PME : Sócrates diz que Governo está preocupado com as empresas e quer ajudar a enfrentar a crise
24 novembre 2008 por admin · Deixar um comentário

O Primeiro Ministro, José Sócrates, com o Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, e o Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, durante a conferência de imprensa depois da reunião com representantes de micro-empresas.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou novas linhas de crédito bonificado para as empresas, no valor global de 1,4 mil milhões de euros, assegurando que o Governo está “preocupado” com as dificuldades sentidas pelas empresas.
“O Governo está preocupado com as empresas e tudo fará para as ajudar a enfrentar as dificuldades”, afirmou Sócrates, na conferência de imprensa que encerrou uma ronda de reuniões com empresários, que decorreu a 11 de Novembro no Europarque, em Santa Maria da Feira.
Segundo o primeiro-ministro, as linhas de crédito anunciadas têm o “objectivo muito claro de proteger as empresas neste momento difícil”.
“Estas linhas de crédito são a melhor forma de resolver o problema do acesso ao crédito, que é o principal problema que enfrentam as empresas”, afirmou.
As linhas de crédito incluem 200 milhões de euros para as micro-empresas, 200 milhões para as pequenas empresas, 500 milhões para o sector exportador e 500 milhões para o sector do turismo.
José Sócrates anunciou ainda o lançamento de um novo programa, no valor de 300 milhões de euros, para “incentivar a fusão de empresas”, salientando que a dimensão das empresas portuguesas “é um problema antigo”.
Na perspectiva do primeiro-ministro, a fusão entre as pequenas e médias empresas permitirá “ganhar dimensão e escala para enfrentar as dificuldades”.
“O Governo está perto das empresas e quer protegê-las das dificuldades da crise actual”, reafirmou Sócrates, que estava ladeado pelos ministros da Economia, Manuel Pinho, e do Trabalho, Vieira da Silva.
Nesse sentido, José Sócrates frisou que “a estratégia do Governo para enfrentar a crise é clara”.
Uma das medidas passa pela “estabilização do sistema financeiro, para que os bancos possam servir melhor a economia e disponibilizar liquidez, que é essencial para a actividade económica”.
A protecção das empresas no acesso ao crédito e o investimento público, que Sócrates considerou ser “fundamental para muitas empresas manterem a actividade”, foram outras das medidas referidas pelo primeiro-ministro para combater a actual crise.
Sócrates vê consonância perfeita entre Governo e Presidente
22 octobre 2008 por admin · Deixar um comentário

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu que há “consonância perfeita” entre o Presidente da República e o Governo, sobretudo quando Cavaco Silva apela para que o país se mobilize e “não baixe os braços”.
As palavras do primeiro-ministro foram proferidas na sequência do discurso do chefe de Estado nas comemorações da revolução republicana do 5 de Outubro na Câmara Municipal de Lisboa.
“Gostei muito do discurso do senhor Presidente da República, em particular do apelo que fez à mobilização dos portugueses para terem energia e ambição no sentido de que sejam enfrentadas as dificuldades não apenas portuguesas, mas de todos os países europeus e dos Estados Unidos”, declarou o primeiro-ministro.
Segundo José Sócrates, o apelo do Presidente da República à mobilização insere-se numa linha de actuação política desde sempre por ele protagonizada.
“É um apelo de combate à descrença e ao pessimismo, como aliás tenho sempre dito. As dificuldades do presente resolvem-se com acção, com vontade e com ambição e não com um baixar de braços”, salientou.
Para José Sócrates, “há uma consonância perfeita entre o Presidente da República e o Governo”.
“Há três anos atrás Portugal tinha uma gravíssima situação financeira, mas agora já não temos esse problema. Portugal tem as contas públicas em ordem e isso é um património do país que devemos sublinhar e que devemos manter”, sustentou o primeiro-ministro.
José Sócrates sublinhou ainda a “importância do apelo à confiança dos portugueses” por parte do Presidente da República.
“Esse apelo é muito importante, porque nenhum político pode desistir da confiança. O discurso da confiança e o apelo à mobilização dos portugueses são factores da maior importância”, reforçou o chefe do Governo.
Em relação à questão do combate à pobreza, o primeiro-ministro considerou que houve “desenvolvimentos muito importantes ao longo dos três últimos anos”.
“Nestes últimos três anos, saíram da pobreza mais de 130 mil idosos. O Governo não só fez como está a fazer tudo para tirar mais pessoas da situação de pobreza”, reivindicou, dando como exemplos medidas como o aumento dos abonos de família, o complemento solidário para idosos e o complemento pré-natal.
“O que tenho no meu espírito e o que comanda a acção do Governo é que, neste momento de dificuldade, é preciso ajudar a nossa economia, as nossas empresas e, por outro lado, ajudar as famílias com maiores dificuldades”, afirmou.








