Blatter diz que candidatura conjunta de Portugal e Espanha seria muito forte

22 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário 


O presidente da FIFA, Joseph Blatter que uma eventual candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial de futebol de 2018 seria “muito forte”.
“Tenho ouvido falar sobre essa possibilidade, e estou certo de que seria uma candidatura muito forte”, disse o presidente do organismo máximo do futebol mundial, que participou no Parlamento Europeu, em Bruxelas, num debate sobre o futuro do futebol profissional.
Blatter sublinhou que, até ao momento, só há uma candidatura já depositada no secretariado da FIFA, a candidatura conjunta entre Holanda e Bélgica, mas disse saber que outras seguirão, apontando Inglaterra, Rússia e ainda México, Estados Unidos, China, Japão, Qatar e Austrália, além da eventual candidatura de Portugal e Espanha.
“Mas, definitivamente, se me pergunta se (Portugal e Espanha) é uma candidatura forte, sim, é uma candidatura forte”, disse.
Em Maio passado, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, considerou que Portugal tem condições para organizar, conjuntamente com a Espanha, o Mundial de futebol de 2018, sustentando que é um projecto que “vale a pena”.
“Continuo a defender que Portugal sozinho não tem dimensão para receber sozinho um evento desta envergadura, mas com a Espanha tem a possibilidade de criar uma candidatura muito forte. Há condições e estou convicto que vale a pena”, afirmou na altura Laurentino Dias.
No mês seguinte, foi a vez de o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, manifestar-se agradado com a ideia de uma candidatura ibérica à organização do Mundial de 2018, afirmando que tudo o que Espanha e Portugal fizerem juntos “será bem-vindo”. Opinião um pouco diferente manifestou o Presidente da República, Cavaco Silva, em Fevereiro passado, quando comentou que Portugal tem “outras prioridades”, apesar de o país estar agora “mais desenvolvido” do que quando esta hipótese começou a ser falada, há mais de 10 anos, quando era primeiro-ministro.