comportamento civilizado, dentro e fora da praça.
O cabo é o primeiro a falar de certo espírito arruaceiro por parte de alguns forcados, mas demarca-se dessas atitudes.
“Alguns grupos têm mau comportamento fora da praça. Nós somos um grupo de rapazinhos porreiros. Não gostámos de armar barafunda”, garante.
Guimarães Capital Europeia da Cultura em 2012 Cidade Berço é a terceira cidade portuguesa a ostentar o título
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Guimarães foi oficialmente designada em Bruxelas capital europeia da Cultura em 2012, em conjunto com a cidade eslovena de Maribor, será a terceira cidade portuguesa a ostentar o “título” desde a sua criação, depois de Lisboa e Porto.
Proposta pela Grécia e aprovada pelo Conselho em 1985, a designação “Capital europeia da Cultura”, lançada com o objectivo de contribuir para a aproximação entre os povos europeus, já foi ostentada por 38 cidades, entre as quais Lisboa, em 1994, e Porto, em 2001, neste caso em conjunto com a cidade holandesa de Roterdão.
Entre 1985 e 1999 o “título” foi atribuído a uma só cidade, mas tal alterou-se em 2000, ano em que a designação foi partilhada por nada menos que nove cidades, e desde então são vários os casos de partilha, tal como sucede este ano com Linz (Áustria) e Vilnius (Lituânia) e ocorrerá em 2012 com Guimarães e Maribor.
Cidades que ostentaram a designação de Capital Europeia da Cultura
1985: Atenas (Gr)
1986: Florença (It)
1987: Amesterdão (Ho)
1988: Berlim (Al)
1989: Paris (Fr)
1990: Glasgow (Esc)
1991: Dublin (Irl)
1992: Madrid (Esp)
1993: Antuérpia (Bél)
1994: LISBOA
1995: Cidade do Luxemburgo
1996: Copenhaga (Din)
1997: Thessaloniki (Gr)
1998: Estocolmo (Suécia)
1999: Weimar (Al)
2000: Avignon (Fr), Bergen (Nor), Bolonha (It), Bruxelas (Bél), Helsínquia (Fin), Cracóvia (Pol), Reiquejavique (Isl), Praga (R Checa) e S. de Compostela (Esp)
2001: PORTO e Roterdão
2002: Bruges (Bé) Salamanca Esp
2003: Graz (Áustria)
2004: Génova (It) e Lille (Fr)
2005: Cork (Irl)
2006: Patras (Gr)
2007: Cidade do Luxemburgo (Lux)
e Sibiu (Rom)
2008: Liverpool (Ing) e Stavanger (Nor)
2009: Linz (Áus) e Vilnius (Lit)
Já designadas para os próximos anos:
2010: Essen (Al), Pécs (Hun) e Istambul (Tur)
2011: Turku (Fin) e Tallin (Est)
2012: GUIMARÃES e Maribor (Esl)
2013: Marselha (Fr) e Kosice (Esl)
Escultura: Projecto de museu único na Europa em Évora ameaçado
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Dois coleccionadores de arte espanhóis propuseram ao Município de Évora a construção na cidade de um museu de escultura contemporânea, único na Europa, com a sua colecção mas cansados de esperar, há dois anos, por um compromisso firme, admitem desistir em Junho do local.
A Câmara Municipal de Évora, apesar de acolher a iniciativa, alega falta de verbas para, por si própria, custear a transferência da colecção e a obra, que, reconhece, beneficiaria turística e culturalmente a cidade Património da Humanidade.
Natural de Évora, o presidente da Galp Energia, Murteira Nabo, que apoia a título pessoal tão “grande projecto para o País”, salienta, por sua vez, que o estudo de viabilidade financeira do museu e de avaliação da colecção está concluído, ainda que há um mês, para que possa agora ser negociado um acordo com os proprietários das 250 esculturas.
Nem autarquia nem coleccionadores ou Murteira Nabo revelaram valores da cedência das obras de arte para o Município de Évora e da construção do museu, próximo do centro histórico da cidade.
A ideia do Museu de Escultura Figurativa Internacional Contemporânea (MEFIC) em Évora começou a germinar depois de Eva Hernández Calderón e Antonio López Giménez se terem deslocado, quase acidentalmente, à cidade e seus arredores para ver umas quintas, em finais de 2006.
Os dois são donos de uma colecção de 250 esculturas figurativas e realistas de finais do século XX e do século XXI de artistas de 22 países, incluindo Portugal, que foi iniciada na década de 80. Uma “autêntica aventura”, dizem.
Eva Hernández Calderón e Antonio López Giménez, que também são proprietários de uma empresa de promoção de exposições e eventos culturais, lançaram a proposta do MEFIC ao presidente da Câmara de Évora, José Ernesto d’Oliveira, que “se entusiasmou com a ideia de fazer um grande museu” na cidade com a colecção de ambos.
“Começaram os contactos e as conversações para tornar realidade o projecto”, recordou Eva Hernández Calderón, sublinhando que, “depois de dois anos de negociações, (…) chegou o momento de dar o passo definitivo”.
“Depois de dois anos de conversações, viagens, estudos, relatórios, encontros e mais encontros, estamos à espera de uma resposta definitiva. Esperamos até Junho. A partir daí, a colecção será oferecida a outras cidades e Évora perderá a sua oportunidade”, reforçou, adiantando que, em Espanha, “há muitas cidades interessadas” no museu, desde Múrcia, onde está armazenada grande parte da colecção, até Cuenca.
O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto d’Oliveira, confirma as conversações mas aponta a falta de dinheiro do Município para abraçar, sozinho, a instalação de um museu “único, com uma colecção de arte figurativa hiper-realista valiosa em termos mundiais”, que traria “muita gente” a Évora, cidade Património da Humanidade situada no “Eixo Lisboa-Madrid” e já visitada anualmente por “mais de meio milhão” de turistas.
“Temos interesse que a colecção venha para a cidade mas trata-se de encargos muito grandes, significativos, superiores ao que a Câmara pode suportar”, advogou, frisando que o município necessita de um “grupo alargado de parceiros públicos e privados que perceba a importância do projecto e se associe a ele”.
Viseu: 19 anos de prisão para mulher que mandou matar o marido
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O Tribunal de Viseu condenou a 19 anos de prisão uma mulher que mandou matar o marido em Fevereiro de 2008, numa quinta perto de Viseu, e a 17 anos o autor dos disparos.
Os co-autores do crime de homicídio qualificado, Maria Solange Carvalho e António Francisco, tiveram ainda um cúmplice, José Costa, que foi condenado a seis anos de prisão.
Esta decisão coube pela primeira vez em Viseu a um tribunal de júri, que tinha sido pedido pelo advogado de Maria Solange.
O colectivo considerou que se trataram de factos “de uma gravidade extrema”, até porque a vítima, António Leitão, de 60 anos, foi surpreendida na noite de 04 de Fevereiro com dois tiros pelas costas, disparados de uma janela do andar superior da casa da quinta onde era feitor.
Segundo o acórdão, a mulher decidiu matar o marido “na sequência da ruptura conjugal” e por estar convencida “de uma possível gravidez” da nova companheira de António Leitão, que levaria a que tivesse de dividir “o património resultante de anos de trabalho”.
“Embora não tivesse colocado a mão no gatilho, manteve-se ao lado do executor sem que a sua vontade fraquejasse”, aguardando durante uma hora a chegada do marido à quinta, leu a juíza.
“Foi uma conduta determinada, persistente e de grande insensibilidade”, referiu, acrescentando que o facto de a vítima ser seu marido e pai dos seus dois filhos não a impediu de avançar.
O tribunal considerou que também o executor, António Francisco, agiu de “modo reflectido”, embora durante o julgamento tivesse alegado que “estava com os copos”, por ter estado a beber na casa de Maria Solange.
Quanto a José Costa foi apenas considerado cúmplice, por ter disponibilizado uma caçadeira e dois cartuchos no local que Maria Solange lhe indicou.
No entanto, a convicção do tribunal é de que a sua colaboração no crime foi “prescindível e acessória” e que o homicídio aconteceria mesmo sem ela.
O advogado de Maria Solange, Rui Neves Oliveira, já anunciou que vai recorrer da pena, que considerou “pesadíssima”.
Na sua opinião, houve “muita coisa que não se provou e foi dada como provada” e a sua cliente deveria ter sido considerada apenas cúmplice de António Francisco.
Rui Neves Oliveira disse, no entanto, não estar arrependido de ter pedido um colectivo com jurados, que “têm uma visão leiga do assunto”, enquanto um “juiz de carreira está mergulhado em muitas sentenças que já deu”.
“A qualificação dos crimes é que não está correcta, mas essa é feita pelos juízes de carreira”, acrescentou.
Pedófilo britânico que estava no Algarve “suspeito” no caso Madeleine
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Um pedófilo britânico é considerado “suspeito” pelo desaparecimento de Madeleine McCann pois encontrava-se no Algarve na mesma altura, noticia a imprensa britânica.
Raymond Hewlett, de 64 anos, estava alegadamente a viver em Tavira, a cerca de uma hora da Praia da Luz, em Maio de 2007, data do desaparecimento da criança inglesa, quando passava férias com a família.
O ex-soldado, relata, o Daily Mail, tem um passado conhecido de ataques a meninas que remonta a 1972, quando foi condenado por abusos a uma rapariga de 12 anos.
De acordo com o diário The Sun, Raymond Hewlett foi interrogado pela polícia portuguesa mas forneceu um álibi que o ilibou de suspeitas.
O porta-voz da família McCann, Clarence Mitchell, admitiu à Sky News que o homem “interessa à investigação” que os pais estão a financiar para encontrar a filha mas recusou adiantar pormenores sobre as acções em curso.
Da equipa de investigadores privados fazem parte dois antigos polícias britânicos actualmente aposentados, Dave Edgar e Arthur Cowley, que se encontram a analisar o caso arquivado pela Polícia Judiciária portuguesa.
Os detectives ingleses já tinham divulgado um retrato desenhado de um “suspeito” que teria, de acordo com testemunhos, rondado durante dias a área do complexo turístico onde estavam os McCann.
Clarence Mitchell declarou há dias que a entrevista que os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, concederam à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, bem como o documentário que fez uma reconstituição do desaparecimento transmitido na televisão para marcar o segundo aniversário, resultaram em novos testemunhos.
Recentemente, a família avançou com um processo de difamação contra o ex-inspector da PJ responsável pela investigação ao desaparecimento, Gonçalo Amaral, por “contínuas e grosseiras afirmações”.
Gonçalo Amaral publicou em 2008 um livro, intitulado “Maddie - A verdade da mentira”, onde alega que a criança, então com três anos, morreu no apartamento onde a família estava instalada e lança a suspeita de que os pais terão participado na ocultação do cadáver.
Os pais foram constituídos arguidos em Setembro de 2007 mas ilibados em Julho de 2008 por falta de provas para apoiar a hipótese, privilegiada pelo inquérito, de morte acidental da menina.
Também o outro arguido no processo, Robert Murat, foi ilibado do caso na mesma altura.
A família manteve desde o início a posição de que Madeleine foi raptada. Até hoje, as autoridades não conseguiram saber o que realmente aconteceu, tendo o Ministério Público arquivado o caso, que pode ser reaberto se surgirem novos dados sobre o desaparecimento de Madeleine.
Catalina Pestana diz que se fosse ministra encerrava a Casa Pia
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Catalina Pestana responsabiliza “a cultura que algumas pessoas da instituição ainda possuem”
“Se eu fosse ministra acabava com a Casa Pia. Não se muda a cultura de uma instituição por decreto. As pessoas que foram formatadas lá adquiriram aquela cultura do silêncio, de não chamar nomes à mãe. A Casa Pia é a mãe e eles nunca dirão que a mãe é madrasta”, afirmou Catalina Pestana.
A ex-provedora da Casa Pia comentou os novos abusos noticiados.
“Afinal os abusos ainda não acabaram, nem podem acabar enquanto a Casa Pia tiver a estrutura que tem. Os abusos continuam numa instituição com 200 anos, com uma história de abusos que tem 200 anos”, disse em entrevista ao CM.
A fundadora da Associação Rede de Cuidadores, uma organização que apoia crianças e famílias em situações de emergência e que celebra o primeiro aniversário no dia 1 de Junho, considera que esta situação está relacionada “com a estrutura da instituição” e “com a cultura que algumas pessoas da instituição ainda possuem”.
Catalina Pestana defendeu ainda a criação de um provedor da criança, cargo para o qual sugere o nome do jurista Laborinho Lúcio.






