“Sá Carneiro deve dar voltas no túmulo”, afirma Menezes

21 décembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Luís Filipe Menezes disse que Sá Carneiro “deve dar voltas no túmulo” por ver o partido que fundou “defender que a democracia devia ser suspensa”.
“O PSD deve escolher rapidamente uma nova direcção”, reafirmou o ex-líder social-democrata.
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, propôs em estilo de questão, a propósito da reforma do sistema de justiça, se “não é bom haver seis meses sem democracia” para “pôr tudo na ordem”.
No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite demarcou-se da atitude do primeiro-ministro, José Sócrates, que “na tomada de posse anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz”.
Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: “Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia…” - fazendo nessa altura uma pausa e deixando a frase por concluir.
“Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se”, observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”.
“Agora, em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar - porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos”, completou Manuela Ferreira Leite.
Considerando que estas declarações de Ferreira Leite “raiam o absurdo”, Menezes considerou-as “particularmente infelizes quando se está a poucos dias da evocação de Sá Carneiro, por ocasião do aniversário da sua morte, a 04 de Dezembro.
“Quantas voltas estará a dar no túmulo Sá Carneiro ao ver o seu partido defender que a democracia deve ser suspensa”, afirmou Menezes, para quem “o PSD tem de dizer chega, basta”.
Menezes gostaria ainda de saber a opinião do Presidente da República, Cavaco Silva, que “foi um grande reformador em democracia e não precisou de suspensões de seis meses”.
Para o ex-líder do PSD, “ser contra o aumento do salário mínimo é uma desqualificação da actual direcção. Mas defender uma opinião como esta põe em causa a imagem do PSD enquanto partido equilibrado”.
“Não me lembro de algum líder de um partido democrático fazer uma declaração minimamente semelhante a esta em toda a Europa contemporânea,” acrescentou Menezes, considerando que tudo isto prova que “aquilo que disse ser um golpe de Estado contra a anterior direcção foi de facto isso mesmo, um golpe de Estado, porque esta liderança é totalmente desqualificada”.
Por tudo isto, sustentou, “não é possível ao PSD não fazer eleições. Não é possível conviver com isto, com uma direcção política que vive nas nuvens. Ainda por cima num momento em que o PS está tão desgastado e em que seria tão fácil fazer oposição”.
“Como o engenheiro Sócrates deve estar sorridente”, frisou.
Menezes referiu ainda que muitos militantes “mostram estar com saudades da anterior direcção”, mas recusou-se a pronunciar-se sobre uma eventual recandidatura sua à liderança do partido.
“Isso não está em cima da mesa neste momento”, frisou.
“Estou disposto a dar todos os contributos para o futuro do PSD, mas a liderança poderá passar por outras soluções”, acrescentou.

Gaia/Economia : Menezes apresenta mil ME de investimento e elogia investimento público “inteligente” e “reprodutivo”

23 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário 

O ministro Manuel Pinho conversa com Luís Filipe Menezes durante a cerimónia de apresentação do conjunto de projectos que constituem a mostra "Gaia Mil Milhões de Investimentos"

O ministro Manuel Pinho conversa com Luís Filipe Menezes durante a cerimónia de apresentação do conjunto de projectos...

O presidente da Câmara de Gaia apresentou 10 de Novembro investimentos de mil milhões de euros captados pelo município nos últimos três anos e destacou a importância do investimento público “inteligente” e “reprodutivo” na dinamização da economia.
“Defendo que, numa situação de depressão da economia, se não existir investimento público não existe investimento nenhum, porque o investimento público serve para alavancar o investimento privado, deve ser um investimento inteligente”, afirmou Luís Filipe Menezes.
Destoando das críticas da direcção do PSD relativamente ao volume de obras públicas previsto pelo Governo, o autarca da Gaia afirmou que, se neste momento se travasse o investimento público, se repetiriam “os mesmos resultados negativos do ciclo 2002-2004″.
“Sou militante activo de outro partido [PSD] e fui e sou muito crítico deste Governo, mas não posso deixar de convergir com o Governo naquilo que são matérias que têm a ver com o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento do país”, disse.
Para Menezes, o investimento público “que seja reprodutivo e tenha a ver com dinamização económica e social de uma sociedade em momentos de depressão é bem-vindo”, sendo disso exemplo o projecto do comboio de alta velocidade em Portugal, essencial “quando hoje a centralidade ibérica é Madrid”.
o ministro da Economia esteve presente na cerimónia de apresentação dos mil milhões de euros de investimento em Gaia, que considerou tratar-se de uma “obra verdadeiramente notável” que “revela visão estratégica”.
“Do que nós precisamos é de mais acção, não de baixar os braços”, sustentou Manuel Pinho, destacando a particular importância da dinamização do investimento na actual conjuntura económica.
Como mau exemplo, o ministro apontou o período 2002-2004, em que se “baixaram os braços e apenas quatro grandes projectos de investimento foram contratualizados, no valor de mil milhões de euros”.
“Desde 2005 o investimento, excluindo a construção, cresceu mais de 16 por cento, porque os empresários recuperaram a confiança na economia”, salientou.
Desde então, afirmou, foram contratualizados investimentos no valor de nove mil milhões de euros, não se privilegiando apenas os grandes projectos, mas também o apoio às PME.
“Portugal precisa, mais do que nunca, de pessoas que arregaçam as mangas, basta de dizer mal de tudo e todos”, concluiu Manuel Pinho.

Menezes ataca liderança do PSD

22 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário 

Luís Filipe Menezes critica duramente a actual liderança de Manuel Ferreira Leite numa artigo de opinião publicado no “Jornal de Notícias”, de 11/10. “Esta direcção do PSD não tem possibilidades de convencer o País”, sublinhou Menezes.
“Os militantes do PSD não devem acomodar-se a este estado letárgico (…) O País reclama a sua acção. As incertezas deste momento histórico devem estimular a sua militância. Os que assim pensam têm a obrigação de agir. Agora. Antes que seja tarde para o Partido e para Portugal”, frisou ainda Luís Filipe Menezes.
O antigo presidente dos sociais-democratas refere ainda na entrevista o JN: “Há seis meses, dois dias sem criticar o Governo eram demonstrativos de uma letargia indesculpável; hoje, um mês de dieta verbal, é a manifestação de uma providencial contenção intelectual. Há seis meses Santana Lopes, ‘populista e incredível’, não tinha condições para ser líder parlamentar; hoje, já tem todas as condições para ser o candidato com ‘estofo’ para vencer António Costa”.