Encontro com o passado
1 mai 2008 por admin · Deixar um comentário
SE IMAGINA que Vilamoura não é mais do que um sítio turístico , muito procurado no Verão, com marina, hotéis, praias de água quente, gente, muita gente, e calor, está muito enganado. Por entre os aldeamentos turísticos preserva-se uma importante estação arqueológica do tempo do Império Romano. Trata-se de uma «villa» romana ocupada durante os séculos I e II que, dada a sua dimensão, terá tido grande importância na época. Aqui viveu uma família que tirava o melhor partido das coisas boas da vida. A «villa» que habitaram tinha o melhor do mundo romano. Termas de água fria e quente, que funcionavam como verdadeiras piscinas privadas, sauna, frondosos jardins, pátios com repuxos e salas profusamente decoradas. O chão era coberto por mosaicos policromados, compostos por pequenas tesselas que cobriam os diferentes pavimentos. As paredes dos espaços comuns e privados eram decoradas com pinturas festivas. Tudo isto pode ser visto nos painéis que acompanham o itinerário de visita e que assim permitem a reconstituição e um melhor entendimento das ruínas. Actualmente preservam-se parte das termas privadas e dos balneários públicos. À maneira romana eram compostas por uma zona de «caldarium», tanques de água quente, de «tepidarium», com águas menos quentes, e de «frigidarium», o tanque das águas frias. Por entre as ruínas da «villa» nobre há vestígios da casa dos mosaicos, do arranque & paredes de diferentes salas, canalizações e bases de colunas. Perto da «villa» há vestígios de um pequeno bairro popular e das termas públicas e ainda se avistam os tanques de salga de peixe e a zona portuária, que terá funcionado como abrigo a barcos nas etapas das suas rotas comerciais. Mantém-se relativamente bem conservado um importante templo funerário com nichos onde se colocavam pequenas urnas contendo as cinzas da cremação dos senhores do Cerro da Vila. Com a queda do império, também este povoado foi perdendo importância, sendo posteriormente ocupado pelos visigóticos e pelos árabes. Foi a presença dos mouros que deu a actual designação a Vilamoura. O sitio arqueológico do Cerro da Vila é completado por um museu arqueológico, onde se preserva e expõem os objectos encontrados no decorrer das campanhas de escavação, Iniciadas em 1964.







