História do Dia da Mãe
10 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Há historiadores que reclamam as comemorações do Dia da Mãe às mais antigas festividades decorrentes na Grécia antiga, aquando da Festa da Primavera, na qual se honrava a Mãe dos Deuses - Rhea. Na mitologia grega, Rhea foi a mãe de Zeus e irmã de Kronos, considerada como uma das mais influentes deusas em Creta, Arcadia e Phrygia. Assim como a deusa Gaia, Rhea seria também considerada a mãe de todos os Deuses.
Também em Roma, a Mãe era celebrada em honra de Cybele, a mãe dos deuses romanos, mesmo antes do nascimento de Cristo.
No século XVII, a Inglaterra popularizou o “Domingo da Mãe” nos dias que antecediam o Domingo de Páscoa, como homenagem a todas as mães de Inglaterra, sendo mesmo concedido um dia de folga para que se celebrasse este dia na sua plenitude.
O Cristianismo instituiu a festa da “Igreja Mãe”, verdadeira força espiritual capaz de proteger os homens de todos os males. Habitualmente, esta festa da Igreja fora sendo associada também à celebração do “Domingo da Mãe”.
Também no continente Americano, mais concretamente nos Estados Unidos, as comemorações do Dia da Mãe foram sugeridas, pela primeira vez, por Julia Ward Howe no ano de 1872, um dia cujo significado fora assumidamente associado a um dia de Paz contra o flagelo da Guerra Civil.
Porém, o verdadeiro Dia da Mãe é comumente associado a Anna Jarvis. Aos 41 anos de idade, Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães.
Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familíares.
Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.
Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe.
Para adornar a cerimónia foram utilizados cravos vermelhos, a flor favorita da mãe de Anna. Desde então, os cravos vermelhos converteram-se no símbolo da mães em vida e os cravos brancos o símbolo das mães que já partiram.
A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.
Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo.
Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe. Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio
Açores/Ponta Delgada: Procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres leva milhares para as ruas
9 juin 2009 por admin · Deixar um comentário
Ruas decoradas com tapetes de flores e varandas enfeitadas com colchas receberam, em Ponta Delgada, Açores, a procissão com a imagem do Senhor Santo Cristo, cumprindo uma tradição religiosa que se repete desde 1700.
A procissão, que percorre demoradamente as ruas do centro de Ponta Delgada, constitui o ponto alto daquela que é a maior festa religiosa da ilha de S. Miguel.
O culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres assumiu maior dimensão, a partir de 1700, quando se realizou a primeira procissão, que pretendia pedir a protecção divina para a sucessão de sismos que estava a afectar a ilha naquela altura.
A partir dessa data, todos os anos a imagem do Senhor Santo Cristo, que tem mais de 400 anos, desfila pelas ruas de Ponta Delgada, atraindo pessoas de todas as ilhas, mas também muitos emigrantes açorianos que aproveitam a ocasião para se deslocarem ao arquipélago.
A imagem do Senhor Santo Cristo sai do Santuário da Esperança num cortejo que vai ganhando uma dimensão crescente, à medida que vão entrando as pessoas, depois da passagem do andor.
Milhares de fiéis incorporam-se nesta ‘caminhada de fé’, que percorre as principais ruas da cidade, passando, como manda a tradição, pelos vários conventos existentes em Ponta Delgada, alguns já desactivados.
Quando passa a imagem do ‘Ecce Homo’, guardada durante o ano pelas irmãs da congregação de Maria Imaculada, os sinos destes conventos repicam, em sinal de homenagem.
Num percurso que se prolonga por mais de quatro horas, uma multidão de homens, mulheres e muitos jovens seguem, em silêncio, o andor com a imagem, que é transportado em ombros por vários membros da Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
No cortejo participam também o bispo dos Açores, D. António de Sousa Braga, e o bispo resignatário, D. Aurélio Granada Escudeiro, além de autoridades civis do arquipélago.
A procissão contou ainda com 15 bandas filarmónicas.







