Mulheres portuguesas criam Academia da Espetada de Caracas
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Um grupo de mulheres portuguesas e luso-descendentes reactivaram a Academia da Espetada de Caracas, uma organização sem fins lucrativos, inspirada na Academia do Bacalhau, que apoiará programas de beneficência dedicados às mulheres, crianças e adolescentes.
“Estamos iniciando com oito directoras e uma juiz de paz. A nossa primeira tertúlia está marcada para 18 de Maio, no restaurante Alivalaxia e poderão estar de 200 a 250 amigas. Somos uma academia dedicada à mulher, às crianças e adolescentes”, explicou Sílvia Henriques, presidente da Academia da Espetada de Caracas.
Sílvia Henrique adiantou que as “amigas” estarão abertas “a todas as damas dispostas a apoiar todas as pessoas que necessitem”.
Por seu lado, Ana Maria de Abreu, presidente da academia mãe ou Academia da Espetada de Maracay (100 quilómetros a oeste de Caracas), explicou que, com a oficialização da Academia da Espetada em Caracas, existem duas organizações daquele tipo na Venezuela.
“A nossa aposta é abrir uma academia em cada um dos estados onde exista algum clube ou movimento organizado da comunidade portuguesa . Depois de Caracas, este ano queremos abrir as academias de Barquisimeto, Valência, Puerto Ordáz, Puerto La Cruz e Punto Fijo”, disse.
Ana Maria de Abreu esclareceu que a Academia da Espetada de Maracay foi criada a 11 de Agosto de 2003 e é uma organização sem fins lucrativos, inspirada na Academia do Bacalhau de Caracas, que realiza tertúlias e actividades de beneficência.
Lançado o desafio, foi hora de escolher um nome associado a uma tradição portuguesa: “Tratámos que a ementa fosse espetada (prato gastronómico madeirense), como reconhecimento de uma comida típica e para o dar a conhecer a amigas de outras nacionalidades”, afirmou.
“Mas o mais importante é conviver, partilhar, conservar e fazer novas amizades”, disse ainda,
Ana Maria de Abreu não esconde a satisfação de ver que obras como o Geriátrico Luso-Venezuelano de Maracay tiveram o apoio daquele organismo. Outras instituições e pessoas com saúde precária foram também ajudadas.
Em Maracay, a média de assistência das tertúlias é de 280 amigas, das quais 100 são consideradas permanentes.







