Comércio : Hiper’s de Aveiro transportam idosos das aldeias para as compras
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
Dois dos três hipermercados de Aveiro, Jumbo, Feira Nova e Continente, oferecem transporte gratuito desde as aldeias à volta da cidade para quem queira ir às compras, um serviço aproveitado sobretudo por idosos para “matar o tempo”.
Os autocarros ao serviço dos hipermercados asseguram a ida e regresso numa manhã ou numa tarde, ao longo da semana, procurando captar clientes da periferia de Aveiro e de outras zonas do distrito.
Os itinerários do Feira Nova cobrem também a zona da Bairrada, de Águeda e de Mira, ao sul de Aveiro, e chegam a Oliveira de Azeméis e a Ovar, ao norte, percorrendo vários lugares no trajecto.
Já o Jumbo tem o serviço orientado sobretudo para sul e para o interior, cobrindo sensivelmente as mesmas zonas do Feira Nova, e não faz o norte do distrito, mas em compensação percorre a zona das Gafanhas e das praias, no litoral.
Apenas o Continente, recentemente estabelecido em Aveiro por compra do hipermercado que pertencia à cadeia Carrefour, não oferece nenhum serviço semelhante.
Lurdes Matos, ex-operária da Vista Alegre e residente no Vale de Ílhavo aguardava no largo com as vizinhas e amigas pelo autocarro do hiper, que, apesar de gratuito, não estava a salvo de reparos pelo atraso.
“Gosto muito de ir e já esta semana lá fui. Tem lá coisas mais baratas e trazemos sempre algumas compras. O que compro mais é peixe, carne e hortaliças, mas também faço compras no comércio tradicional, só que são mais agulhas, linhas, lãs e essas coisas”, explicou à Lusa.
Na loja da terra compra poucas mercearias devido à diferença de preços: “um simples pacote de bolachas são logo mais 30 cêntimos”, comenta.
Economia : Novo Leclerc de Braga promete criar 180 novos empregos
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
A rede francesa de hipermercados Leclerc vai concluir no Verão a primeira loja em Braga, um investimento de 25 milhões de euros que criará 180 empregos, disse à imprensa um dos promotores.
O empresário bracarense António Vieira adiantou que o “hiper” - em construção em Ferreiros, por adjudicação à construtora Britalar - terá 4.000 metros quadrados, metade dos quais na área alimentar.
O espaço comercial terá também uma estação de serviço, um centro automóvel, e uma loja de acessórios automóveis.
O novo Leclerc, que terá também 50 lojas em dois pisos e um parque de estacionamento com 1100 lugares, vai criar 180 postos de trabalho directos e 40 indirectos, segundo António Vieira.
Vieira diz que o principal trunfo do espaço face à concorrência será o da oferta de “preços competitivos face aos concorrentes da zona”, o que lhe permitirá “ganhar uma quota de mercado importante, e vender mais e mais barato.
O grupo, que é na actualidade líder em França na grande distribuição, foi fundado por Édouard Leclerc após a Segunda Grande Guerra, com a finalidade de evitar os circuitos paralelos e vender directamente do produtor para o consumidor.
A unidade de Braga será a 20ª superfície, tendo a primeira sido aberta em Valongo, há 12 anos.
António Vieira abandonou Portugal, aos 12 anos, rumo a França, onde viveu 30 anos, 25 dos quais a trabalhar no grupo Leclerc.
“É o Leclerc que me dá as garantias bancárias para o financiamento do projecto”, explicou.
Em Braga, há dois hipermercados, o Feira Nova e o Continente, dois “cash-and-carry”, a Makro e o Arminho, e vários de dimensão média, das diferentes operadoras, nacionais e estrangeiras, que actuam no mercado português.
Até 2010 abrirão ainda mais dois hipermercados, um Continente e um Jumbo - integrados em centros comerciais já aprovados - e um supermercado do grupo alemão Lidl, que já está em construção.
Ensino : Concelho de Gondoomar tem uma das 30 mais baixas taxas de ensino pré-escolar
1 juin 2008 por admin · Deixar um comentário
O Concelho de Gondomar tem uma taxa de cobertura do ensino pré-escolar de 47 por cento, uma das trinta mais baixas a nível nacional, revelou Isabel Santos, deputada do Partido Socialista.
“A autarquia de Gondomar tem uma atitude negligente face ao crescimento populacional que o Concelho tem registado”, disse a deputada.
Isabel Santos apontou o dedo à autarquia, afirmando que “não houve investimento na criação deste tipo de estruturas e exemplo disso é o facto de a Câmara não ter sido capaz de apresentar uma candidatura elegível ao Quadro de Referência Estratégico Nacional”. Segundo os dados que a deputada revelou, Portugal regista, a nível nacional, uma taxa de 77 por cento de crianças entre os 3 e os 5 anos que frequentam o ensino pré-escolar.
“Gondomar tem uma taxa de cobertura inferior em 30 por cento em relação à taxa nacional. Isto é da competência da autarquia e as autarquias não podem reclamar mais competências para depois não investirem nelas”, disse.
“Desde há 14 anos que temos vindo a trabalhar para tirar do marasmo em que o PS - de que a Drª. Isabel Santos fazia (e faz!) parte - deixou a educação no Município”, respondeu, em comunicado, a Câmara Municipal de Gondomar.
Segundo o mesmo documento, Gondomar é o Concelho “com um dos maiores esforços de cobertura da educação pré-escolar realizado em 14 anos”, tendo crescido quase 40 por cento, e a quem “o Ministério da Educação reconheceu o exemplar trabalho desenvolvido”.
Em Janeiro deste ano, o primeiro-ministro afirmou, após uma reunião com 25 autarcas das regiões metropolitanas de Lisboa e Porto, incluindo Gondomar, que o ensino pré-escolar é “decisivo” para o sucesso escolar nos anos posteriores.
“Faremos parcerias estratégicas com as autarquias para conseguir que a nossa rede de pré-escolar atinja os 100 por cento em 2009 para as crianças com 5 anos”, disse José Sócrates, no final da reunião em Lisboa.
Sócrates afirmou então que “o País fez um grande progresso na área do ensino pré-escolar” mas reconheceu que ainda restam concelhos, “em particular nas áreas metropolitanas”, com percentagens abaixo da média nacional de cobertura.
Economia : Porto de Sines com volume de negócios recorde
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
O Porto de Sines fechou o exercício de 2007 com um volume de negócios recorde de 35,185 milhões de euros, anunciou a Administração do Porto de Sines num comunicado.
Os resultados operacionais foram igualmente positivos, atingindo 2,995 milhões de euros, tendo os resultados líquidos ascendido a 3,729 milhões de euros.
A actividade desenvolvida pela Administração do Porto de Sines (APS) durante 2007 permitiu a diminuição do endividamento bancário em 2,6 milhões de euros, passando a autonomia financeira de 26,2 por cento, contra 25,5 por cento em 2006.
Segundo a presidente da administração, Lídia Sequeira, este é o “resultado do trabalho desenvolvido pela APS nos últimos anos e, o crescimento verificado é a consequência natural do aumento da movimentação portuária, mas também o reflexo de adequadas medidas de gestão e controlo de custos”.
Sociedade : Pastores acusam PNPG de não pagar prejuízos provocados pelos lobos
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) não paga há dois anos as indemnizações pelos animais mortos pelos lobos, para desespero dos pastores e criadores de gado do Soajo, que se vêem forçados a abandonar a actividade.
A denúncia foi feita pelo presidente da Junta de Freguesia do Soajo, em Arcos de Valdevez, que sublinhou que estes atrasos no pagamento das indemnizações configuram “uma clara e absoluta ilegalidade”, já que a lei estipula que elas devem ser pagas num prazo de 60 dias.
Manuel Barreira Costa disse ainda que esta situação é “verdadeiramente insustentável”, tendo em consideração que “os ataques dos lobos são cada vez mais frequentes e mais próximos dos habitações”.
“Assim, não há quem resista”, acrescentou.
O autarca sustentou que agora começaram a aparecer lobos com chips de identificação, “o que parece indiciar que estão a pôr mais animais no PNPG, como que se os que já existiam não dessem problemas que chegassem”.
“O resultado disto é que os pastores desanimam e abandonam a actividade. Ainda estes dias, um pastor que tinha mais de 300 cabras decidiu vender os animais e arrumar o cajado”, afirmou.
Contactado pela Lusa, o director do PNPG, Henrique Pereira, confirmou que as indemnizações não são pagas desde meados de 2006 e que esta é uma situação de “incumprimento”, justificada pela “falta de dinheiro”.
Segundo Henrique Pereira, a dívida para os proprietários de gado do PNPG ascenderá, neste momento, a 250 mil euros, mas, no cômputo de toda a região norte, a verba chega ao meio milhão de euros.
“Não temos dinheiro e é só por isso que não pagamos a tempo e horas”, acrescentou.
Em relação aos lobos com chip, explicou que isso tem a ver com um estudo de monitorização dos impactes dos parques eólicos sobre as alcateias.
“A acusação de que estamos a introduzir mais lobos no parque não tem qualquer fundamento”, garantiu.
Segundo Henrique Pereira, neste momento haverá em todo o PNPG uma dezena de alcateias, com três a quatro lobos cada.
Os lobos são uma espécie protegida, pelo que não podem ser abatidos, nem mesmo quando estão a atacar rebanhos.
“São uma espécie protegida, mas quem os está a alimentar são os proprietários de gado, que volta e meia vêem os seus rebanhos dizimados. E a estes ninguém os protege”, critica o autarca do Soajo.
Venâncio passou 17 anos a subir a serra do Soajo à procura de pasto para as suas 320 cabras, mas agora arrumou o cajado, muito por causa dos lobos, que volta e meia lhe dizimavam o rebanho.
“Sempre que via um animal meu morto pelo lobo, sentia desgosto, revolta e desânimo. Uma tristeza muito grande. A gente ganhava afecto aos animais, pois era com eles que eu passava todos os dias do ano. Quando perdia algum, ficava com o coração negro como o carvão”, diz o pastor.
Venâncio Domingues era pastor há 17 anos e fazia diariamente mais de seis quilómetros para cima e para baixo com o seu rebanho, em busca dos melhores pastos.
“Saía de manhãzinha e só regressava depois de o sol se pôr. E sempre dava graças a Deus quando contava as cabras e via que não faltava nenhuma”, disse.
A situação dos pastores do Soajo, uma freguesia de Arcos de Valdevez, inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês, agravou-se no Verão de 2006, quando os incêndios destruíram cerca de 3000 hectares de monte local, reduzindo a cinzas os pastos dos animais.
Com falta de pasto, os animais foram ficando nos currais, alimentados por feno muitas vezes importado de Espanha. Acossados pela fome, os lobos começaram a aproximar-se cada vez mais das habitações, à procura das suas presas.
“Desde Novembro desse ano até Abril de 2007, os lobos comeram-me mais de 20 cabras, e uma das vezes foi a 300 metros da minha casa. Houve também ataques de lobos junto ao cemitério. Foi uma coisa horrível”, lembra Venâncio Domingues.
Os montes entretanto voltaram a cobrir-se de pasto verde, mas os lobos parecem ter aprendido o caminho das habitações e, como garante o presidente da Junta do Soajo, Manuel Barreira Costa, continuam a atacar “em força”, dentro das propriedades.
Casimiro Fernandes, dono de 60 cabeças de gado, também aponta o dedo aos responsáveis do PNPG pelos “intoleráveis” atrasos no pagamento das indemnizações dos prejuízos causados pelos ataques dos lobos.
“Eles deviam atribuir um prémio anual, por animal, para se acabar, de uma vez por todas, com esta situação. Serem os criadores de gado a alimentar os lobos e ainda obrigá-los a passar uma carga de trabalhos para receberem aquilo a que têm direito não é mesmo nada justo”, insurgiu-se.
CPLP : Institutos de propriedade industrial lusófonos querem base comum de marcas
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
Os Institutos de Propriedade Industrial da CPLP defenderam em Maputo a criação de uma base integrada de marcas para dar a conhecer aos investidores o potencial tecnológico e de inovação existente em cada um dos oito países.
A ideia de uma base de dados comum sobre marcas foi realçada na abertura do Segundo Fórum da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre Propriedade Industrial, que teve lugar 28 e 29 de Abril na capital moçambicana.
O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial de Portugal, António Campinos, que é também o porta-voz do evento, disse à Agência Lusa que o estabelecimento de uma base integrada de marcas dará aos investidores do espaço lusófono garantias de protecção de marcas.
“O investidor em Moçambique, em Angola ou noutro país lusófono que partilha esta base de marcas irá saber muito rapidamente onde é que está protegida esta ou aquela marca, para poder investir de modo avisado e com mais eficiência e eficácia”, enfatizou Campinos.
O fraco desenvolvimento industrial da maior parte dos países da CPLP não deve desencorajar a organização de apostar mais na vertente de protecção da sua criação industrial e intelectual, referiu o presidente do INPIP.
“Cada país pode impor a marca do vector de produção em que é forte, seja nos serviços ou noutro campo”, sublinhou António Campinos, apontando a aposta de Moçambique em associar os seus produtos alimentares a uma marca como um exemplo de capitalização da produção nacional.
“Moçambique tem potencial na área do turismo e na área alimentar, tal como Angola, é nisso em que se podem impor na arena internacional, é legítimo que não invistam nas áreas em que a Alemanha, os EUA e a França já têm marcas tradicionais”, disse Campinos.
Sociedade : Militares do assalto de Beja reintegrados em 1974 sem indemnizações
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
Um oficial que participou no assalto ao Quartel de Beja, em 1962, disse que a reintegração dos revoltosos no Exército, após o 25 de Abril, não foi acompanhada de compensações pelo seu afastamento compulsivo.
“A nenhum de nós foram pagos quaisquer retroactivos ou indemnizações. Estamos felizes!”, lamentou, com ironia, o coronel Eugénio Oliveira, recordando que a insurreição de civis e militares previa o derrube de Salazar e a instauração de um regime democrático sob a liderança do general Humberto Delgado.
Eugénio Oliveira salientou que, na sequência da sua participação na Revolta de Beja - que outro operacional dos acontecimentos, o coronel Pedroso Marques, negou ter sido um “assalto” - foi expulso do Exército, tal como os outros militares revoltosos e condenado, em Tribunal Plenário, a três anos de prisão, acabando ao todo por cumprir cinco anos de cadeia.
“Pela primeira vez, oficiais das Forças Armadas foram entregues à PIDE (a polícia política do Estado Novo). E, pela primeira vez, presos políticos tiveram o cabelo rapado”, afirmou o antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa.
Eugénio Oliveira e Manuel Pedroso Marques intervieram terça-feira 22 de Abril, no Arquivo da Universidade de Coimbra (UC), no colóquio “Oposições ao Estado Novo”, organizado pelo Centro Interdisciplinar do Século XX (CEIS 20) da UC, em que também usou da palavra Camilo Mortágua, evocando a sua participação no assalto ao paquete Santa Maria, outra acção revolucionária que abalou a ditadura, em 1961.
“O julgamento do assalto de Beja foi uma autêntica farsa”, sublinhou Eugénio Oliveira, lembrando ainda que, até 25 de Abril de 1974, quando triunfou a Revolução dos Cravos, teve sempre “dois ‘pides’ a vigiarem as traseiras” da sua casa.
Por seu turno, Pedroso Marques defendeu que a Revolta de Beja deve ser designada não como “assalto” mas antes como “acção militar armada” na qual estiveram envolvidos alguns civis, como Manuel Serra e Edmundo Pedro.
“Não foi um assalto, porque os militares de Beja abriram-nos a porta do quartel”, explicou.
Pedroso Marques, ex-presidente do conselho de administração da Agência Lusa, confirmou que a insurreição de 1962 contou com a participação de sete oficiais do quadro permanente das Forças Armadas (três dos quais estavam dentro do quartel), além do general Humberto Delgado, ex-candidato à Presidência da República, que passou a noite dos acontecimentos em Beja, onde entrara clandestinamente.
No colóquio promovido pelo CEIS 20, intervieram ainda, entre outros historiadores e docentes universitários, Luís Reis Torgal, a brasileira Heloísa Paulo, Luís Farinha, Armando Malheiro da Silva, João Madeira e Susana Martins.
Aviação : Governo rescindiu contrato com Aerocondor
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), rescindiu o contrato com a Aerocondor e vai abrir concurso para encontrar uma nova operadora para a ligação aérea Bragança/ Vila Real/Lisboa.
Num comunicado enviado hoje à Lusa, o MOPTC esclarece que o Governo iniciou também hoje uma consulta a vários operadores tendo em vista assegurar o serviço, até estarem cumpridas as formalidades do novo concurso público.
“De forma a assegurar no mais curto espaço de tempo e até ao concurso público”, o Governo vai contratar por ajuste directo uma operadora para retomar as ligações suspensas desde dia 17.
A Aerocondor, que assegurava a carreira aérea por concurso público recebendo uma compensação do Estado, suspendeu os voos alegando “problemas técnicos”.
O Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), entidade reguladora do sector aeronáutico, anunciou sexta-feira que a transportadora aérea foi proibida de voar em Portugal porque os seus aviões não dispõem do seguro, obrigatório por lei.
“Atendendo a que a ATA - Aerocondor se colocou numa situação de incumprimento contratual grave, o Governo decidiu rescindir o contrato de concessão dos referidos serviços aéreos, tendo já informado aquela transportadora da sua decisão”, refere o comunicado.
O Governo vai também pedir uma indemnização, ainda não quantificada, à operadora e anunciou que serão accionadas todas as medidas legais disponíveis com vista a ressarcir o Estado dos prejuízos causados.
Segundo o comunicado, foram dadas instruções ao INAC, para que accione todas as medidas legais disponíveis com vista a ressarcir o Estado dos prejuízos causados pelo incumprimento das obrigações contratuais por parte da ATA-Aerocondor, SA, designadamente o apuramento de indemnizações e multas contratuais a que haja lugar, e aplicação de contra-ordenações.
De acordo com a informação oficial, esta decisão surge, depois da Secretaria de Estado das Obras Públicas e das Comunicações ter sido informada pelo INAC do cancelamento da licença de exploração da Aerocondor, “facto que a impede de continuar a cumprir o contrato de concessão da exploração dos serviços aéreos regulares entre Lisboa/Bragança, Bragança/Vila Real/Lisboa”.
“Considerando o interesse público das ligações aéreas em questão, e do que elas representam para a população do Nordeste Transmontano em termos de mobilidade e de coesão territorial, o Governo determinou o lançamento de um novo concurso público para a exploração destes serviços aéreos”, refere o documento.
Atendendo à necessidade de repor a normalidade dos serviços, o Governo iniciou também hoje, “por motivos de urgência”, uma consulta a vários operadores que actuam no mercado, tendo em vista a contratação por ajuste directo, de forma a assegurar, no mais curto espaço de tempo, e até à conclusão do referido concurso, a continuidade desta rota”.
O Governo garante que todo este processo será orientado por princípios que visam garantir um serviço seguro e de qualidade assente em vectores de continuidade e regularidade.
A Aerocondor foi das primeiras companhias de capital privado a serem certificadas para transportar passageiros em Portugal.
Tem ganho quase todos os concursos de concessão e assegura, há quase uma década, as ligações aéreas entre Trás-os-Montes e a capital.
O contrato agora denunciado, que leva menos de um ano, vigorava até Agosto de 2009 e tem sido marcado pela irregularidade dos voos e dificuldades financeiras da empresa.
A carreira aérea é concessionada e subsidiada pelo Estado, que paga anualmente uma compensação de aproximadamente 1,5 milhões de euros, que varia conforme a taxa de ocupação.
Quanto maior for o número de passageiros, menos recebe do Estado a empresa que assegurar a ligação, com duas viagens diárias em cada sentido.
Desde o início do ano, a empresa cancelou 36 voos, d e um total de 244 registados e, em 2007, foram suspensas mais de 160 ligações.
A ligação aérea permite chegar de Bragança a Lisboa em hora e meia, e de Vila Real à capital numa hora, menos de um terço do tempo necessário para a viagem de automóvel. A ligação entre as duas cidades transmontanas demora cerca de 20 minutos.
Comemorações : 25 de Abril 34 anos depois
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
Muitos de nós, os mais velhos, ainda lembramos aquelas horas de angústia, à espera de ver no que ia dar a façanha dos nossos capitães, aqueles homens que ganharam o direito ao título de Capitães de Abril. Alguns desses capitães, Salgueiro Maia foi o maior exemplo, levaram o arrojo além do imaginável, pondo, quase inconscientemente, a sua própria vida em risco.
Os “Capitães”, jovens naquele tempo, fizeram o que até então alguém jamais fizera. Uma revolução sem sangue e com cravos nos canos das espingardas, à qual, por isso, foi dado o nome de “Revolução dos Cravos.”
Ninguém imaginava que sob a ditadura existente alguém pudesse esbravear com a situação. O povo português vivia acadimado e ninguém imaginava que fosse possível derrubar a ditadura salazarista.
Pois é, era assim que o povo português pensava, mas uma mancheia de corajosos entendeu que as coisas deviam mudar e fizeram o 25 de Abril, uma data que todos os democratas devem abençoar.
Estou a escrever exactamente no dia dos festejos, sexta-feira 25 de Abril, após ter consultando as notícias da Lusa, notícias que falam de festividades e cerimónias oficiais com as mais altas individualidades do país e que transcrevem resumos de alguns discursos.
E foi lendo o resumo do discurso do presidente Cavaco Silva que fiquei a saber algo que muito me chocou: Metade dos jovens dos 15 aos 17 anos desconhece o primeiro Presidente eleito depois do 25 de Abril ou se o PS tem maioria absoluta.
Se esses jovens soubessem o quanto era difícil viver naquele tempo, um tempo em que só tínhamos o direito de andar de cabeça baixa e de bico calado, certamente não se alheariam assim das coisas do política.
Até aos 17 não se vota, mas logo a seguir sim. Como poderão esses jovens votar com algum conhecimento se ignoram quase tudo?
É natural que os jovens tenham outros centros de interesse para além da vida política, mas a democracia de um país só pode ser saudável se todos se aproximarem das suas realidades, presentes como do passado
Mas por que é que a juventude se desinteressa tanto da política?
Por falta de informação ou por desacordo com o que crê ser política negativa?
Se é por falta de informação, que os nossos governantes tomem as devidas medidas e os informem.
Se é por desacordo, é a eles, os jovens, que cabe reagir, porque a democracia nunca é um dado adquirido definitivamente e há que exigir dos governos que não se desviam dela.
Seja como for, os partidos políticos têm que tomar a dianteira e aproximarem-se dos jovens, motivando-os a se interessarem pela vida da Nação, o que só poderão fazer seriamente se o fizerem sem partidarismos, sem serem o que muitas vezes são: vendedores de ilusões.
Os agentes políticos têm o dever de provar aos jovens que o 25 de Abril não deve ser visto como assunto meramente histórico, mas sim como um projecto de futuro e dizerem-lhes o quanto era complicado viver num regime autoritário.
A Nação vai ter que se esforçar para ensinar à sua juventude o que foi o 25 de Abril e as comemorações desse dia podem ajudar. Isto sem esquecer que é nos livros das escolas que melhor se aprende. Não apenas no início, mas durante toda a escolaridade.
Foi em França, onde já me encontrava havia 3 anos que tomei conhecimento do que se passava e ainda não esqueci aquelas lágrimas de alegria que logo saltaram dos meus olhos para me molharem o rosto.
O 25 de Abril de 1974 foi grande e jamais deve ser esquecido. Deve, isso sim, ser continuado pelos vindouros.
Obrigado, Srs. capitães!







