O tempo que passa vai dando brilho à comunidade

11 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

Há muito que nossa comunidade não é o que foi - melhorou muito - e isso vê-se a olho nu. Enquanto que antigamente o português estava condenado a trabalhar nas obras ou na limpeza, hoje tudo é diferente. E isto em todos os sectores e a todos os níveis.
Se as únicas coisas que antigamente a comunidade portuguesa podia mostrar aos nossos anfitriões era a honestidade, a coragem para o trabalho e o associativismo, com os seus festivais de folclore, os seus torneios de futebol e as suas festas populares, hoje esse associativismo está ultrapassado pelo desenvolvimento do tecido empresarial das nossas gentes destas bandas.
Se foi pela limpeza e pela construção civil que o português de França começou a criar empresas neste país, hoje já não há sector onde não esteja metido, seja no comércio ou na indústria, como também nos serviços.
É só estender o olhar e ver os nossos compatriotas que conseguiram criar sociedades de grande dimensão. Até já há empresas portuguesas no ranking das 1000 maiores de França. Não são muitas, mas já há algumas!
É evidente que esta evolução traz com ela alguns inconvenientes, sendo o mais flagrante o aparecimento dos oportunistas, à procura de se aproveitaram do bem alheio. Mas contra esses nada a fazer, porque sempre foi e sempre será assim em todo o lado e em todos os meios. São aqueles que aparecem usando linguagem fina, com ar de quem sabe tudo sobre seja o que for. Esses, diga-se-lhes o que se disser, nunca se zangam, preferem e ficar na expectativa de levar a água do outro para o seu moinho.
E depois também há os que vendo a comunidade em movimento não aceitam a sua evolução e a vêem como sua inimiga, não aceitando que entre nós haja quem seja mais capaz do que eles. Imaginando-se superiores, os infelizes não vêem que ficaram na berma da estrada, vendo a caravana passar, sem se aperceberem que ao denegrir os portugueses estão a dizer mal de si próprios e a rebaixar quem vale muito mais do que eles.
Mas o negativismo dos oportunistas, dos vigaristas e dos maldizentes que florissem no nosso meio como se de cogumelos se tratasse, esses, ou melhor essas ovelhas negras não impedirão a comunidade de avançar sempre mais e mais. Ela avança tão firmemente que os governantes portugueses já andam de olho nela, tentando encaminhar os seus investimentos para Portugal, procurando persuadi-los a fazê-lo em reuniões às quais, com o objectivo de lhe dar um ar mais importante e pomposo, enviam um ministro de Portugal e convidam um ou outro ministro francês.
Não sei até que ponto essas reuniões possam vir a servir os interesses de Portugal, porque quem por cá está, salvo raras excepções, por cá vai ficando e, por isso, reluta dispersar-se, andando cá e lá. Sobretudo se a empresa não é a mesma e se o lá não é primordial para o cá.
Cria-se família em frança, os filhos que por cá nasceram e cresceram acabam por se instalarem na vida por cá, constituindo por sua vez a sua própria célula familiar, quantas vezes escolhendo fazê-lo com quem não é português e essa situação faz com que os pais por cá fiquem para os acompanhar na vida. E depois vêm os netinhos. É tão simples como isso.
Os governantes portugueses andam numa de distribuir medalhas e isso pode até ser contraproducente, na medida em que se atribuí, salvo raras excepções, a mesma medalha aos nulos e aos capazes. Até já lhes aconteceu atribuir medalhas importantes a quem nem um bom dia merecia e isso tira o valor ás medalhas que atribuíram a quem as merecia mais importantes. As medalhas terão mais valor se forem atribuídas em menos quantidade e só aos que realmente as merecem, àqueles que conseguiram mostrar aos nossos anfitriões que não somos só associativismo e servilismo.
As medalhas atribuídas ao associativismo podem ter razão de ser, mas não tem jeito que sejam iguais às atribuídas aos empresários bem sucedidos que tanto brilho deram à comunidade.
Aos portugueses que não param de denegrir a comunidade, eu peço que abram os olhos à realidade e que aceitem que eram eles os menos bons.