Quem é que vai limpar a borratada?
21 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário
Pode ser que ela seja uma santa, pode sim senhor, mas também pode ser que não seja.
Os franceses chamam a isto um bordel, e nós, portugueses, que nome lhe damos?
Por minha parte, estou tentado a chamar-lhe merda mal cheirosa. Uma merda contra a qual parece não haver desodorizante.
Já viram os comboios de dinheiro que os estados têm vindo a injectar nos grupos bancários?
É tanto que nem dá para imaginar o que se poderia fazer com ele.
Fez-se o que calhou e agora andam todos a apelar para que se faça isto e aquilo para que a crise não vá longe demais. Mas eu ainda não vi nenhum dos culpados ser preso.
Os debates e as reuniões entre os grandes mandões sucedem-se a um ritmo nunca visto, fazem-se declarações com a intenção de restaurar a confiança, mas a crise continua a fazer a sua cama através do Mundo.
Por um lado, é Sarkozy a defender que cada país deve intervir nos casos de bancos em dificuldades, empenhando-se em que os seus “dirigentes que falharam sejam sancionados”, dizendo ainda que “a Comissão Europeia deve fazer prova de flexibilidade na aplicação de regras em matérias de ajuda do Estado às empresas”, seguindo os “princípios do Mercado Comum”.
No entanto, para Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, o pacto deve ser respeitado na “sua integralidade”.
Quando a realidade se impõe como uma evidência, não há forma de a contornar. E a evidência é que os cidadãos do Mundo vivem tempos difíceis e pejados de incertezas.
São as famílias a terem dificuldade em pagar os empréstimos que contraíram para comprar as suas casas, são os idosos para quem a reforma mal chega para as despesas essenciais, os jovens que buscam ansiosamente o seu primeiro emprego e etc.
A realidade da situação actual é grave e não poder ser iludida pelos agentes políticos. Se nada mudar, se não houver revisão das regras do capitalismo financeiro, então aparecerão novas formas de pobreza e exclusão social e, em paralelo, emergirão novas e chocantes disparidades.
Quando esta onda de loucura se atenuar, então sim, veremos se eles têm realmente vontade de reparar os erros dos lobos da finança e se os julgam como criminosos que são.
Fazer hoje declarações de que tudo está a entrar nas normas e logo em seguida vir outro dizer que o mal não tem cura, que quererá isto dizer? Realidade ou especulação?
É nestas alturas que se vê o que valem os que decidem. Está chegada a hora em que aqueles que servem as instituições devem fazer prova do seu real valor e da sua visão do futuro.
Que é feito dos directores do Lehman Brothers, o banco americano que despoletou a bomba?
É evidente que continuam a gozar à grande e sem contar, enquanto que os que lhes fizeram confiança se encontram em maus lençóis.
Porca Madona…







