Obama diz que Mudança chega devagar
1 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
O Presidente dos Estados Unidos diz estar a interiorizar a noção de que “a mudança chega devagar a Washington”.
Barack Obama falava numa conferência de imprensa de balanço dos primeiros 100 dias do seu mandato e disse que, apesar de o país estar a atravessar uma recessão atrofiante, se tem deparado com atitudes políticas de resistência e bloqueio.
Obama manifestou a esperança de que os legisladores “façam um intervalo” nos jogos políticos.
O Presidente dos EUA afirmou que tem consciência de que existem muitos “centros de poder” diferentes para além da Casa Branca e que não pode “carregar num botão” e fazer os banqueiros agir como ele quer ou “accionar um interruptor” e fazer o Congresso alinhar consigo.
Obama declarou que aquilo que pode fazer é apresentar os seus melhores argumentos, ouvir muito e persuadir as pessoas a seguirem na direcção certa.
Obama vai nomear equipa “centrista” para a segurança e diplomacia
21 décembre 2008 por admin · Deixar um comentário
O presidente eleito norte-americano, Barack Obama, vai anunciar nos próximos dias uma equipa de segurança e diplomacia caracterizada pela presença de elementos “centristas”, senão mesmo conservadores, provocando já protestos de alguns dos seus apoiantes.
Se o nome mais famoso da lista, a ser anunciada sexta ou segunda-feira, é o de Hillary Clinton para Secretária de Estado, a continuação de Robert Gates na Defesa, a nomeação do General na reserva James Jones para o importante posto de Conselheiro de Segurança Nacional e a do Almirante na reserva Dennis Blair para director dos Serviços de Informações (National Intelligence) indicam claramente que Obama continua a fazer escolhas baseadas mais na experiência e capacidade intelectual dos candidatos do que na lealdade política.
“Esta equipa dá a Obama experiência na burocracia e credibilidade junto dos militares, embora possa levar a críticas da esquerda do seu partido de que se trata de uma equipa de falcões e muito menos revolucionária do que aquilo que os seus apoiantes esperavam,” comentou o jornal Politico, especializado na cobertura da cena política norte-americana.
Enquanto senadora, Hillary Clinton votou a favor da guerra no Iraque e durante a campanha eleitoral disse que, como presidente, não hesitaria em atacar o Irão caso este país atacasse um dos aliados dos Estados Unidos. Hillary Clinton criticou também Obama por este ter defendido o princípio de um diálogo sem condições prévias com Teerão
Melvin Goodman, que durante 25 anos foi analista dos serviços de espionagem (CIA) e que se tornou num acérrimo crítico da administração Bush, disse que as escolhas de Obama “apontam para a continuidade e não para mudanças na política de segurança nacional”.
EUA/Eleições : Ao eleger Obama, os americanos ganham simpatia aos olhos do Mundo
24 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário
São poucos os que ficaram surpreendidos com o resultado das eleições presidenciais americanas que levaram à chefia do país mais poderoso do Mundo um presidente de raça negra, Barack Obama, filho de um queniano e de uma americana.
Até mesmo John McCain, seu adversário republicano, já esperava a sorte que lhe coube.
O mundo inteiro, da África à Ásia, passando pela Europa e outras américas, saudou a eleição do primeiro não branco à Casa Branca com efusão e o nosso ministro da Economia, Manuel Pinho, foi até ao ponto de dizer que hoje somos todos um pouco americanos.
Veremos se o nosso ministro tem razão, uma razão que só lhe pode advir se os cowbois perderem a mania de olharam o Mundo de sobrolho carregado, com desconfiança e pretensão.
Mas pegue-se-lhe por onde se lhe pegar, Obama tem uma responsabilidade imensa e o Mundo inteiro espera para ver se a América muda a maneira como tem vindo a tratar os assuntos interplanetários.
O Iraque, donde ele prometeu que retiraria as tropas norte-americanas em menos de dois anos. Será bom não esquecer que o pulha Bush justificou a intervenção americana no Iraque com uma nojenta mentira.
O Afeganistão, onde os americanos têm sido, no mínimo, nulos. Há que saber que as tropas americanas ainda não mataram muitos talibãs, mas já mataram muitos pacíficos civis.
A fome em várias regiões da África, Sudão, Etiópia, Uganda, Honduras, etc. onde todos os dias há gente a morrer de fome e onde os americanos deixam os presidentes tiranizar os povos sem reagir.
Os iraquianos também eram mal tratados por Saddam Hussein, mas não se pode dizer que morriam de fome. Questão de cheiro a petróleo?
Que a América deixe de querer policiar o Mundo e faça o que estiver ao seu alcance para que a vida dos povos que nasceram em regiões nas quais as hipóteses de vencer na vida honestamente são inexistentes. Aí sim, seremos obrigados a reconhecer-lhes o direito de se considerarem gente de bem, caso contrário…
Obama foi eleito para dirigir a América e não o Mundo, mas o planeta, queiramos ou não, depende inteirinho do que se passa naquele país. Se a América apanha uma pequena tosse o Mundo apanha uma grande pneumonia. É assim e não há nada a fazer, por isso…
Toda a gente sabe que a grave crise económica e financeira que afecta o Mundo nos vem do país do Tio Sam e que enquanto os americanos não saírem dela nós também a sofreremos.
Que um país tão conservador como a América tenha elegido para seu presidente um negro, isso já quer dizer que a mentalidade dos americanos mudou muito e que eles já aceitam as pessoas pelo que elas valem e não segundo a cor da sua pele.
Com Obama, é possível que os EUA iniciem uma nova era na sua história: uma era em que os americanos, por muito poderosos que sejam, tenham mais respeito pelos outros povos, olhando-os de igual a igual e não como seus inferiores.
Mas é extraordinário que os Estados Unidos tenham eleito um “jovem presidente de 47 anos, um jovem que para além de tudo é simplesmente americano.
António de Oliveira








