Feijão Tarreste integra catálogo mundial de produtos da terra de alto valor nutritivo

1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário 

O feijão Tarreste, cultivado em Arcos de Valdevez, foi incluído na Arca do Gosto do “Slow Food”, um catálogo mundial de produtos da terra considerados “especiais”, pelo seu valor nutritivo, mas ameaçados de extinção, anunciou fonte da autarquia.
Segundo a fonte, este é o terceiro produto do concelho a integrar aquela arca, depois das laranjas de Ermelo e da broa de milho.
O “Slow Food” é uma associação internacional sem fins lucrativos, fundada em 1989 para responder aos efeitos da “fast food”, contrariar o desaparecimento das tradições culinárias regionais e inverter o crescente desinteresse das pessoas pela sua alimentação.
Para isso, criou a “Arca do Gosto”, um catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais. Desde que arrancou, em 1996, a arca já integra mais de 750 produtos de dezenas de países
De acordo com a informação divulgada pela Câmara de Arcos de Valdevez, o feijão Tarreste tem formato de rim, é miúdo e tem pele fina, apresentando uma grande variedade de padrões e cores, com predominância para o bege.
Há-os também brancos, amarelos, castanhos, pretos e vermelhos, podendo o seu padrão ser liso ou rajado.
Depois de sujeito a cozedura, o feijão mantém o grão inteiro, com interior creme e aveludado de sabor intenso.
Quanto à sua utilização culinária, é frequente em sopas e pratos com massa e arroz, existindo uma série de receitas tradicionais de utilização deste produto.
Este feijão tem na sua composição nutricional “altos valores” de fibra bruta e de ácidos gordos insaturados, que podem contribuir para a redução dos níveis de colesterol e triglicerídios.
A sua colheita ocorre normalmente de Agosto a Setembro, após o que se segue a secagem, debulha e crivagem.
Depois de limpo, o feijão é armazenado em caixas de madeira, misturado com folhas de loureiro e de eucalipto.Para uma conservação mais longa, o feijão é colocado em sacos de plástico que são armazenados em arcas frigoríficas.
O feijão Tarreste cultiva-se, sobretudo, nas freguesias das serras da Peneda e Soajo, concelho de Arcos de Valdevez.